6 de dezembro de 2011 às 08h50min
Como o blog já havia previsto (leia matérias nos arquivos), a economia está estagnada. O blog, inclusive, disse que a economia brasileira deve desafogar a partir de 2013. Bom, leiam a matéria abaixo:
SÃO PAULO – A economia ficou estagnada no terceiro trimestre de 2011 na comparação com o período anterior, sobretudo pela queda da atividade na indústria e em serviços. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 0% no período. Em valores correntes, o PIB foi de R$ 1,05 trilhão.
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de queda de 0,30% a uma expansão de 0,60% para o PIB nessa base de comparação, e em linha com a mediana projetada, de zero.
O destaque no período foi para agropecuária, com aumento de 3,2%. Os setores de indústria e serviços tiveram variações negativas de -0,9% e -0,3%, respectivamente.
No acumulado nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2011 (12 meses), o crescimento da economia foi de 3,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado em 2011 até setembro, o PIB apresentou uma expansão de 3,2%.
Setores
A queda da indústria, de 0,9%, foi puxada pela indústria de transformação, cujo índice de volume do valor adicionado reduziu-se em 1,4%. As demais atividades industriais registraram variações positivas em relação ao trimestre imediatamente anterior: Extrativa mineral (0,9%), Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,8%) e Construção civil (0,2%).
Dentre os serviços (variação de -0,3%), as variações negativas em volume se deram no Comércio (-1,0%), Outros serviços (-0,5%) e Serviços de informação (-0,3%). As demais atividades tiveram alta: Atividades imobiliárias e aluguel (0,4%), Transporte, armazenagem e correio (0,2%) e Administração, saúde e educação pública (0,1%). Intermediação financeira e seguros teve crescimento de 1,7%.
Consumo
Pela ótica do gasto, todos os componentes da demanda interna apresentaram variações negativas no terceiro trimestre deste ano. O governo reduziu os gastos em 0,7%, o investimento (formação bruta de capital fixo) recuou 0,2% e as famílias diminuíram o consumo em 0,1%. A contribuição positiva ao desempenho do PIB foi dada pelo setor externo, que registrou crescimento das exportações (1,8%) e redução das importações de bens e serviços (-0,4%).
Investimento e poupança
A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2011 foi de 20% do PIB, inferior à taxa referente a igual período do ano anterior, de 20,5%. A taxa de poupança alcançou 18,8% no terceiro trimestre de 2011, ante 19,6% no mesmo trimestre de 2010.
No resultado do terceiro trimestre de 2011, a necessidade de financiamento do setor público (NFSP) foi de R$ 19,7 bilhões contra R$ 24,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. A renda nacional bruta atingiu R$ 1.028,7 bilhões contra R$ 949,0 bilhões em igual período do ano anterior; e, nessa mesma comparação, a poupança bruta atingiu R$ 196,9 bilhões, contra R$ 188,9 bilhões em 2010.
Com informações da Agência Estado.
7 de outubro de 2011 às 11h02min
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 0,53% em setembro, após alta de 0,37% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7). Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 7,31%, a maior taxa desde junho de 2005, e fica acima do teto da meta do governo (que é de 6,5% para o ano).
No acumulado do ano, o IPCA segue com alta de 4,97%, bem acima da taxa de 3,60% relativa a igual período de 2010.
Matéria na íntegra aqui.
Com informações do UOL Economia.
Comentário do blog: Diferente dos gênios do Banco Central, digo que a inflação não fica na meta em 2012. Já havia dito isso em post que pode ser lido bem mais abaixo.
29 de setembro de 2011 às 14h34min
A OAB do Maranhão vai representar no Tribunal de Justiça contra o Projeto de Emenda Constitucional aprovado pela Assembleia Legislativa que permite ao servidor público se aposentar até aos 75 anos de idade.
Para a OAB a matéria é inconstitucional porque a Constituição do país estabelece 70 anos como limite para que o trabalhor seja aposentado.
Bem aí caberia um ponto final. Não há o que discutir. Não importa se o deputado Tatá Milhomem apresentou a PEC com boas intenções.
Acontece que no Brasil do petismo deve-se julgar a causa. A causa é boa? Então, dane-se a lei. Errado.
Nem cabe a discussão da expectativa de vida.
O Maranhão tem a segunda pior expectativa de vida do país, com média de 68,4 anos, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade da população do Brasil, divulgada pelo IBGE. Os dados maranhenses estão significativamente abaixo da média nacional, que é de 72, 86 anos, e só não perdem para o resultado de Alagoas, que tem média 67,18.
Mas a discussão da expectativa de vida não cabe aqui pela simples existência da Constituição. Agora, sim, ponto final.
3 de setembro de 2011 às 21h54min
A governadora Roseana Sarney acaba de dizer que no Maranhão não tem pobreza. “Nós somos ricos”, disse a filha do coronel Sarney, no auge do delírio, ao jornal O Estado do Maranhão, diário oficial da famiglia.
Vou mostrar que ela mente, e descaradamente. A não ser que ela tenha se referido à famiglia, o “nós” sendo “nós, os Sarney, somos ricos”. Mas o delírio dela não chega ao ponto de entregar o jogo. Portanto, mentiu e vou desmenti=la agora, com a matéria postada aqui no blog no dia 10 de maio.
Vejam como Sinhazinha Roseana é mentirosa:
10 de maio de 2011 às 23h30min
O Maranhão é o Estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês). Isso representa 25,7% dos habitantes -mais que o triplo da média do país, que é de 8,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.
O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente na semana passada pelo governo federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.
Na outra ponta, o Estado com menor nível de miseráveis é Santa Catarina. De seus 6,2 milhões de habitantes, 103 mil estão na linha da pobreza extrema, o que representa 1,6% da população.
Em segundo lugar, vem o Distrito Federal, com 1,8% de miseráveis. São Paulo está em terceiro, com 2,6%. O Rio de Janeiro tem um índice de 3,7% de pessoas vivendo com até R$ 70 por mês.
País tem 16,2 milhões vivendo com menos de R$ 70
O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Isso representa 8,5% dos 191 milhões de habitantes do país. Na terça-feira da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social estabeleceu o valor de R$ 70 per capita ao mês como referência para definir quem são os brasileiros mais carentes.
Por essa medida, a região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza. São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais. Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).
Os números, baseados em dados do Censo 2010, ajudarão a formular o plano Brasil Sem Miséria, uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.
5 de agosto de 2011 às 11h53min
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 0,16% em julho, após alta de 0,15% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (5). Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 6,87%, a maior taxa desde junho de 2005.
O preço dos combustíveis e o setor de transporte foram os que mais influenciaram a alta do índice nos mês. O preço dos alimentos, por outro lado, tiveram queda, principalmente o tomate e as carnes.
Inflação preocupa
O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%.
O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos. O mercado, porém, prevê inflação de 6,15% para este ano.
Com informações do UOL Economia
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25 de maio de 2011 às 12h43min
O salário mensal médio recebido pelas mulheres foi 20% menor que o dos homens ao longo de 2009. Enquanto os homens receberam R$ 1.682,07 (3,6 salários mínimos da época), as mulheres ganharam R$ 1.346,16 (2,9). O salário médio do brasileiro ficou em R$ 1.540,59 (3,3 salários).
As informações fazem parte do Cadastro Central de Empresas divulgado nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O instituto analisou os dados das organizações inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do Ministério da Fazenda, o que inclui entidades empresariais, órgãos da administração pública e instituições privadas sem fins lucrativos.
Em 2009, existiam 4,8 milhões de empresas e organizações em atividade, que ocuparam 46,7 milhões de pessoas, sendo 40,2 milhões (86,1%) como pessoal assalariado e 6,5 milhões (13,9%) na condição de sócio ou proprietário.
Entre o pessoal assalariado, 23,4 milhões (58,1%) eram homens e 16,8 milhões (41,9%) eram mulheres.
Nível superior ganha 225% mais
A diferença salarial também ocorre entre pessoas com distintos níveis de escolaridade. Pessoas com nível superior ganharam, em média, 225% mais que as sem nível superior.
Em 2009, as pessoas com melhor educação ganhavam, em média, 7,8 salários mínimos. A remuneração dos trabalhadores sem nível superior era de 2,4 salários mínimos.
Entre os funcionários, 33,6 milhões não tinham nível superior, o que corresponde a 83,5% do total, enquanto 6,6 milhões tinham nível superior (16,5%).
DF é onde se paga mais
Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal é o que possui o maior salário (6,7 mínimos). Depois aparecem os Estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá com 3,9 salários mínimos. A Paraíba tem o menor salário (2,3).
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Política, por Roberto Kenard
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19 de maio de 2011 às 22h28min

Ela ficou rica e o povo mais miserável
O Maranhão, segundo o IBGE, tem 1 milhão e 700 mil miseráveis. Já a governadora do estado brasileiro que tem o maior número de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza, Roseana Sarney Murad (PMDB), em levantamento da revista Época desta semana aparece entre os políticos que mais ficaram ricos entre 2006 e 2011.
A pesquisa da revista – que levou em conta tão-somente os números informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – mostra que Roseana aumentou sua riqueza em 280%, em pouco mais de cinco anos. Saltou de R$ 143 mil declarados em 2006 para R$ 7,8 milhões hoje. Ficou quase 55 vezes mais rica.
Roseana Sarney é a 4ª colocada na lista dos políticos que mais enriqueceram no Brasil no período pesquisado (2006 a 2011). Fica atrás apenas de outras três mulheres: a deputada federal Emilia Fernandes, do PT-RS (patrimônio aumentado em 292%); a deputada federal Thelma de Oliveira, do PSDB-MT (aumento de 322%); e a governadora de Santa Catarina Angela Amin, do PP (aumento de 774%).
Dos 499 candidatos examinados no levantamento de Época, 365 têm patrimônio maior neste ano do que tinham antes.
Segundo a revista, os números permitem dizer que a política enriquece. Ouvido pela publicação, o cientista político Leôncio Martins Rodrigues afirmou que “há uma clara correlação entre o número de mandatos e o aumento do patrimônio declarado dos políticos”.
Em seu livro “Mudanças na classe política brasileira”, Rodrigues examinou o perfil profissional dos parlamentares em legislaturas anteriores. Entre outras coisas, descobriu que a carreira política virou um bom negócio.
“Ninguém entra para a política para ficar mais pobre”, concluiu Rodrigues.
O blog foi dos primeiros a publicar a taxa de miséria do Maranhão. Veja os números lendo o post mais abaixo.
Com informações da revista Época.
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10 de maio de 2011 às 23h30min
O Maranhão é o Estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês). Isso representa 25,7% dos habitantes -mais que o triplo da média do país, que é de 8,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.
O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente na semana passada pelo governo federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.
Na outra ponta, o Estado com menor nível de miseráveis é Santa Catarina. De seus 6,2 milhões de habitantes, 103 mil estão na linha da pobreza extrema, o que representa 1,6% da população.
Em segundo lugar, vem o Distrito Federal, com 1,8% de miseráveis. São Paulo está em terceiro, com 2,6%. O Rio de Janeiro tem um índice de 3,7% de pessoas vivendo com até R$ 70 por mês.
País tem 16,2 milhões vivendo com menos de R$ 70
O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Isso representa 8,5% dos 191 milhões de habitantes do país. Na terça-feira da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social estabeleceu o valor de R$ 70 per capita ao mês como referência para definir quem são os brasileiros mais carentes.
Por essa medida, a região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza. São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais. Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).
Os números, baseados em dados do Censo 2010, ajudarão a formular o plano Brasil Sem Miséria, uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.
A POBREZA EXTREMA NO BRASIl
Maranhão 1.691.183 25,7%
Piauí 665.732 21,3%
Alagoas 633.650 20,3%
Pará 1.432.188 18,9%
Amazonas 648.694 18,6%
Acre 133.410 18,2%
Ceará 1.502.924 17,8%
Bahia 2.407.990 17,2%
Roraima 76.358 17,0%
Paraíba 613.781 16,3%
Pernambuco 1.377.569 15,7%
Sergipe 311.162 15,0%
Rio Grande do Norte 405.812 12,8%
Amapá 82.924 12,4%
Tocantins 163.588 11,8%
Rondônia 121.290 7,8%
Mato Grosso 174.783 5,8%
Mato Grosso do Sul 120.103 4,9%
Minas Gerais 909.660 4,6%
Espírito Santo 144.885 4,1%
Rio de Janeiro 586.585 3,7%
Goiás 215.975 3,6%
Paraná 306.638 2,9%
Rio Grande do Sul 306.651 2,9%
São Paulo 1.084.402 2,6%
Distrito Federal 46.588 1,8%
Santa Catarina 102.672 1,6%
Comentário do Blog: Os Sarney conseguiram um feito e tanto: colocaram o Maranhão no lugar de Alagoas e do Piauí no índice de Estado mais miserável do país. Mais de um quarto da população vive na miséria. Desde 1994, quando foi eleita governadora pela primeira vez, Roseana Sarney insiste em bater na tecla de que o Maranhão não tem miseráveis. O IBGE veio agora desmenti-la. Bom, não é à toa que no domingo o jornal da família Sarney, O Estado do Maranhão, teve como manchete principal a conversa mole de que a governadora irá fazer um duro programa contra a pobreza. É que já sabiam dos índices que iriam ser divulgados, nos quais o Maranhão tem lugar vexatório. Sarney, o presidente do Senado, deve estar rindo com as paredes. Conseguiu o que vem tentando há 45 anos.
29 de abril de 2011 às 16h52min
Os brancos ainda são a maioria (47,33%) da população, mas a quantidade de pessoas que se declaram assim caiu em relação ao Censo 2000, quando foi de 53,74%. Em números absolutos, foi também a única raça que diminuiu de tamanho. No Censo 2000, 91.298.042 habitantes se consideravam brancos.
O número de pessoas que se declaram pretas, pardas, amarelas ou indígenas superou o de brancos no Brasil, de acordo com os resultados preliminares do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira (29), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a primeira vez que isso acontece desde que o Censo passou a ser organizado pelo IBGE, em 1940.
Por outro lado, em dez anos, a porcentagem de habitantes que se classificam como pardos cresceu de 38,45% (65,3 milhões) para 43,13% (82,2 milhões). Já os pretos subiram de 6,21 % (10,5 milhões) para 7,61% (14,5 milhões) da população brasileira.
O Brasil também tem mais moradores que se consideram amarelos (1,09% ou 2,1 milhões). No Censo 2000, apenas 0,45% (761,5 mil) se classificavam assim. Em dez anos, o número de amarelos superou o de indígenas, que subiu de 734,1 mil para 817,9 mil.
A região Norte é a que tem, proporcionalmente, o maior número de pardos no país, com 66,88% de habitantes que se consideram assim. Nas regiões Nordeste e Centro- Oeste o número de pardos supera o de brancos.
Já a região Sul é a com a maior porcentagem de brancos do Brasil, com 78,47% que se classificam como sendo desta raça. No Sudeste, o número de brancos também supera o de pardos.
A Bahia é o Estado que tem a maior população que se declara como preta no Brasil, com 3,11 milhões de pessoas. Já o Amazonas tem o maior número de habitantes que se classificam como indígena (168,6 mil). Proporcionalmente, Roraima tem a maior população indígena do Brasil (11%).
São Paulo, que tem a maior população do Brasil, tem o maior número de brancos (26,3 milhões) e de pardos (12 milhões). No entanto, proporcionalmente Santa Catarina (83,97% da população) tem mais brancos e o Pará (69,51%) tem mais pardos dos que os outros Estados do país.
No Censo 2000, 1,2 milhão de pessoas não declararam raça. Já no Censo do ano passado, o número foi de 315,1 mil. Pela primeira vez, perguntas sobre cor e raça fizeram parte do questionário básico, respondido por todos os habitantes do país.
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30 de março de 2011 às 08h59min
O aumento dos preços já está corroendo os ganhos salariais dos brasileiros.
Apesar dos fortes reajustes conquistados no ano passado pelos trabalhadores, o rendimento real médio ficou menor no país nos últimos meses, passando de R$ 1.563,88 em outubro para R$ 1.540,30 em fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A queda acumulada é de R$ 23,58, ou 1,5%, maior perda em dois anos, aponta relatório do Itaú.
De acordo com levantamento do Dieese, 89% dos reajustes salariais do ano passado tiveram aumento acima da inflação.
Mas, na avaliação do economista do Santander Cristiano Souza, como houve uma aceleração da inflação no fim do ano passado, “os aumentos reais podem não ter sido tão grandes assim”.
Ele observa que, durante as negociações de 2010, a inflação acumulada em 12 meses estava em cerca de 5%. A partir de outubro, a alta de preços se acentuou e levou a taxa a 5,9% em dezembro.
“Esse 0,9 ponto percentual faz diferença: o consumidor perdeu poder de compra. Houve uma surpresa inflacionária”, ressalta o economista do Santander.
Atualmente, o IPCA – índice oficial de inflação – está acumulado em 6,01%, e a projeção do mercado é de que baterá 7% em agosto.
Segundo Souza, existe um risco de essa perda de rendimento real alimentar mais a inflação, pois os trabalhadores tendem a pressionar por reajustes salariais altos, que recomponham a queda do poder de compra.
O sucesso dessa demanda dependerá da escassez de mão de obra em cada setor e do otimismo do empresário com a economia. Se a percepção for de que o consumo interno permanecerá forte, ele tende a conceder o aumento e repassar a alta de custos para os preços finais.
“Os trabalhadores vão buscar reajustes maiores, e as principais negociações acontecem no terceiro trimestre, justamente quando a inflação vai estar no pico”, observa Carlos Thadeu Filho, economista sênior da Franklin Templeton.
REGIÕES
Das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, quatro registraram queda no rendimento real de outubro a fevereiro. As maiores perdas, de 11%, foram em Recife e Salvador.
Além do efeito da inflação, as duas metrópoles também tiveram forte decréscimo dos salários nominais, na faixa de 8%, em igual período.
“Essa queda é consequência do aumento da contratação de temporários no fim do ano e nas férias. Esses profissionais costumam ganhar menos”, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
Em São Paulo, onde a contração do rendimento real começou um mês antes, a perda acumulada é de 2,14%.
Com informações do UOL
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