13 de dezembro de 2011 às 13h26min
A notícia de que Flávio Dino (PCdoB) não será candidato a prefeito de São Luís (questão já levantada pelo blog logo após a eleição de 2010, mas o leitor pode ler nos arquivos e descobrir a seguinte nuance: Flávio Dino não diz que não será candidato, diz que não pretende, é sempre bom relembrar) assanhou o chamado mundo da política de São Luís.
De entrada, caso a notícia venha se concretizar, a decisão fortalece o projeto de reeleição do prefeito João Castelo (PSDB). Não há dúvida de que Dino seria um forte candidato e daria imenso trabalho ao tucano.
Fiquei sabendo, porém, que João Castelo não aceita como apoio a não-candidatura. Deseja apoio explícito, ou nada de acordo em 2014, quando Flávio Dino deve disputar outra vez o Governo do Maranhão.
A ser verdade, trata-se de um rotundo equívoco. A só não existência de candidatura de Dino já é um refresco e tanto. Qualquer outro candidato à reeleição já tomaria a decisão como apoio.
Oposição a Castelo
Os outros pré-candidatos devem estar nas nuvens. Afora Max Barros (PMDB), candidato de Roseana Sarney, praticamente todos os outros trabalhavam com duas hipóteses: 1) ser o vice de Dino, que consideravam quase imbatível, na perspectiva de dois anos após assumir a prefeitura, quando este deixasse o cargo para ser candidato a governador, e 2) contar com o apoio de Dino às suas candidaturas.
Por aí se tira a importância de Flávio Dino no processo eleitoral de 2012, coisa que João Castelo precisa entender.
A notícia também deve ter causado bom impacto no campo da oligarquia Sarney. Max Barros dificilmente seria um forte concorrente a Flávio Dino. Tê-lo fora do páreo seria quase uma dádiva. A preocupação (e os ataques) passa a ser o prefeito tucano. É certo que farão tudo para polarizar a disputa.
Opinião do blog
Publiquei, em post imediatamente abaixo, a notícia da Folha. Mas mantenho as ressalvas de após as eleições de 2010, quando conversei longamente com Flávio Dino.
Quais são?
Quando almoçamos, Dino disse que não desejava ser candidato em 2012. Mas… Se as circunstâncias falassem diferente, seria obrigado a sê-lo.
Não ocorreu nada de diferente para que Flávio Dino mudasse completamente de opinião. Quero crer, então, que Dino não gostaria de ser candidato, mas se as circunstâncias e os aliados do mesmo campo de disputa mostrarem-se a favor da candidatura, dificilmente ele deixará de ser candidato. E isso não pode ocorre antes de março. Qualquer conclusão agora seria precipitada, por parte de quem é jornalista.
Então, digo que Flávio Dino não abandonou a disputa. Vem expondo um desejo pessoal (o de não ser candidato), o que é bem diferente de não ser candidato, afinal trata-se de política.
É aguardar até março para saber quem está com a razão.
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Flávio Dino,
Folha de S. Paulo,
João Castelo,
Maranhão,
Max Barros,
PCdoB,
PMDB,
PSDB,
Roseana Sarney,
São Luís
13 de dezembro de 2011 às 12h37min
Leiam a nota publicada hoje no Painel, coluna do jornal Folha de S. Paulo:
Muro Flávio Dino avisou ao PC do B que pretende continuar na presidência da Embratur, abdicando da candidatura a prefeito de São Luís. Prefere se guardar para a sucessão de Roseana Sarney (PMDB-MA) em 2014.
Comentário do Blog: O blog foi o primeiro a noticiar, logo após a eleição de 2010, que Flávio Dino não tinha pretensões de disputar a Prefeitura de São Luís (o leitor pode recorrer aos arquivos do blog). Como eu sabia? Logo após a eleições, numa sexta-feira, recebi o convite para almoçar com Flávio Dino. Ali ele me disse que não pretendia disputar (o que não quer dizer que não irá disputar) a eleição e que só em último caso o faria. Portanto, o Blog do Kenard foi o primeiro a divulgar. Como o tema comporta polêmica, voltarei mais tarde, com análise mais larga. Aguardem!
12 de dezembro de 2011 às 15h17min
O fim de semana foi marcado por tolices a serviço da famiglia Sarney incomensuráveis. E os envolvidos não ficam atrás: mostrar que são igualmente idiotas. Vamos ver.
O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) precisa fazer tratamento de saúde. Então, como precisa acontecer, resolveu tirar licença. Acontece que o suplente é Othelino Neto (PPS), indiscutivelmente aliado do prefeito João Castelo (PSDB).
Foi o suficiente para verem chifre em cavalo. Flávio Dino (PCdoB) estaria provando que se aliou ao prefeito de São Luís. E os blogueiros da famiglia Sarney resolveram cobrar a imaginária aliança. Como Flávio Dino pode se aliar a Castelo? Isso é um absurdo! Dino só pode ser aliado de quem a famiglia Sarney e seus blogueiros amestrados escolhem! Ponto final.
Vamos por parte.
Aí o PCdoB, num gesto de profunda pusilanimidade, resolve soltar 356 mil notas oficiais: “Nunca! Jamais estaremos com Castelo! Somos e sempre seremos oposição ao tucano! Perguntem ao bispo, ao pastor, aos vizinhos, aos empresários e ao pipoqueiro da esquina. Todos dirão: Não, nunca, jamais o PCdoB esteve ou estará com o PSDB de Castelo!”.
Bem, um partido que se deixa pautar por blogueiros da famiglia Sarney não merece o meu respeito. O PCdoB caiu na vala comum. Carrega um bússola sem ponteiro. Deixa-se patrulhar pelo Oeste, a direita mais atrasada do país, quando deveria ter um norte. Com isso atira em 2014 e vai ao cinema.
A questão é: quando Sarney foi um político coerente? Desde 2006 agarrou-se a Cafeteira, a quem denunciou como assassino, inventando um morto, Reis Pacheco, que estava vivíssimo. Mmou nas tetas da ditadura militar por 21 anos. Quando viu que o barco fazia água, pulou para o PMDB e para o lado de Tancredo Neves. Foi um presidente medíocre (alguém aí lembra da inflação mensal da época?) e provinciano. Collor, na campanha presidencial, dizia que iria, se eleito, prendê-lo e o chamava de ladrão dia sim e dia sim. Não consta que tenha feito oposição a Collor. Lula também o chamava de ladrão abertamente. O que aconteceu? Aliou-se a Lula sem qualquer cerimônia.
Por que, então, o PCdoB precisa prestar esclarecimentos de algo que não existe?
Até onde é sabido, Castelo é adversário do Esquema Sarney, que o ataca todos os dias nos meios de comunicação da famiglia, inclusive tenta derrubá-lo da prefeitura. Caso houvesse um acordo entre Flávio Dino e Castelo seria algo profundamente natural. Ambos estão no campo de combate à oligarquia Sarney.
Portanto, que os blogueiros do Esquema Sarney tentem patrulhar o prefeito e o PCdoB está dentro do roteiro. Ridículo é o PCdoB acovardar-se a cada manhã, como se fosse um galo sem esporão. Ou é um galo sem esporão?
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Cafeteira,
Collor,
Flávio Dino,
João Castelo,
Lula,
oligarquia Sarney,
PCdoB,
PMDB,
PSDB,
Sarney,
Tancredo Neves
29 de novembro de 2011 às 17h33min
Encontrei a vereadora comunista Rose Sales no blog do Décio Sá. Não levem em conta a forma como ela se expressa, ela realmente tem bastante dificuldade com o idioma. Logo abaixo há o Comentário do Blog:
“Precisamos saber onde estão estes R$ 73 milhões. O gestor tem que prestar contas com a sociedade. A Câmara tem direito ao balanço geral, balancetes e relatórios, além da cópia integral de todos os documentos pertinentes àquela, tais como: notas de empenho, notas fiscais, recibos, ordens de serviço, termos de recebimento de obras e produtos etc”, afirmou Rose Sales.
A vereadora também subscreveu o requerimento de autoria do vereador Osmar Filho (PMDB) convidando o prefeito a dar explicações sobre o caso na Câmara. Rose lembrou que em março deste ano, ela já tentou convidar o prefeito a explicar vários problemas da administração, mas teve seu requerimento negado.
Ela espera que desta vez, o plenário esteja mais amadurecido para chamar o tucano a se explicar. “João Castelo é colocado em uma redoma com sua truculência. Esta Casa precisa se fazer independente doa a quem doer”, afirmou.
Comentário do blog: A vereadora comunista Rose Sales é aquela que tentou dar o titulo de Cidadão de São Luís ao pastor Malafaia. Houve um berreiro e ela recuou. Acabou levando uma esculhambação pública do Malafaia. Assim caminham os comunistas de hoje.
Rose Sales é comunista do PCdoB, partido de Flávio Dino, presidente da Embratur. É o caso de perguntar: Dino concorda com toda essa patacoada? A posição do PCdoB é essa, a de seguir as cretinices da oligarquia Sarney?
Essa moça perdeu alguns neurônios e ainda não se deu conta. Que dinheiro que sumiu, moça? Acorde.
O sumiço do dinheiro de convênio firmado entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Maranhão, quando o governador era Jackson Lago, não passa de factóide criado pelo deputado Roberto Costa, garoto do senador João Alberto.
Como a senhora é vereadora em Marte, saiba sobre São Luís: o dinheiro encontra-se na Caixa Econômica. A Justiça ainda vai decidir se a grana fica mesmo com a prefeitura ou se deverá ser devolvido ao Governo do Maranhão (como deseja Roseana Sarney). Entendeu? Ou será preciso que eu desenhe?
Em 2012 a população de São Luís precisa reparar o erro que cometeu, não dando a chance dessa moça seguir vereadora. Não só por ser avoada. O problema não é dinheiro que sumiu, que dinheiro algum sumiu. O problema é, como já disse o vereador Chico Viana, dinheiro que aparece. Por exemplo: aquela verba da vereadora que ia aparecer na conta de um instituto do marido, não fosse feita na época a denúncia.
28 de novembro de 2011 às 11h04min
A greve dos policiais militares do Maranhão está servindo para que sejam criadas piadas fabulosas. Os piadistas são os blogueiros da famiglia Sarney.
A piada mais recente: o presidente da Embratur, ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB), é quem comanda a greve dos militares. Lá de Brasília.
Imagino até como começou a greve.
Flávio Dino liga de Brasília:
- Coronel, acho que está na hora de uma grevezinha.
E o coronel:
- Seu Flávio, eu acho arriscado.
Flávio Dino:
- Coronel, seja digno da calça que usa! Eu quero uma greve, pra ontem! Não seja frouxo, coronel!
- Não é isso, seu Flávio. Sabe cumé, governo é governo.
Flávio Dino:
- Coronel, eu estou sendo modesto ao pedir. Na verdade, estou mandando: faça a merda da greve que eu garanto o resto daqui de Brasília! E não se esqueça: eu vou ser o próximo governador do Maranhão. Olhe lá o que está arrumando comigo!
E o coronel, se tremendo:
- Certo, seu Flávio. Não se preocupe, vou chamar a turma para fazer a sua greve.
Flávio Dino:
- Muito bem, coronel, assim que se fala. Vou me lembrar de sua decisão quando for o governador do Maranhão.
Pois é, caro leitor, assim nasceu a greve dos policiais militares. Tudo por conta de Flávio Dino.
Não é o máximo?
PS: Um dos blogueiros delirantes descobriu que Flávio está por trás greve por conta da presença do deputado estadual de Roraima, Francisco Sampaio, em São Luís. Ele é do PCdoB, partido de Dino. O delírio fez o blogueiro não atentar para o seguinte: Sampaio, que é policial também, é o diretor da região Norte da Associação Nacional de Soldados e Praças (ANASPRA). Sim, podem rir mais ainda.
5 de novembro de 2011 às 13h50min
“Em 2015 Sarney completa 50 anos de poder no Maranhão. Eles vão querer comemorar as bodas de ouro no Palácio dos Leões. Mas o povo do Maranhão não deixará essa comemoração se realizar”
De Flávio Dino (PCdoB), hoje, sábado, 05/11, no Congresso estadual do PPS do Maranhão.
29 de outubro de 2011 às 10h01min
Chupa-cabra
A coluna Estado Maior, do jornal da famiglia Sarney, chupou mais uma vez – e certamente não será a última – notícia dada em primeira mão por este blog. Hoje disse que Flávio Dino (PCdoB), presidente da Embratur, era o preferido da presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Esporte. Pois é, o leitor pode ler em post mais abaixo a mesma notícia. Nenhum jornal ou jornalista do país sabia disso e só este blog havia noticiado.
PDT
Há um grupo do PDT que trabalha com a possibilidade de emplacar o vice se o candidato for Flávio Dino. Já há até a pessoa que desejam como vice: a médica Clay Lago, viúva do ex-governador Jackson Lago. À frente dessa ideia: Aziz Santos e Weverton Rocha. Anotem, a notícia é quetinha e em primeira mão.
Zzzzzzzz
Ninguém entende o silêncio do deputado Edivaldo Holanda (PTC) quando o assunto é a Prefeitura de São Luís. Realmente, não é para entender. Edivaldo Holanda deixou a suplência de deputado estadual e assumiu o mandato graças ao prefeito João Castelo (PSDB), que levou a deputada Graça Paz para o governo. Mais: Edivaldo ganhou o mandato com todos os cargos para preencher. Sortudo, não?
Licença
Roseana Sarney transformou o feriado em feriadão e pediu licença para tratar da saúde em São Paulo. Não vai fazer um mero check-up, como querem as notícias oficiais. Recentemente, a governadora sentiu-se mal no helicóptero que a levava para inauguração no interior do Estado. Ela chegou a vomitar. O problema não é simples, garante fonte ligada à governadora.
Madre Superiora
Sarney, mais conhecido pela turma do filho Fernando Sarney e pela PF como Madre Superiora, todos os dias ganha um artigo de repercussão nacional por conta da estatização da Fundação Coronel Sarney. Isso porque ele move montanhas para tentar limpar a biografia. Vai morrer sem conseguir. Por uma simples razão: a cada segunda-feira comete uma imoralidade.
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Edivaldo Holanda,
Flávio Dino,
João Castelo,
PCdoB,
PDT,
Prefeitura de São Luís,
PSDB,
PTC,
Roseana Sarney,
Sarney
27 de outubro de 2011 às 22h33min
Quando, por conta do STF, ficou decidido que o ministro Orlando Silva cairia fora, escrevi aqui que achava que o substituto seria Aldo Rebelo. Como o ex-juiz federal e ex-deputado federal maranhense Flávio Dino, também do PCdoB, aparecia na lista de cotados, comentei:
“Leio que o presidente da Embratur e ex-deputado federal Flávio Dino, também do PCdoB, está entre os cotados para substituir Orlando Silva. É sabido do apreço de Dilma Rousseff por Flávio Dino (e a recíproca é verdadeira). Quando ainda na Casa Civil, Dilma veio ao último comício do então candidato Flávio Dino a prefeito de São Luís em 2008. Em 2010 Dilma torcia para que o PT maranhense estivesse com Dino e não com Roseana Sarney (PMDB). Aceitou a mudança pelo beiço, a contragosto, convencida por Lula e pelo PT de que era a estratégia certa. Ficou agradecida quando a campanha de Flávio Dino seguiu com seu apoio a ela (Dilma), apesar de tudo, inclusive no segundo turno. Tanto que no governo Lula Flávio Dino foi preterido por conta de Sarney, já no governo Dilma foi para a Embratur”.
Errei, porém, quando disse que minha intuição apontava que Aldo Rebelo era o preferido do Planalto, quer dizer, de Dilma Rousseff.
Hoje, quinta-feira, 27, conversei com uma fonte que me disse o seguinte:
- Você acertou quando disse que tudo indicava que seria Aldo Rebelo. Só que ali Aldo já era mesmo o nome. Antes, não. Antes sua análise de apreço mútuo entre Dilma e Flávio estava mais certa.
E esclareceu-me por telefone:
- A presidente Dilma Rousseff estava decidida por Flávio Dino. Tanto que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, havia confidenciado a algumas pessoas a preferência da presidente.
A fonte me disse ainda que um amigo seu (da fonte) estivera com Sarney (PMDB-AP) no auge da crise no Ministério do Esporte, quando o nome de Flávio Dino corria entre os cotados. A pessoa pediu a opinião de Sarney e ouviu que o ministério estava esvaziado e sem importância. Ou seja, sabendo que o ministério seguiria com o PCdoB e que a presidente tinha preferência por Dino, Sarney deu uma de raposa de fábula. As uvas estavam verdes, vocês me entendem.
Pois é, Flávio Dino, presidente da Embratur, perdeu o cargo de ministro do Esporte para o PCdoB. Por Dilma Rousseff ele estaria no cargo. Prova de que os comunistas do Brasil seguem idiotas. Flávio Dino ministro seria uma pedreira nas pretensões da oligarquia Sarney de fazer o sucessor de Roseana Sarney.
Prova de que Flávio Dino está no partido errado.
P.S: Reparem que Sarney fez de tudo para Flávio Dino não fazer parte do Governo Dilma. Quando Dilma já decidira que ele iria para a Embratur, Sarney no outro dia deu entrevista contra o sigilo das licitações para as obras da Copa do Mundo. Também sou contra, mas Sarney ali estava mandando recado, fazendo chantagem, coisa que faz com maestria. A imprensa nacional não se tocou. Eu escrevi aqui, o leitor pode procurar nos arquivos do blog.
26 de outubro de 2011 às 17h10min
A discussão agora é esta: quem vai assumir o cargo de ministro do Esporte?
Está dito que o ministério deve ficar mesmo com o PCdoB. A imprensa aponta três cotados: os deputados Aldo Rebelo e Luciana Santos, e presidente da Embratur, maranhense Flávio Dino.
Mas uma frase me intrigou, esta: “Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Orlando é um ministro que está saindo desde ontem, resumiu ao Estado um assessor da Presidência”. E não tenho como não tecer considerações a respeito. Vamos lá.
Vocês lembram, a ministra Carmem Lúcia do STF, atendendo o pedido feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mandou na terça-feira, 25, abrir inquérito para investigar Orlando Silva.
Bem, as palavras do assessor da presidência ao jornal O Estado de S. Paulo dizem tudo. Orlando Silva não cai do ministério pelas denúncias propriamente ditas (ou não só por elas). Cai porque a coisa chegou ao STF. Acontece que Agnelo Queiroz, que dirigiu a pasta quando era do PCdoB, hoje é do PT e governa o Distrito Federal, é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por problemas no mesmo ministério. Com a decisão da ministra Carmem Lúcia, o caso Agnelo fatalmente subiria para o STF, tudo o que o PT não quer. Eis como o caso Orlando Silva, que se arrastava pesadamente, de repente, não mais que de repente, ganhou um desfecho. As palavras do assessor da presidência ouvidas pelo Estadão ganham sentido.
Fora do ministério, o caso Orlando Silva desce do STF. Compreenderam? Agnelo Queiroz está protegido, pelo menos por enquanto.
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Agnelo Queiroz,
Aldo Rebelo,
Carmem Lúcia,
Flávio Dino,
Luciana Santos,
Orlando Silva,
PCdoB,
Procuradoria-Geral da República,
PT,
Roberto Gurgel,
STF,
STJ
26 de outubro de 2011 às 13h15min
Por pura intuição política, acredito que a presidente Dilma Rousseff e o PCdoB não consumem a mudançca no Ministério do Esporte ainda hoje. Por quê? Hoje o poilicial-denunciante das corrupções e ex-filiado ao PCdoB, João Dias, estará na Câmara dos Deputados. Qualquer mudança hoje pareceria motivada por ele. A política tem dessas.
Com isso não quero dizer que a saída não se consumará hoje. É só um palpite.
Leio que o presidente da Embratur e ex-deputado federal Flávio Dino, também do PCdoB, está entre os cotados para substituir Orlando Silva. É sabido do apreço de Dilma Rousseff por Flávio Dino (e a recíproca é verdadeira). Quando ainda na Casa Civil, Dilma veio ao último comício do então candidato Flávio Dino a prefeito de São Luís em 2008. Em 2010 Dilma torcia para que o PT maranhense estivesse com Dino e não com Roseana Sarney (PMDB). Aceitou a mudança pelo beiço a contragosto, mas foi convencida por Lula e pelo PT de que era a estratégia certa. Ficou agradecida quando a campanha de Flávio Dino seguiu com seu apoio a ela (Dilma), apesar de tudo, inclusive no segundo turno. Tanto que no governo Lula Flávio Dino foi preterido por conta de Sarney, já no governo Dilma foi para a Embratur.
Mas, de novo minha intuição diz que o Planalto prefere o deputado federal do PCdoB Aldo Rebelo. Aldo Rebelo enfrentou com dignidade e pulso todos os cretinos que são contra o novo Código Florestal. Algo nada fácil, os leitores sabem disso.
Cravo Aldo Rebelo. Vamos ver se estou certo.
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Aldo Rebelo,
Dilma Rousseff,
eleições 2008,
Eleições 2010,
Flávio Dino,
Lula,
Orlando Silva,
PCdoB,
PMDB,
PT,
Roseana Sarney