16 de janeiro de 2012 às 22h46min
O Maranhão deve ficar sem o Programa Jovem Urbano, o Pro-jovem, do Governo Federal.
A Secretaria de Educação perdeu o prazo para cadastramento, que terminou quarta-feira passada, deixando milhares de beneficiários sem perspectiva de receber os recursos do programa.
Veja como a Educação é tratada no Estado clicando aqui em Blog do Marco D’Eça.
3 de dezembro de 2011 às 09h10min
SARNEY TENTOU CHANTAGEM NO SENADO
OS BASTIDORES DA DERROTA DA OLIGARQUIA
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MOSTROU-SE PUSILÂNIME
O acordo que pôs fim à greve dos policiais militares representou a primeira e acachapante derrota do governo Roseana Sarney.
A greve dos policiais militares do Maranhão começou como crônica de uma greve anunciada. Os militares sentaram na mesa do governo e apresentaram suas reivindicações. A governadora Roseana Sarney ignorou solenemente, confiada na proibição de greve. Primeiro cálculo equivocado. O resto veio por conta da arrogância. Tanto que Roseana Sarney até o último minuto relutou em aceitar o acordo, mesmo quando este já estava selado.
Ressalte-se o papel importante da OAB-MA na costura do acordo. Mas uma força ainda mais importante agiu para o fim da greve, sem que até aqui alguém soubesse: a presidente Dilma Rousseff. A presidente foi informada o tempo inteiro do que se passava. E quis o diálogo e o acordo. Também preocupada com isto: o Maranhão não poderia, com a greve, servir de exemplo para o resto do país.
Roseana Sarney, ao contrário, queria a mão pesada do Governo Federal impondo a derrota aos grevistas. O pai e presidente do Senado, José Sarney, como sempre deixou-se levar pelo beicinho da filha governadora. Ambos não obtiveram o que queriam: o Governo Dilma insistia no acordo.
Sarney tratou de agir com o método que o caracteriza. Tratou de atrapalhar a votação da DRU (Desvinculação de Receitas da União). Parlamentares governistas e da oposição não entenderam nada. A imprensa nacional chegou – pasmem!- a falar em “cochilo do Sarney” (reveja aqui). Era, na verdade, a velha chantagem do cacique que representa o Amapá no Senado. Mas nem assim o Governo Federal optou pela mão de ferro contra os grevistas.
Garoto de recado – Papel ridículo fez o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo. Suas ações tinham como intento desmoralizar os grevistas. Primeiro, quando decidiu pelo fim das sessões (os grevistas estavam acampados no pátio da Assembleia). Depois, quando anunciou a volta dos trabalhos para a próxima segunda-feira, “sem a presença dos militares na área da Assembleia”. Era a subserviência aliada à irresponsabilidade. Como Arnaldo Melo iria tirar os grevistas do pátio da Assembleia? Com o uso da força? iria transformar o pátio em campo de batalha?
O fim da greve por meio de acordo representou uma derrota estonteante da oligarquia Sarney. Já para Arnaldo Melo foi uma página negra: todos agora sabem de sua pusilanimidade. Prova de que no Maranhão todos os poderes estão podres.
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Política, por Roberto Kenard
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17 de outubro de 2011 às 22h28min
Enquanto em todo o mundo crescem as manifestações contra a crise econômica e os que a provocaram, no Brasil um movimento convocado via redes sociais dia 7 de setembro, e agora dia 12 de outubro, protesta contra a corrupção, com três demandas: a manutenção da Lei da Ficha Limpa, o fim do voto secreto (das votações secretas no Congresso), e pela manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional da Justiça (CNJ). É pena, mas, da agenda dos manifestantes brasileiros não consta a defesa da reforma política, um passo decisivo na luta contra a corrupção. Que a mídia e seus articulistas apóiem e incentivem as manifestações brasileiras com sua agenda específica, tudo bem. Mas, não as usem para seus fins políticos ou, o mais grave, para tentar sempre desmoralizar e desgastar o poder político e os políticos. Isso é da maior gravidade e perigoso para a democracia e as instituições.
Comentário do blog: Leram direitinho? Pois é, o texto acima, malandro, de quem finge não discordar das manifestações contra a corrupção Brasil afora, mas que tampouco mostra qualquer simpatia pelas manifestações, é do velho “companheiro” Zé Dirceu, sim, o milionário Dirceu, que em Portugal só anda de jaguar.
No entanto, Dirceu, para quem está habituado a ler os textos além dos textos, começa o texto menosprezando as marchas contra a corrupção: “Enquanto em todo o mundo crescem as manifestações contra a crise econômica…”
(o leitor inteligente pode dar prosseguimento ao raciocínio de Dirceu a partir das reticências) …no Brasil vão às ruas para protestar contra essa bobagem de corrupção, ora vejam!
Dirceu, porém, toma todo o cuidado para não parecer contra manifestações que querem o fim da corrupção no Governo Federal. Empurra com o espanador (e cara de mordomo com nojo de pobre) “as três demandas” do movimento: a manutenção da Lei da Ficha Limpa, o fim do voto secreto (das votações secretas no Congresso), e pela manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional da Justiça (CNJ).
E novamente se trai ao dizer: “É pena, mas, da agenda dos manifestantes brasileiros não consta a defesa da reforma política, um passo decisivo na luta contra a corrupção”.
Reparem bem, o “é pena”não remete à ausência nas manifestações da luta pela reforma política. O “é pena” é dirigido à pauta do movimento contra a corrupção. Isso mesmo, meus caros. Zé Dirceu pensa que é muito esperto, mas o erro dos espertos, como dizia meu pai, é achar que todo o resto é idiota.
Mas a que reforma política se refere Zé Dirceu? A inventada pelo PT, que não muda nada e piora tudo. É a proposta que casa o voto proporcional com o voto em lista. Uma imoralidade.
Mas, inteligentes que somos, eu e meus leitores, vamos mais além: a reforma política, ainda que não seja a imoralidade proposta pelo PT, é o antídoto contra a corrupção que reúne cada vez mais pessoas nas ruas e praças do país?
Claro que não. O voto distrital, por exemplo, aproxima o eleitor do político, diminui consideravelmente a gastança e baixa consideravelmente a corrupção eleitoral e a corrupção gerada pela eleição. A reforma política não evitaria a corrupção no Ministério do Turismo ou a do Ministério do Esporte, só para ficarmos em dois exemplos.
Essa corrupção foi gerada pelo modelo de administrar do PT desde 2002, com Lula, chefe e parceiro de Zé Dirceu.
Em artigo exemplar, como sempre, José Serra mostrou hoje no blog que assina (o leitor pode ler mais abaixo) a causa fundamental das corrupções que brotam como formigas no Governo Federal. E qual é essa causa? A centralização.
E a centralização está a serviço do projeto de poder do PT. Projetos como o Segundo Tempo, diz Serra, poderiam ter sido feitos com as prefeituras e até com os Estados. Inclusive com contrapartidas. Mas o PT quer ganhar os louros eleitorais sozinho.
Zé Dirceu não sabe disso? Sabe muito bem. Ele não tem coragem de se manifestar claramente desfavorável às marchas contra a corrupção – se alguém perguntar para o coronel Sarney se ele é um democrata, certamente gritará que sim -, então, tenta com escrita macia desacreditá-las: enquanto o mundo se manifesta contra a crise econômica, no Brasil ainda se vai às ruas contra a corrupção; enquanto esses ignorantes clamam contra a corrupção, a reforma política inventada pelo PT passa na frente do nariz a dizer que isso, sim, é causa para reunir multidões, porque será o fim da corrupção.
Mas como todo petista que detesta a imprensa livre. Zé Dirceu não perde a oportunidade de puxar a orelha dos que divulgam esses movimentos: isso é perigoso, pode desestabilizar a democracia. Ai eu não posso deixar de rir. Zé Dirceu preocupado com a democracia!
Não Zé Dirceu, você e o PT odeiam a democracia. Vocês fazem de tudo para acabar com a livre expressão. A sociedade brasileira é que tem denunciado e resistido. Vocês sonham com transformar o Brasil numa Venezuela ou numa Bolívia. Eis a verdade.
Zé Dirceu, os que hoje vão às ruas e praças denunciar a corrupção, são o que restou de um Brasil não cooptado. O resto não concorda e nem pode passar perto dessas manifestações. Sobretudo figuras como você.
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Política, por Roberto Kenard
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17 de outubro de 2011 às 17h22min
Por José Serra
Novo escândalo envolvendo verbas federais, agora para o esporte. Quero chamar a atenção para um aspecto menos visível nesses reiterados casos de corrupção que diz respeito mesmo à organização do estado brasileiro – ou à sua desorganização. Reparem que o imbróglio envolve recursos federais alocados pelo próprio ministério para pequenos projetos locais, municipais ou inframunicipais.
Um programa como esse “Segundo Tempo” deveria, obviamente, ser de caráter municipal ou, no máximo, estadual. Bastaria o governo federal entregar os recursos para as outras esferas de governo e, naturalmente, estabelecer algum tipo de controle sobre sua aplicação. Poderia até fixar uma certa contrapartida dos estados e municípios – governadores e prefeitos aceitariam fazê-lo, com grande facilidade.
Isso não evitaria, por si, desvios e propinas, mas os dificultaria, sem dúvida, em razão de um cruzamento de controles feitos por esferas distintas. Haveria, ao menos, mais fiscalização e, estou certo, mais eficiência.
A descentralização saiu de moda no Brasil. Historicamente, a ela sempre tenderam a resistir os parlamentares federais, pois a centralização lhes permite atuar como facilitadores da liberação de recursos para programas que são do interesse da população. Mesmo os parlamentares sérios, que não estão em busca de propinas, acabam condescendendo com esse modelo.
Nos anos oitenta, surgiram forças políticas que fizeram da descentralização uma bandeira e uma prática, a exemplo de Franco Montoro e José Richa, quando governaram, respectivamente, São Paulo e Paraná e, depois, na Constituinte. Foi essa tradição que Fernando Henrique seguiu na Presidência da República. Nos bons tempos, essa chegou a ser uma bandeira do PSDB.
Mas a gestão federal petista fez tudo ao contrário: recentralizou ao máximo as ações apoiadas pelo governo federal, na ânsia de manipular e obter faturamento político-eleitoral. Mais ainda: a centralização facilita o loteamento da administração federal, pois fortalece, abre ou cria novas áreas de domínio para oferecer aos parceiros nas lambanças.
Ou por outra: o governo acaba se tornando uma central de corrupção.
Reproduzido do blog de José Serra.
7 de outubro de 2011 às 14h02min
O Brasil agora tem 29 partidos. Uma proeza. Foi criado o Partido Pátria Livre (PPL). Pelo ridículo do nome, podem apostar que é formado por uma turma que cabe com folga num Fiat UNO.
O partido nasce de um jornal, isso mesmo, o Hora do Povo, que por sua vez era o porta-voz de uns espirituosos do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), na época da ditadura.
Trata-se de mais um samba-do-crioulo-doido, como o leitor perceberá. O revolucionário MR-8, como muitos outros, vivia abrigado no PMDB. Mas não a qualquer PMDB. Era ligado ao comunista sectário Orestes Quércia (fiquem tranquilos, eu também estou morrendo de rir).
É o único partido do mundo a ter no programa elogios a membros de outro partido, acreditem. Os Pátria Livre têm como programa elogiar Lula (sim, eu também estou rindo muito). Dizem, por exemplo, que Lula “cuidou com carinho da Petrobras”. Bem, acho que esses oito Pátria Livre têm ou estão querendo uma boquinha no Governo Federal, não é verdade?
Mas há mais, leitor incrédulo. Há mais. O programa também diz que o governo Lula trouxe “novas perspectivas à educação”. Só não explicaram se essas novas perspectivas incluem a Gramática do Erro do PT, aquela que ensina o sujeito a falar “Nóis pesca os peixe”.
Por fim, desde 85 o Brasil respira democracia. Pergunta-se: a pátria estará livre quando voltar a ter uma ditadura?
Ah, o Brasil…
28 de setembro de 2011 às 19h46min
Leiam a matéria e o comentário do blog logo no final:
A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária “Hope ensina”, que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a “melhor maneira” de contar más notícias ao marido.
Primeiro, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como “errada” e em seguida a forma “correta” é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. “Você é brasileira, use seu charme”, conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.
A secretaria afirmou que recebeu, por meio da ouvidoria, diversas manifestações de indignação contra a peça. Foram enviados dois ofícios –um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, e outro ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
Para a secretaria, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”.
A Secretaria de Políticas para Mulheres também diz acreditar que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.
Resposta do blog: Essa gente deveria ficar feliz por ter uma boquinha pública. Qual nada! A falta do que fazer fala mais alto. Aí está a tal Secretaria de Políticas para Mulheres.
O que nesse comercial bem-humorado há de machista? Desde que o mundo é mundo, o ser humano – e não só as mulheres – sabe tirar proveito da beleza. O comercial tratou isso com humor, muito bom humor.
O diabo é que a esquerda é desprovida de humor. Pior: a esquerda ri somente com a desgraça do adversário. Alie-se isso ao prazer pela censura e então nasce a lingerie ideológica.
Afora Marta Suplicy, duvido que alguma outra mulher tenha visto no comercial algo repugnante contra as mulheres. Desafio a tal Secretaria de Políticas para Mulheres a divulgar essas inúmeras que reclamaram. Mas só vale a relação que tenha nome e endereço. Mais: não vale lista de mulheres petistas.
Era só o que faltava.
8 de setembro de 2011 às 13h44min
Ontem, homens, mulheres e jovens do Brasil decente e cansado de bandalheiras foram às ruas marcar seu protesto. Por trás não havia políticos ou partidos, nem mesmo os que se dizem de oposição. Ótimo.
Bem, é sinal de que o Brasil por inteiro não apodreceu. Apodreceram os sindicatos, as centrais sindicais, a UNE, todos desde 2002 a soldo do Governo Federal.
Os protestos mostram um Brasil vivo. Se é bom para o resto do Brasil, é ainda melhor para o Maranhão, onde há uma oligarquia persistente e uma oposição de araque. Mas os maranhenses de vergonha na cara precisam demonstrar isso.
Temos, desgraçadamente, três espécies de oposição (que são uma só, dividida aqui para efeito de esclarecimento): a que se rendeu (o silêncio é rendição), a que só existe nos períodos eleitorais e a que não se vendeu publicamente (aquele que topa qualquer negócio, desde que projetos pessoais sejam satisfeitos). Uma lástima, como se vê.
No Maranhão, mais que em qualquer outro lugar, há a necessidade da rebeldia e da desobediência civil. O Maranhão há muito resume em si o que há de pior na política brasileira. Basta tomar os índices sociais, os piores do país.
Se os políticos maranhenses no geral mostraram que não estão nem aí para as condições de vida do maranhense, o maranhense precisa mostrar que não os quer mais. Se os políticos maranhenses não se diferenciam, se oposição e governo formam uma massa amorfa de interesses pessoais, resta ao maranhense que não aceita mais isso se indignar, de provar que merece políticos diferentes.
Do contrário, tudo vai continuar como dantes, e o Maranhão seguirá sendo um imenso quartel de Abrantes.
Detalhe importante: a prova dos nove está batendo na porta: as eleições de 2012. Vamos ver.
3 de setembro de 2011 às 21h54min
A governadora Roseana Sarney acaba de dizer que no Maranhão não tem pobreza. “Nós somos ricos”, disse a filha do coronel Sarney, no auge do delírio, ao jornal O Estado do Maranhão, diário oficial da famiglia.
Vou mostrar que ela mente, e descaradamente. A não ser que ela tenha se referido à famiglia, o “nós” sendo “nós, os Sarney, somos ricos”. Mas o delírio dela não chega ao ponto de entregar o jogo. Portanto, mentiu e vou desmenti=la agora, com a matéria postada aqui no blog no dia 10 de maio.
Vejam como Sinhazinha Roseana é mentirosa:
10 de maio de 2011 às 23h30min
O Maranhão é o Estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês). Isso representa 25,7% dos habitantes -mais que o triplo da média do país, que é de 8,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.
O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente na semana passada pelo governo federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.
Na outra ponta, o Estado com menor nível de miseráveis é Santa Catarina. De seus 6,2 milhões de habitantes, 103 mil estão na linha da pobreza extrema, o que representa 1,6% da população.
Em segundo lugar, vem o Distrito Federal, com 1,8% de miseráveis. São Paulo está em terceiro, com 2,6%. O Rio de Janeiro tem um índice de 3,7% de pessoas vivendo com até R$ 70 por mês.
País tem 16,2 milhões vivendo com menos de R$ 70
O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Isso representa 8,5% dos 191 milhões de habitantes do país. Na terça-feira da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social estabeleceu o valor de R$ 70 per capita ao mês como referência para definir quem são os brasileiros mais carentes.
Por essa medida, a região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza. São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais. Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).
Os números, baseados em dados do Censo 2010, ajudarão a formular o plano Brasil Sem Miséria, uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.
15 de agosto de 2011 às 10h51min
A família Sarney continua decidida a envergonhar os maranhenses Brasil afora. E o faz com a cara de pau dos que se consideram acima das leis
A filha do coronel, sinhazinha Roseana Sarney, não se faz de rogada. Inventou de brincar de candidata a presidente da República em 2002 e humilhou-nos a todos quando descobriram mais de 1 milhão de reais nos cofres da empresa na qual era sócia do marido Jorge Murad, a Lunus, de triste memória. Na época apresentou sete versões para a dinheirama. Pois é, o leitor tem razão, sete é conta de mentiroso.
Em 2006 perdeu a eleição para o candidato Jackson Lago, do PDT. Não sossegou enquanto não tirou o governador do cargo com a ajuda de togas amigas. A decisão do TSE de afastar o governador legítimo para entronizar sinhazinha Roseana Sarney vai ficar nas páginas da História da Infâmia.
No cargo, tratou de apresentar o projeto megalomaníaco para criar 75 hospitais. Depois falaram em 74 e, por fim, como se fosse uma concessão ao bom senso, ficaram em 72 hospitais. Invencionice de sinhazinha e do Napoleão de hospício Ricardo Murad, cuja grande qualificação é ser cunhado. E um cunhado realmente estranho. Preterido pelo coronel Sarney numa das disputas para o Governo do Maranhão, foi para a oposição, onde perambulou de partido em partido, sempre tentando desagregar a oposição e nunca deixando de dizer coisas impublicáveis de sinhazinha Roseana Sarney.
O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), apresentou ao Governo Federal um belo e bem fundamentado projeto para desafogar o trânsito de São Luís. O governo de Sinhazinha Roseana não tinha projeto algum até o último dia de inscrição. Não fosse por isso, tratou de criar a Via Expressa, o importante era barrar as pretensões do prefeito.
E aí nasce mais um vexame. E não será o último, podem anotar. A tal da via que vai ligar bairros de São Luís ganhou na sempre genuflexa Assembleia Legislativa do Maranhão, que não passa de um quintal de palafita, acrescente-se, o direito de ser uma MA. Não, o leitor não leu errado. A Via Expressa é uma MA.
Mas o que vem a ser uma MA? Simples, uma estrada que liga municípios, no caso, do Maranhão, daí o MA. Quais os municípios que a MA ligará? Ninguém sabe, ninguém viu. A aberração de sinhazinha Roseana Sarney vai ligar bairros de São Luís. Por exemplo: o Jaracati ao Cohafuma.
Creio que é o caso da mesma Assembleia Genuflexa Legislativa elevar o Jaracati e o Cohafuma à condição de municípios. Mas os senhores deputados genuflexos precisam ser rápidos, afinal teremos eleições municipais ano que vem.
Em tempo: as empresas de ônibus de São Luís que irão trafegar pela MA Via Expressa devem exigir cobrança de passagem intermunicipal.
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Política, por Roberto Kenard
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TSE,
Via Expressa
10 de julho de 2011 às 11h56min
Em 2012 São Luís completará 400 anos. Fosse o Maranhão um Estado de políticos sérios e com um mínimo de civilidade, haveria motivos para pôr as diferenças de lado e trabalhar juntos por mudanças profundas de que a cidade precisa. Qual nada, o que se vê é justo o contrário. Tudo porque os 400 anos vão coincidir com as eleições municipais.
O grupo Sarney, que já vai para 50 anos de mando, controlou a prefeitura no período da ditadura militar, quando os prefeitos não eram escolhidos pelo voto direto, mas sim indicados. O que fizeram? Nada de importante.
Mas, como há eleição ano que vem e eles querem controlar também a prefeitura que nunca controlaram pelo voto, tentam atrapalhar. O prefeito João Castelo (PSDB) apresentou projeto essencial para modificar e desafogar o trânsito da Capital. Parte da verba seria do Governo Federal e parte, da Prefeitura de São Luís. Até o último dia de inscrição de projetos, o Governo do Estado não havia apresentado nada, desperdiçando uma grande oportunidade oferecida pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Pois é, não tinha. Mas no último dia o Governo Roseana Sarney resolveu disputar com a Prefeitura de São Luís projeto na mesma área. Poderia apresentar projetos em diversas áreas, mas resolveu disputar com a prefeitura. Única forma que a família Sarney tem de demonstrar o seu amor por São Luís e pelo Maranhão. Bom, ninguém esperava nada diferente. Eu, pelo menos, não esperava.
Mas, vamos ao que interessa. Eis a boa notícia que vem da Prefeitura de São Luís (o texto é de responsabilidade da assessoria de comunicação):
A Prefeitura de São Luís iniciou a obra de recuperação do antigo prédio do Cine Roxy que será transformado em Cine Teatro Municipal. O projeto é um dos quatro convênios assinados entre a administração municipal e o Governo Federal, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.
Orçada em R$ 1.239.518,41, a obra do teatro está sendo executada pela Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). Seu projeto prevê 239 lugares, palco com estrutura em freijó de 39,32m², camarins, foyer, banheiros, sala administrativa e cabine de som e de projeção com equipamentos de áudio e vídeo multimídia
A obra está sendo executada no conjunto de um amplo projeto desenvolvido com vistas à comemoração dos 400 anos de fundação da capital maranhense. Localizado na esquina da Rua do Egito com o Beco da Sé, o imóvel, desapropriado e adquirido pela Prefeitura, será totalmente recuperado e transformado.
Segundo o presidente da Fumph, Aquiles Andrade, a obra está prevista para ser finalizada em sete meses e é acompanhada por técnicos da Fundação. “Depois de concluído, o Cine Teatro passará a ser gerido pela Fundação Municipal de Cultura (Func)”, disse.
Ainda este ano serão assinadas as ordens de serviços dos outros três projetos firmados entre a Prefeitura de São Luís e o Governo Federal. Os convênios incluem a restauração do casarão 445 da Rua do Giz, o Plano de Mobilidade e Acessibilidade Urbana para a área central da cidade e Modernização do Sistema de Gestão Urbana no âmbito do Centro Histórico.
Histórico
O Cine Roxy foi construído por Moysés Aziz Tajra, arrendatário de algumas salas de espetáculos, no final dos anos 30. Naquela época, recebeu a denominação de “Cinema das Estrelas”. Localizado na esquina da Rua do Egito com o Beco da Sé, o edifício, de autoria do próprio Moysés, teve sua estrutura projetada para suportar um segundo pavimento, que não foi construído por falta de recursos.
A fachada do prédio é marcada por características do estilo art decó, como os traços retos que compõem a platibanda de sua pequena torre, onde está localizado o nome do cinema em letreiro luminoso. Em junho de 1939, o prédio abriu suas portas para o público, apresentando “As aventuras de Hobin Hood”, que ficou três meses em cartaz. Entretanto, o Cine Roxy não acompanhou a evolução tecnológica e perdeu seu espaço para outras salas de cinemas, que foram abertas na cidade. Nos últimos anos se especializou em exibir filmes pornôs.