Blog do Kenard – Notícias e Análises

15 de agosto de 2011 às 10h51min

Família Sarney não se cansa de
envergonhar os maranhenses decentes

A família Sarney continua decidida a envergonhar os maranhenses Brasil afora. E o faz com a cara de pau dos que se consideram acima das leis 

A filha do coronel, sinhazinha Roseana Sarney, não se faz de rogada. Inventou de brincar de candidata a presidente da República em 2002 e humilhou-nos a todos quando descobriram mais de 1 milhão de reais nos cofres da empresa na qual era sócia do marido Jorge Murad, a Lunus, de triste memória. Na época apresentou sete versões para a dinheirama. Pois é, o leitor tem razão, sete é conta de mentiroso.

Em 2006 perdeu a eleição para o candidato Jackson Lago, do PDT. Não sossegou enquanto não tirou o governador do cargo com a ajuda de togas amigas. A decisão do TSE de afastar o governador legítimo para entronizar sinhazinha Roseana Sarney vai ficar nas páginas da História da Infâmia.

No cargo, tratou de apresentar o projeto megalomaníaco para criar 75 hospitais. Depois falaram em 74 e, por fim, como se fosse uma concessão ao bom senso, ficaram em 72 hospitais. Invencionice de sinhazinha e do Napoleão de hospício Ricardo Murad, cuja grande qualificação é ser cunhado. E um cunhado realmente estranho. Preterido pelo coronel Sarney numa das disputas para o Governo do Maranhão, foi para a oposição, onde perambulou de partido em partido, sempre tentando desagregar a oposição e nunca deixando de dizer coisas impublicáveis de sinhazinha Roseana Sarney.

O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), apresentou ao Governo Federal um belo e bem fundamentado projeto para desafogar o trânsito de São Luís. O governo de Sinhazinha Roseana não tinha projeto algum até o último dia de inscrição. Não fosse por isso, tratou de criar a Via Expressa, o importante era barrar as pretensões do prefeito.

E aí nasce mais um vexame. E não será o último, podem anotar. A tal da via que vai ligar bairros de São Luís ganhou na sempre genuflexa Assembleia Legislativa do Maranhão, que não passa de um quintal de palafita, acrescente-se, o direito de ser uma MA. Não, o leitor não leu errado. A Via Expressa é uma MA.

Mas o que vem a ser uma MA? Simples, uma estrada que liga municípios, no caso, do Maranhão, daí o MA. Quais os municípios que a MA ligará? Ninguém sabe, ninguém viu. A aberração de sinhazinha Roseana Sarney vai ligar bairros de São Luís. Por exemplo: o Jaracati ao Cohafuma.

Creio que é o caso da mesma Assembleia Genuflexa Legislativa elevar o Jaracati e o Cohafuma à condição de municípios. Mas os senhores deputados genuflexos precisam ser rápidos, afinal teremos eleições municipais ano que vem.

Em tempo: as empresas de ônibus de São Luís que irão trafegar pela MA Via Expressa devem exigir cobrança de passagem intermunicipal.

10 de julho de 2011 às 11h56min

Cine Rox vai virar teatro

Em 2012 São Luís completará 400 anos. Fosse o Maranhão um Estado de políticos sérios e com um mínimo de civilidade, haveria motivos para pôr as diferenças de lado e trabalhar juntos por mudanças profundas de que a cidade precisa. Qual nada, o que se vê é justo o contrário. Tudo porque os 400 anos vão coincidir com as eleições municipais.

O grupo Sarney, que já vai para 50 anos de mando, controlou a prefeitura no período da ditadura militar, quando os prefeitos não eram escolhidos pelo voto direto, mas sim indicados. O que fizeram? Nada de importante.

Mas, como há eleição ano que vem e eles querem controlar também a prefeitura que nunca controlaram pelo voto, tentam atrapalhar. O prefeito João Castelo (PSDB) apresentou projeto essencial para modificar e desafogar o trânsito da Capital. Parte da verba seria do Governo Federal e parte, da Prefeitura de São Luís. Até o último dia de inscrição de projetos, o Governo do Estado não havia apresentado nada, desperdiçando uma grande oportunidade oferecida pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pois é, não tinha. Mas no último dia o Governo Roseana Sarney resolveu disputar com a Prefeitura de São Luís projeto na mesma área. Poderia apresentar projetos em diversas áreas, mas resolveu disputar com a prefeitura. Única forma que a família Sarney tem de demonstrar o seu amor por São Luís e pelo Maranhão. Bom, ninguém esperava nada diferente. Eu, pelo menos, não esperava.

Mas, vamos ao que interessa. Eis a boa notícia que vem da Prefeitura de São Luís (o texto é de responsabilidade da assessoria de comunicação):

A Prefeitura de São Luís iniciou a obra de recuperação do antigo prédio do Cine Roxy que será transformado em Cine Teatro Municipal. O projeto é um dos quatro convênios assinados entre a administração municipal e o Governo Federal, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

Orçada em R$ 1.239.518,41, a obra do teatro está sendo executada pela Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). Seu projeto prevê 239 lugares, palco com estrutura em freijó de 39,32m², camarins, foyer, banheiros, sala administrativa e cabine de som e de projeção com equipamentos de áudio e vídeo multimídia

A obra está sendo executada no conjunto de um amplo projeto desenvolvido com vistas à comemoração dos 400 anos de fundação da capital maranhense. Localizado na esquina da Rua do Egito com o Beco da Sé, o imóvel, desapropriado e adquirido pela Prefeitura, será totalmente recuperado e transformado.

Segundo o presidente da Fumph, Aquiles Andrade, a obra está prevista para ser finalizada em sete meses e é acompanhada por técnicos da Fundação. “Depois de concluído, o Cine Teatro passará a ser gerido pela Fundação Municipal de Cultura (Func)”, disse.

Ainda este ano serão assinadas as ordens de serviços dos outros três projetos firmados entre a Prefeitura de São Luís e o Governo Federal. Os convênios incluem a restauração do casarão 445 da Rua do Giz, o Plano de Mobilidade e Acessibilidade Urbana para a área central da cidade e Modernização do Sistema de Gestão Urbana no âmbito do Centro Histórico.

Histórico

O Cine Roxy foi construído por Moysés Aziz Tajra, arrendatário de algumas salas de espetáculos, no final dos anos 30. Naquela época, recebeu a denominação de “Cinema das Estrelas”. Localizado na esquina da Rua do Egito com o Beco da Sé, o edifício, de autoria do próprio Moysés, teve sua estrutura projetada para suportar um segundo pavimento, que não foi construído por falta de recursos.

A fachada do prédio é marcada por características do estilo art decó, como os traços retos que compõem a platibanda de sua pequena torre, onde está localizado o nome do cinema em letreiro luminoso. Em junho de 1939, o prédio abriu suas portas para o público, apresentando “As aventuras de Hobin Hood”, que ficou três meses em cartaz. Entretanto, o Cine Roxy não acompanhou a evolução tecnológica e perdeu seu espaço para outras salas de cinemas, que foram abertas na cidade. Nos últimos anos se especializou em exibir filmes pornôs.

5 de julho de 2011 às 06h53min

SUS gastou mais de R$14 milhões com pacientes mortos

Por Lígia Formenti / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o País entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.

O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

Os casos somente foram identificados por causa da incoerência entre datas dos procedimentos e da morte dos pacientes. Por isso, o relator do processo, ministro José Jorge, alerta que o problema pode ser ainda maior, porque não são considerados dados de pacientes que sobreviveram. “Existe uma clara possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido, mas não detectados”, avalia.

Hospitais apresentaram uma justificativa para a cobrança. Segundo eles, isso ocorreria em razão da entrega antecipada de medicamentos em locais distantes, onde a troca de informações é demorada. Isso faria com que, muitas vezes, a notícia da morte do paciente demorasse a chegar ao serviço de saúde.

“Essa justificativa pode explicar parte das ocorrências verificadas, mas não a sua totalidade”, disse Jorge. Para ele, os dados reunidos na investigação feita mostram haver também casos pontuais em que há indícios de cobranças indevidas.

A diretora do departamento de regulação, avaliação e controle de sistema do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, afirmou que as recomendações do TCU já são adotadas pela pasta. “O sistema de AIH (autorização de internação hospitalar) é antigo. Criamos de forma sistemática amarras para evitar fraudes. Mas, como em todas as áreas, embora o sistema seja permanentemente aprimorado, há o componente humano, a criatividade das pessoas que estão dispostas a fraudar”, afirmou.

Ela também afirma que, além de ferramentas no sistema, o SUS prevê a atuação de supervisores hospitalares, servidores encarregados de checar a veracidade das informações prestadas pelos prestadores de serviço. De acordo com a diretora, o caso identificado pelo TCU não é inédito. “O Denasus já identificou prática semelhante. Para esses casos, há punição prevista para os infratores.”

Alteração. Diante da fragilidade do sistema, o TCU recomendou à pasta e ao Departamento de Informática do SUS a adoção de ferramentas que impeçam a modificação do período de internação e o alerta no caso de cobranças serem feitas em período posterior à morte do paciente.

No acórdão, publicado na semana passada, o TCU fixa prazo de seis meses para que o ministério preste informações sobre as providências que serão adotadas.

Depois de coletados os números gerais, a auditoria investigou hospitais de Fortaleza (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA), Recife (PE) e Campina Grande (PB). Os municípios avaliados terão de apresentar em 120 dias providências para que erros sejam reparados. O TCU também determinou o ressarcimento de pagamentos indevidos.

PARA LEMBRAR

Medicamento também foi alvo

Outra irregularidade envolvendo o nome de pessoas mortas foi identificada, em novembro de 2010, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, o TCU constatou que farmácias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular, do governo federal, venderam remédios para pelo menos 17.258 mortos, desviando, no mínimo, R$ 1,7 milhão.

Em auditoria feita por amostragem, o tribunal verificou que alguns supostos compradores de produtos a preços 90% mais baixos que os do mercado constavam do Sistema de Óbitos do Ministério da Previdência havia mais de dez anos.

O TCU constatou outro problemas: falta de nome do cliente na receita; divergência entre o registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM) e o apresentado no Sistema Autorizador de Vendas; e assinaturas diferentes do mesmo comprador no cupom. O relatório responsabilizou o Ministério da Saúde por falha na fiscalização.

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20 de maio de 2011 às 12h29min

Palocci: grana seria de doação não-contabilizada?

Ao negar nome de clientes, Palocci

abre suspeita sobre origem da grana

O ministro petista Palocci comprou um apartamento de mais de 6 milhões de reais. Sua realidade bancária foi às nuvens justo no período eleitoral. Coincidência? Borges, o argentino, dizia, lá com as palavras brilhantes dele, que a coincidência não era senão a nossa falta de entendimento.

A riqueza súbita de Palocci no período eleitoral levanta algumas questões que a imprensa e a oposição (ah, a oposição brasileira) ainda não atentaram.

Palocci alega não poder declarar o nome das empresas para as quais trabalhou por conta de sigilo contratual. OK. Mas se o negócio é lícito, duvido que uma empresa se negue a deixar o ministro citá-la, sobretudo quando o ministro passa por uma sinuca de bico.

Por conta disso, algumas dúvidas podem ser levantadas, sem que com isso esteja-se aqui a dizer que foi isso que aconteceu.

Seriam essas empresas prestadoras de serviço ao Governo Federal? Diante do volume extraordinário, a empresa de Palocci não teria servido para doações de campanha não contabilizadas, para usar a linguagem do PT? Então, ainda especulando, essa dinheirama poderia ser o que sobrou da campanha.

O caso Palocci, por esse raciocínio, é uma bomba-relógio. Pode detonar no colo da presidente Dilma Rousseff, compreenderam?

Daí a necessidade do ministro Palocci vir ao palco esclarecer tudo, citando seus clientes, que, se estavam metidos em negócios lícitos, nada têm a temer. E fica provado que Palocci é ficha limpa, se é que me entendem.

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12 de maio de 2011 às 10h04min

Professores da UFMA param atividades
contra medidas do Governo Federal

Ontem, quarta-feira, 11/04, os docentes da Universidade federal do Maranhão paralisaram as atividades, para demonstrar a insatisfação diante das políticas de desmonte do serviço público, em defesa do ensino publico de qualidade e contra precarização do trabalho docente.

Os docentes criticam, entre outras medidas editadas pelo governo federal, a que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. – EBSERH, transformando os Hospitais Universitários em empresas privadas; o PL que cria a Avaliação de Desempenho com o propósito de demitir servidores a partir de duas avaliações negativas seguidas; – O PL que praticamente congela os salários dos servidores públicos federais até o ano 2019; e o que cria as fundações estatais de direito privado incentivando as PPP – Parceria Público-Privado, transferindo boa parte dos serviços, especialmente de saúde e educação, mas também de outras áreas, para o mercado capitalista. Ou seja, privatização.

As criticas também fazem referências ao corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011, sendo R$ 1 bilhão das Universidades Federais; o cancelamento de concursos públicos e suspensão das nomeações dos aprovados em concursos já realizados; e a  a proposta do governo de desfederalização dos colégios de aplicação(COLUN).

A APRUMA -  Seção Sindical do Andes – Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior, reuniu os professores para atividades na UFMA e para o ato público, que contou com outras categorias, na Praça Deodoro, no cetro de São Luís.

Leia o documento abaixo:

O Governo Federal está promovendo uma série de ataques contra os servidores públicos:

1 - Editou a medida provisória 520-10, criando a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. – EBSERH, transformando os Hospitais Universitários em empresas privadas, ainda que com patrimônio e controle majoritários do governo;

2 –  Cortou R$ 50 bilhões no orçamento de 2011, sendo R$ 1 bilhão das Universidades Federais, as quais deverão cortar 10% dos gastos de custeio, como água, luz e assistência estudantil e 50% das despesas de diárias e passagens;

3 – Anunciou o cancelamento de concursos públicos e suspensão das nomeações dos aprovados em concursos já realizados. Essas medidas são extremamente perversas para a política do próprio governo de expansão das Instituições Federais de Ensino Superior, através do próprio REUNI;

4 – Recentemente os professores dos Colégios de Aplicação (como é o caso do COLUN) entraram em mobilização contra a proposta do governo de desfederalização dessas instituições;

5 – O Projeto de Lei 248/98, editado ainda no governo FHC, cria a Avaliação de Desempenho com o propósito de demitir servidores a partir de duas avaliações negativas seguidas em um período de dois anos ou três avaliações negativas intercaladas em um período de cinco anos;

6 – O Projeto de Lei 549/09, já aprovado pelo Senado, praticamente congela os salários dos servidores públicos federais até o ano 2019, embora todos nós estejamos percebendo que os preços de todos os bens e serviços estão aumentando;

7 – O Projeto de Lei 92/07 – Cria as fundações estatais de direito privado incentivando as PPP – Parceria Público-Privado, transferindo boa parte dos serviços, especialmente de saúde e educação, mas também de outras áreas, para o mercado capitalista. Ou seja, privatização;

8 – O governo pretende ainda apresentar um projeto de lei ao Congresso Nacional, estabelecendo uma série de normas restritivas ao exercício do direito de greve;

9 – É decisão de governo, enviar ainda neste semestre um projeto que institui os Fundos de Pensão – abertos e/ou fechados – para regulamentar a previdência privada no setor público, conforme estabelecido na Emenda 41 da Reforma da Previdência de 2003, ou seja vai ser instituída a Previdência Complementar;

Esses são apenas os projetos mais em evidência. Há vários outros que tratam da retirada de direitos do Regime Jurídico Único e aprofundam as discrepâncias entre ativos, aposentados e pensionistas, sem contar os cortes orçamentários nas verbas para saúde, previdência, pesquisa científica e tecnologia e vários outros.

Enquanto isso, esse mesmo governo promove uma política escandalosa de mau uso do dinheiro público:

aaumenta em 62% os salários da Presidente da República Ministros de Estado, Deputados e Senadores;

aInjeta mais R$ 55 bilhões no BNDES, para financiar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016;

aDestina R$ 635 bilhões do orçamento federal para pagamento de juros e amortização da dívida pública

            O funcionalismo federal vem se movimentando no sentido de resistir aos ataques. No dia 16 de fevereiro de 2011, houve o lançamento Campanha Salarial em Brasília que contou com a participação de cerca de 5 mil servidores. No último dia 13 de abril, houve nova manifestação, desta feita com a participação de 15 mil funcionários públicos. Esta manifestação conseguiu impor uma audiência com a ministra Mírian Belchior, que abriu um processo de escuta das 26 entidades dos servidores públicos presentes, mas que infelizmente assegurou a firme intenção do governo em dar continuidade à tramitação dos projetos.

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28 de abril de 2011 às 23h07min

MST não quer reforma agrária,
quer sim um regime autoritário

A Folha de S. Paulo (ah, a moderninha Folha, que todos os dias é chamada de golpista e direitista por Zé Dirceu, mas que nos 90 anos do jornal fez questão de ter Zé Dirceu como convidado de honra, o que já diz muito da honra do jornal, convenhamos) publicou na semana passada entrevista com Stédile, o sujeito que quer reforma agrária só em fazendas prontas, como explicarei mais abaixo.

Lá Stédile diz que há 4 milhões de trabalhadores rurais à espera da reforma agrária. Um chute, uma mentira, um descaramento, cunhem como vocês quiserem. O certo é que esse número não existe na vida real. A maioria dos arrebanhados pelo MST é gente das cidades. Gente que nunca viu uma enxada ao vivo.

Um leitor contou-me, num encontro casual, que conheceu dois irmãos que souberam que o MST estava à procura de pessoas para suas fileiras. Nascidos, criados e vivendo em São Luís, os dois foram ao encontro do MST. Ambos ganharam terras num assentamento, que trataram de vender logo depois. É que os dois irmãos nunca haviam plantado uma mísera notícia em jornal, quanto mais uma abóbora. Portanto, 4 milhões é conversa para a Folha ouvir e divulgar.

Não há notícia de que em toda a sua existência, o MST quisesse mesmo terras improdutivas. Do contrário não existiriam tantas terras devolutas no país dando bobeira, para as quais o movimento vira solenemente a cara, diga-se.

Isso prova que o MST é, na verdade, um partido político sem existência legal, que se traveste de movimento social (seja lá o que isso queira dizer) para seguir em sua campanha pela tomada do poder e implantação de uma ditadura dita de esquerda. Claro, com a conivência do petismo, que desde que se encontra no poder lhe repassa milhões do dinheiro que nos toma com impostos.

Eu me sinto prejudicado pelas bandalheiras do PT federal, mas se eu resolver, por isso, invadir um prédio público, imediatamente serei preso. O MST, não. O MST é tratado a pão-de-ló pelo Governo Federal para fazer o que bem entenda, sobretudo rasgar a Constituição. Quem sacar da Constituição será criminalizado por querer criminalizar os movimentos sociais (repito, seja lá o que isso queira dizer).

Desafio qualquer pilantra a mostrar que o que digo não é verdade. Mas terá de mostrar com números, ou fotos, ou quaisquer dados reais.

Ia esquecendo: desafio o MST a abrir a caixa preta na qual são depositadas as verbas para desrespeitar as leis em geral e a Constituição em particular.  

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12 de abril de 2011 às 11h18min

Governo do Maranhão gasta mais do que arrecada

A desordem no Governo do Maranhão não se restringe só aos setores de Segurança, Saúde e Educação. Em 2010, o governo Roseana Sarney não cumpriu as metas fiscais. No terceiro quadrimestre de 2010, por exemplo, houve déficit primário da ordem de 223 milhões de reais. O déficit primário é o valor gasto pelo Governo e que excede o valor de sua arrecadação, sem levar em consideração a despesa realizada com o pagamento dos juros da dívida pública.

Trata-se, portanto, de um governo perdulário. Sem nenhum controle sobre suas contas.

O mais interessante é que esse descompasso (da ordem, repita-se, de 223 milhões de reais) ocorreu no ano eleitoral. O que, no Maranhão, e tratando-se de quem se encontra no poder, quer dizer muita coisa.

A desculpa do governo: o déficit deveu-se principalmente à queda da receita do Fundo de Participação. Ora, existe a projeção estipulada pelo Governo Federal. Os técnicos do governo dizem que não houve o repasse do que foi projetado. Sim, e daí? Nada disso exime o governo da irresponsabilidade fiscal.

Além disso, é um governo que trabalha arriscadamente no limite. O limite estipulado para despesas de pessoal é de 40%. O governo cravou despesas da ordem de 40,81%. Ressalte-se que não houve problemas no cumprimento do que foi estipulado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na receita total: o estipulado foi da ordem de R$ 8,1 milhões. O governo chegou próximo de R$ 8,2%. Ou seja, o problema foi mesmo a despesa.

E no ano de 2010, portanto, no ano eleitoral.  

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2 de setembro de 2010 às 20h38min

Lula e oligarquia, o samba do crioulo doido

No Maranhão as coisas parecem sempre contraditórias. Não que em outros Estados não haja contradições, mas por aqui elas tendem a ser a marca, a característica essencial.

Ao acompanhar, quando posso, os twitteiros daqui, observo que são honestamente contra a oligarquia Sarney. O movimento é forte e entusiasmado.

Mas a maioria dos que querem mudanças no Maranhão – na internet, pelo menos - é entusiasta de Lula e quer a vitória de Dilma Rousseff, esse fenomenal monumento ignorância.

Pergunto, não com espanto, o lulo-petismo já gastou minha coleção de espantos: quem, a partir de 2002, deu sobrevida à oligarquia? Quem, após todas as denúncias da PF contra os malfeitos de Fernando Sarney & Cia. na área de Minas e Energia manteve os apadrinhados de Sarney vigiando os cofres de Minas e Energia?

Para não ficarmos no ontem e no anteontem, quem hoje diz, no horário eleitoral na tevê e no rádio, que o melhor para o Maranhão é Roseana Sarney? Quem, também no horário eleitoral, sorridente, pede votos para Lobão e João Alberto, para melhorar (isso mesmo!) o Senado companheiro?

Errou quem disse que é o neoliberal, o conservador, o representante da direita José Serra. É o descobridor do Brasil, o homem que conseguiu a paz entre Israel e Palestina. Isso mesmo, Lula.

Não foram os tucanos que tomaram de maneira asquerosa e humilhante o PT de Flávio Dino, após ele ganhar no voto o direito a coligar-se com o partido.

Lula diz que nunca antes neste país prefeitos e governadores da oposição receberam tratamento decente do Governo Federal. Nem precisa dizer que Lula é um mentiroso irremediável. Basta perguntar a José Reinaldo Tavares e a Jackson Lago o tratamento que receberam do Governo Federal quando governavam o Maranhão. E eram (e são) de partidos da base aliada do Governo Federal. Lula sequer pôs os pés no Maranhão, nessa época, para não causar desconforto à oligarquia. Sarney passou da condição de ladrão (assim Lula o chamou) a companheiro de infância.

E que não me venham com o argumento de que os movimentos sociais estão com Lula e Dilma. Azar dos movimentos sociais. Os movimentos sociais há muito foram aparelhados e amam não o lulo-petismo, mas as verbas generosas do Govcrno Federal, o MST que o diga.

Certamente, envelheci, e, como um Matusalém de montanha, tenha ficado agarrado a valores indignos como verdade, dignidade e honestidade.

Os adeptos do “esquerdista” Ahmadinejad joguem as primeiras pedras.

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9 de abril de 2010 às 16h13min

Governo Federal poderia ter evitado tragédia no RJ

“Contra as intempéries não há o que fazer”. Frase de Lula a respeito da tragédia no Rio de Janeiro. Esse o presidente da República que se vangloria de fazer um governo nunca dantes visto no Brasil. As esquerdas remuneradas e os idiotas de plantão ainda dizem que há a necessidade de eleger Dilma Rousseff para dar continuidade ao que Lula vem fazendo.

Contra as intempéries não há o que fazer uma ova, presidente. Em 2004, o Instituto de Geociência da Universidade Federal Fluminense fez um estudo, a pedido do Ministério das Cidades, e constatou que a área (morro do Bumba, em Niterói) tinha alto risco de acidentes e exigia monitoramento constante. Portanto, há seis anos o seu governo sabia da gravidade do problema, mas não moveu uma palha para evitar os mortos de hoje.

É isso que precisa ser dito ao Brasil pobre nestas eleições. Lula considera intempérie o que vem a ser descaso.

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