Blog do Kenard – Notícias e Análises

29 de setembro de 2011 às 15h16min

Segue valendo: ficar contra Castelo é abraçar a oligarquia

O blog do jornalista Cunha Santos, em post de ontem, 28/09, procura mostrar que a oposição aos Sarney se equivoca ao atacar o prefeito João Castelo (PSDB). O texto pode ser lido aqui. Sinal de que este blog começa a deixar de falar sozinho, coisa que vinha fazendo desde o fim das eleições de 2010.

Tenho escrito, sozinho, repita-se, à exaustão que combater o prefeito de São Luís, na atual conjuntura, é fazer o jogo dos Sarney. Se mais um jornalista descobriu o caminho das pedras, ótimo.

Como tenho escrito, ninguém precisa amar o prefeito Castelo. Isso a esposa e os filhos já fazem. Trata-se de política. Mais importante: juntar-se em 2012 com os olhos pregados em 2014. Como diria o poeta Oswald de Andrade, basta ter olhos para ver.

A decadente oligarquia Sarney ganhou fôlego quando as togas amestradas do TSE tomaram o mandato do governador Jackson Lago (PDT) e deram à filhinha do coronal.

Mas as perspectivas não são tão boas como eles alardeiam. A famiglia segue sem projeto para o Maranhão, o coronel encontra-se sem perspectiva política (não se reelege senador pelo Amapá, no Maranhão jamais terá coragem de se arriscar e a idade e a saúde não lhe são mais duas amantes).

2014 será o melhor dos mundos para a oposição se, primeiro, resolver vestir a camisa de oposição. Até aqui a oposição do Maranhão, como já escrevi, está no Rock in Rio. Pena que não possamos votar nela.

Antes há a questão de 2012.

Ninguém desconhece o potencial de Flávio Dino. Tanto para 2012 como 2014. A pergunta a ser feita é esta: vale ganhar a Prefeitura de São Luís em 2012 e fragmentar ainda mais a frágil (vá lá, digamos frágil) oposição à oligarquia?

Os adeptos de Flávio Dino olham Flávio Dino e esquecem o panorama político. Os petistas que não se venderam à oligarquia tapam o nariz porque Castelo é de direita.

Bom o último argumento pesa contra os petistas. Basta perguntar: Zé Dirceu é de esquerda? Lula é de esquerda? Delúbio Soares é de esquerda? Genoino é de esquerda? O PT é de esquerda? Nem preciso responder.

Então que não venha com frescura ideológica quem carrega nos ombros um saco de corrupção e de aliados colhidos na lama.

Escrevo este texto por ter sido avisado de que o jornalista Cunha Santos encontra-se agora na margem que não abriu mão de ter olhos para ver.

Ótimo. Que os políticos que se dizem de oposição embarquem na canoa e passem para a outra margem. A dos que não estão cegos.

21 de setembro de 2011 às 14h01min

Canalhas não existem só na famiglia Sarney

Um canalha, desses que abundam no Maranhão, que basta haver governo para ser governo, fez um comentário no blog em que, na falsa maneira de me defender, diz que ontem eu criticava o então governador José Reinaldo Tavares e que hoje defendo e critico os Sarney. Típico otário que pensa ser esperto.

Mas os canalhas têm sua serventia. A partir do que dizem podemos mostrar os fatos como eles são. Então vamos lá.

Fui o primeiro interlocutor do então governador José Reinaldo Tavares, já disse isso aqui à exaustão. Conversamos na época pessoalmente e pelo celular incontáveis vezes. Foi numa dessas conversas que me disse que não tinha a intenção de romper com os Sarney, mas não aceitaria a imposição de um candidato à sua sucessão. Nem precisava dizer, referia-se a Roseana Sarney.

Os acontecimentos que se seguiram é de conhecimento público. José Reinaldo formou a Frente de Libertação do Maranhão. Os oportunistas, como o canalha que fez gerar este post, que mamaram nas tetas da corrupção dos Sarney por anos e anos de repente viraram revolucionários. Nem todo revolucionário é canalha, mas todo oportunista se faz passar por revolucionário quando vislumbra a possibilidade de uma boquinha.

Não estive nas fileiras dessa pantomima. E exibo isso com imenso orgulho, depois que o Maranhão conheceu o governo Jackson Lago. Detalhe importantíssimo: depois que José Reinaldo Tavares fez a Frente de Libertação e Jackson assumiu o poder, ele, José Reinaldo, passou a ser visto como alguém que não presta. De deputado estadual a candidato a senador, todos o tratavam como um inimigo a ser derrotado. Logo ele!! Sei disso porque ligavam para mim. Sei e denunciei na época o caso de um deputado federal que jamais se elegeria e foi eleito pela máquina do Estado no tempo de Tavares e que virou candidato a senador a soldo dos Sarney, justo para tomar votos de Tavares. Claro, isso incomoda. Mas não é verdade? Isso que importa. E só eu digo essas coisas.

Roseana Sarney voltou ao governo em 2009, os mais afoitos revolucionários voltaram a se ajoelhar, algo que sempre lhes coube.

Aqui neste espaço, ou antes, no jornal Diário da Manhã, nunca fiz graça para pilantras, independente de origem. O leitor pode procurar nos arquivos. Essa a marca e a diferença deste blog.

Em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Luís, todos os canalhas que não conseguem viver sem uma boquinha estatal fecharam com o governador Jackson Lago. E o que fez Lago? Derramou dinheiro sem precedentes para eleger João Castelo prefeito. Nunca escondi que apoiei Flávio Dino. Não por Castelo em si, mas porque os governistas de então eram sem exceção larápios. Eram a fotocópia dos Sarney.

O que se passa hoje? Estão contra João Castelo por não ter uma boquinha na prefeitura ou por João Castelo não lhes ter beneficiado com obras. Castelo agora é a direita, é o administrador ineficiente. Era o que antes? Um santo.

É dessa corja que mantenho distância. Isso tem um preço, mas eu sei que nada na vida vem sem um pagamento à vista. Ou em longas e dolorosas prestações, num Estado moldado pelos Sarney, onde as pessoas precisam ser dependentes do Estado ou do Município. Mas ninguém nunca me viu a escrever como um bajulador ou a escrever para me lastimar. Minhas opções políticas, diferente das dos pilantras, não prevê tais coisas.

Eles se disseram favoráveis à Frente de Libertação, um ônibus no qual a passagem cobrada era não ter escrúpulos, regra geral, claro. Mas hoje, quando escrevo – justo eu que não fiz campanha para Castelo, quando eles fizeram – que o momento político exige a união das oposições em torno de Castelo, dizem que Castelo é de direita e mau administrador.

Estão errados mais uma vez. Não por falta de lógica, mas por questões pessoais. Por não estarem levando algum da prefeitura. Em resumo: por serem picaretas. Aí está a palavra exata.

Só aqui o leitor encontra críticas ao governo e aos oposicionistas. Por isso o blog não é amado por uns e outros. Problema deles, como sempre disse. Desde quando criei um blog, hospedado no UOL, onde ganhei todos os prêmios de mais lidos, escrevo que não busco a quantidade, busco a qualidade. Não ando com pires na mão atrás de leitores. Não existe nenhum motivo para mudar.

Agora fique claro: quando o governo Roseana Sarney comete ilícitos, uma constante, diga-se, é criticado. Quando a oposição, esteja ela representada por José Reinaldo Tavares ou por qualquer outro, comete equívocos é criticada. Esse o diferencial do blog.

Bom, quem não gosta procure ler outro. De minha parte não sinto falta.

 

 

 

21 de setembro de 2011 às 11h12min

Ricardo Murad fala, e corrupção na Saúde do Maranhão prossegue

O que foi que escrevi ontem?

Pois é, que hoje o jornal dos Sarney estamparia que Ricardo Murad deu um banho na sessão especial na Assembleia Legislativa do Maranhão. Essa gente é óbvia por demais. Aí fica fácil, para quem tem cabeça para pensar, colecionar acertos, não é mesmo? Assim, fui na mosca.

A manchete dos Sarney:

“Investimentos na Saúde dobraram no Maranhão”.

Primeiro, não é verdade. O Maranhão está entre os Estados que não aplicam nem os 12% obrigados por lei (EC 29). Portanto, o Maranhão é um caso de vergonha nacional.

O jornal diz que o Estado fechará o ano com investimentos de R$ 622 milhões na área de Saúde. Não é mentira, mas cabe a pergunta: vai beneficiar a população? Não. Essa grana preta está sendo gasta com o projeto megalomaníaco do secretário Ricardo Murad de construção de 72 hospitais, quando bastariam mais três hospitais regionais (já existe um construído pelo ex-governador Jackson Lago). Mas isso é discussão para depois.

O projeto é uma loucura. Até aqui não foi realizado 40% do projeto, mas já foi para o ralo mais de meio bilhão. Quando estiverem prontos, esses hospitais são fortes candidatos a virar elefantes brancos, casas mal assombradas. Primeiro, raríssimas as prefeituras que poderão arcar com as despesas de manutenção. Segundo, não há médicos e enfermeiros para preencher as necessidades de 72 hospitais.

Depois vem a parte suja do projeto. Como já denunciei aqui, a construção desses 72 hospitais está carregada de irregularidades. Em regra, não houve licitações. As empresas beneficiadas, por fim, trataram de ser generosas nos ilícitos. Por exemplo: deram polpudas contribuições para a campanha de 2010 do PMDB de Roseana Sarney, então candidata à reeleição. Tudo isso já denunciei aqui de forma solitária. O leitor pode rever os seguintes posts nos arquivos do blog: “Governo Roseana: corrupção com dinheiro da Saúde” (01/08) e “Irregularidades na Saúde do Maranhão” (03/08).

Portanto, não se trata de investimento, mas de dinheiro que está indo dos cofres da Viúva para bolsos amigos.

A Saúde no Maranhão segue precária, uma vergonha. Não faz muito e mais de uma dezena de crianças morreram em Imperatriz por falta de leitos. Já era o governo Roseana Sarney e o secretário de Saúde já era esse mesmo primeiro-cunhado Ricardo Murad.

Repito o que disse ontem: na sessão especial da Assembleia de ontem não houve explicação coisa alguma. Armou-se um circo e deu-se a Murad o nariz vermelho. Tudo para no outro dia estampar as mentiras no jornal dos Sarney.

Uma vergonha, senhor presidente da Assembleia Arnaldo Melo, e não uma sessão histórica, como só um deputado como Vossa Excelência, sem compromisso como o Maranhão, poderia achar.

 

23 de agosto de 2011 às 13h20min

Tadeu, a oposição e a oligarquia Sarney

O ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, cometeu dois erros políticos: 1) integrar o governo de Roseana Sarney (na pasta de Turismo) e 2) acreditar que poderia ser ungido candidato a prefeito de São Luís pelo grupo Sarney, que não demonstrou por ele, até aqui, qualquer simpatia ou confiança. No meu entender, erros fatais. Vamos conversar a respeito.

Em 2008, então prefeito, Tadeu Palácio, ainda no PDT, cismou de fazer Clodomir Paz prefeito de São Luís. Jackson Lago (PDT) era o governador do Maranhão. Todo o grupo pedetista fiel a Jackson Lago mostrou-se contra. Os caciques do partido haviam sido demitidos da administração municipal por Palácio. Jackson aceitara calado as demissões por precisar de Tadeu Palácio nas eleições de 2002 e 2006. Mas Lago era de guardar rancor.

O PDT, então, inventou a candidatura do secretário municipal Moacir Feitosa. Não era segredo: Moacir tinha chances quase nulas de chegar pelo menos ao segundo turno. A idéia era lançá-lo e depois retirar a candidatura na aliança com João Castelo (PSDB). Moacir Feitosa, muito provavelmente, acabaria vice de Castelo.

Oposição hilária – Por incrível que pareça, o governador, fundador e presidente do PDT, Jackson Lago, que no dia da eleição interna entrou de braço dado com Feitosa, perdeu. Clodomir Paz foi o candidato do PDT sem o PDT. O partido e a máquina estatal foram de João Castelo.

O deputado federal Flávio Dino (PCdoB), que corria por fora, foi ao segundo turno com João Castelo. Antes de começar o segundo turno, Clodomir Paz foi ao PDT declarar apoio a… Isso mesmo, João Castelo. Tadeu Palácio já havia declarado apoio a Flávio Dino.

O signatário deste blog foi o único a saber o seguinte: o acordo passava pelo apoio a Flávio Dino e Tadeu Palácio seria o candidato a governador em 2010. Como sempre digo, esqueceram do fenômeno Garrincha, ou seja, faltou combinar com a realidade.

João Castelo foi eleito prefeito de São Luís e logo depois Roseana Sarney, com a ajuda das togas amigas, tomava o governo de Jackson Lago em 2009.

Antes, bem, antes Jackson Lago pôs Clodomir Paz na direção do Detran, justo no lugar de Fernando Palácio, irmão de Tadeu Palácio. A mágoa de Jackson e pedetistas estava, finalmente, extirpada.

Passo errado – Convidado pelo grupo Sarney a compor o governo de Roseana, na pasta de Turismo, Tadeu Palácio não pensou duas vezes, aceitou. Estava consertando um erro pedetista com outro erro. Nada melhor para o governo do que uma oposição movida a questões pessoais.

Acontece que o equívoco de Tadeu Palácio ainda podia ser remediado. Num almoço com um interlocutor muito ligado ao agora peemedebista Palácio, Flávio Dino, assim que acabara a eleição de 2010, na qual fora candidato a governador, pediu que fosse feita a intermediação nos seguintes termos: Tadeu Palácio se filiaria ao PPS e seria o candidato a prefeito de São Luís em 2012.

Acrescente-se que após a eleição de 2008 Flávio Dino e o ex-governador José Reinaldo Tavares estiveram na casa de Tadeu Palácio. Primeiro, para agradecer o apoio de Palácio e, por fim, para reafirmar a aliança oposicionista para as próximas eleições. Logo depois Tadeu Palácio se filiaria ao PMDB e passaria a integrar o governo Roseana.

Bom, o interlocutor alcançou, pelo celular, o secretário de Turismo em São Paulo. Contou-lhe da conversa com Flávio Dino e das perspectivas para a eleição de 2012.

Tadeu Palácio, que vinha demonstrando enfado com o grupo de Roseana Sarney, inexplicavelmente afirmou que não tinha argumentos para sair do grupo. Disse que havia gente contra a sua candidatura, mas já havia quem entendesse a importância de seu nome para disputar a eleição. Em resumo: Tadeu Palácio já trabalhava francamente com a possibilidade de vir a ser o candidato a prefeito do grupo Sarney.

A face real de Roseana – Acontece que a oligarquia Sarney tem suas regras próprias e a primeira delas é fechar com seu círculo restrito, de grande confiança porque passa pela manutenção da oligarquia e pelos negócios (sobretudo estes últimos).

Foi, então, que Roseana Sarney mostrou a verdadeira face de filha do coronel. Sem consulta a ninguém, tratou de declarar que seu candidato a prefeito de São Luís é o secretário de Infraestrutura Max Barros (PSD). Depois da declaração de Roseana, o diário oficial dos Sarney, jornal O Estado do Maranhão, deu a dica: Barros precisava se filiar ao PMDB. Estava dado o mote. Tadeu Palácio era carta fora do baralho.

E o tempo? – Em post anterior – o leitor pode consultar os arquivos recentes – disse que Tadeu Palácio agora corria contra o tempo. Seu projeto não é impossível, mas tem dificuldades imensas nestas alturas do campeonato.

Tudo indica que Palácio tentará a filiação ao PSL, partido presidido pelo vereador Chico Carvalho e domínio do presidente da Câmara de São Luís, Pereirinha. Mas o PSL sozinho é nada. Sobretudo quando se pensa no horário de TV e rádio.

O problema é que os partidos de oposição à oligarquia Sarney já conversam e se organizam desde o começo deste ano. Há conversas avançadas. Há a possibilidade de mudar tudo e abrir espaço para a candidatura de Tadeu Palácio? O bom senso, por se tratar de política, manda que a resposta não seja respondida agora. Mas a lógica empurra para o seguinte: Tadeu Palácio terá de correr atrás do prejuízo e armar uma estratégia que o faça viável para o segundo turno (uma ginástica e tanto, diga-se), para, então, contar com os partidos viáveis da oposição ao grupo Sarney.

Esclareça-se, no entanto: Tadeu Palácio, como ex-prefeito, tem sim o que mostrar. Fosse o candidato do PMDB e contasse com o apoio do Governo do Estado, seria 10 vezes mais viável do que Max Barros. Na oposição, porém, depende dos acordos que já vinham sendo amarrados. Eis o xadrez. É aguardar.

15 de agosto de 2011 às 22h40min

PPS maranhense se organiza para se fortalecer

Sábado, 13, o PPS do Maranhão realizou na cidade de Timon o seu quinto encontro regional para discutir a organização partidária, as eleições de 2012 e o congresso estadual. O partido dividiu politicamente o Estado em 18 microrregiões.

Em Timon o partido trabalha para lançar candidatura própria, em conformidade com a decisão da direção nacional que aconselha o lançamento de candidato próprio em cidades com mais de 100 mil habitantes.

PPS procura se fortalecer nos municipios

O PPS sempre esteve, no Maranhão, do lado do chamado campo popular e democrático. Em Timon esteve com o PDT e hoje tem aliança com o PMDB. Mas, como dizem os representantes do partido naquele município, “aliança não quer dizer cabresto”. O que não destoa da verdade. Em 2010, o PDT de Jackson Lago, antigo aliado do partido, tinha como certa a renovação da aliança. Enganou-se, o PPS aliou-se com o PCdoB de Flávio Dino. A decisão da eleição provou que o partido estava certo: Dino não foi ao segundo turno por meros 2.800 votos (isso com o uso da máquina e todo tipo de ilícito do PMDB de Roseana Sarney).

Os dirigentes do partido em Timon estão convictos de que é chegada a hora de fortalecer o partido e partir para a candidatura própria.

- O PPS tem expressão em Timon, mas quer deixar de ser mero aliado, quer ser ator principal e não mero coadjuvante, diz o delegado do partido e membro da direção nacional Dorival Mendes.

Dorival tenta esconder o jogo, mas o blog conseguiu saber que o partido pretende lançar em Timon o nome do empresário Antenor formado em engenharia e em administração e proprietário da panificadora Pão e Leite. Empresário com empresas em São Luis e em Timon.

Ananias, ex-vereador e empresário, hoje no PPS, acrescenta:

- O partido está procurando se fortalecer, procurando ter o espaço que há muito merece. Daqui até as convenções, o PPS de Timon preocupa-se consigo, em fortalecer-se. As conversas e coligações são consequências desse trabalho.

No encontro de sábado estavam presentes comitivas de vários municípios ligados às microrregiões definidas pelo PPS. Estavam também o presidente regional do partido Paulo Matos, a ex-candidata a vice-governadora em 2010 Miosótis Lúcio, o presidente regional do PPS no Piauí e o deputado piauiense Antônio Félix.

15 de agosto de 2011 às 10h51min

Família Sarney não se cansa de
envergonhar os maranhenses decentes

A família Sarney continua decidida a envergonhar os maranhenses Brasil afora. E o faz com a cara de pau dos que se consideram acima das leis 

A filha do coronel, sinhazinha Roseana Sarney, não se faz de rogada. Inventou de brincar de candidata a presidente da República em 2002 e humilhou-nos a todos quando descobriram mais de 1 milhão de reais nos cofres da empresa na qual era sócia do marido Jorge Murad, a Lunus, de triste memória. Na época apresentou sete versões para a dinheirama. Pois é, o leitor tem razão, sete é conta de mentiroso.

Em 2006 perdeu a eleição para o candidato Jackson Lago, do PDT. Não sossegou enquanto não tirou o governador do cargo com a ajuda de togas amigas. A decisão do TSE de afastar o governador legítimo para entronizar sinhazinha Roseana Sarney vai ficar nas páginas da História da Infâmia.

No cargo, tratou de apresentar o projeto megalomaníaco para criar 75 hospitais. Depois falaram em 74 e, por fim, como se fosse uma concessão ao bom senso, ficaram em 72 hospitais. Invencionice de sinhazinha e do Napoleão de hospício Ricardo Murad, cuja grande qualificação é ser cunhado. E um cunhado realmente estranho. Preterido pelo coronel Sarney numa das disputas para o Governo do Maranhão, foi para a oposição, onde perambulou de partido em partido, sempre tentando desagregar a oposição e nunca deixando de dizer coisas impublicáveis de sinhazinha Roseana Sarney.

O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), apresentou ao Governo Federal um belo e bem fundamentado projeto para desafogar o trânsito de São Luís. O governo de Sinhazinha Roseana não tinha projeto algum até o último dia de inscrição. Não fosse por isso, tratou de criar a Via Expressa, o importante era barrar as pretensões do prefeito.

E aí nasce mais um vexame. E não será o último, podem anotar. A tal da via que vai ligar bairros de São Luís ganhou na sempre genuflexa Assembleia Legislativa do Maranhão, que não passa de um quintal de palafita, acrescente-se, o direito de ser uma MA. Não, o leitor não leu errado. A Via Expressa é uma MA.

Mas o que vem a ser uma MA? Simples, uma estrada que liga municípios, no caso, do Maranhão, daí o MA. Quais os municípios que a MA ligará? Ninguém sabe, ninguém viu. A aberração de sinhazinha Roseana Sarney vai ligar bairros de São Luís. Por exemplo: o Jaracati ao Cohafuma.

Creio que é o caso da mesma Assembleia Genuflexa Legislativa elevar o Jaracati e o Cohafuma à condição de municípios. Mas os senhores deputados genuflexos precisam ser rápidos, afinal teremos eleições municipais ano que vem.

Em tempo: as empresas de ônibus de São Luís que irão trafegar pela MA Via Expressa devem exigir cobrança de passagem intermunicipal.

14 de agosto de 2011 às 23h10min

Oposição aos Sarney precisa convencer
que renega os métodos dos Sarney

Na sexta-feira, 12, aconteceu na cidade de Timon o fórum que reuniu após as eleições de 2010 o maior número de partidos e de políticos de oposição ao sarneísmo. o Fórum foi organizado pelo deputado estadual Luciano Leitoa (PSB). E contou com a participação de políticos que já estiveram com Sarney a virgens nessa área.

Ali mostrou-se a importância da união em 2012 por conta de 2014 (registre-se:: coisa que só este blog vem dizendo há muito e que pode se resumir ao seguinte: 2012 é 2014).

Importante o acontecimento? Claro que foi importante. Sobretudo num momento no qual a oposição oficial (refiro-me àquela que tem mandato) parecia mais governo, tal tem sido o silêncio ou a incapacidade de transformar a incompetência ou besteirol  do Governo Roseana em prática política consequente.

Ali, em Timon, fez-se uso dos velhos chavões contra a oligarquia Sarney, jurou-se amor incomensurável ao povo, pregou-se a moralidade no uso do dinheiro público e alertou-se para a importância da união.

Bom, as pessoas inteligentes sabem que chavões políticos não arrancam um fio de cabelo aos adversários, que o amor incomensurável ao povo até aqui não é outra coisa que ver o povo como mera massa de manobra, que a moralidade pública está longe de ser um compromisso real das oposições e que a união dos oposicionistas, como a experiência tem demonstrado, não passa de uma quimera.

Alguém, em discurso, disse que era hora de acabar as diferenças, hora de esquecer o que fulano fez no passado. Era hora de união. Muito bacana, não é mesmo?

Vamos com calma. O passado não deve ser esquecido só por interesses de momento. Na verdade, o passado sequer interessa. Interessam as práticas de agora. O hoje é que fala do ontem.

Por exemplo: um prefeito era sarneísta. Ele, seja lá por qual motivo, abandonou esse campo. É lógico que ninguém deve cobrá-lo por esse passado. Ele deve ser cobrado é pelo presente. Deixou o sarneísmo? Ótimo. Mas a pergunta que interessa é esta: abandonou as práticas do sarneísmo também?

Mudança

De minha parte não acredito em mudança a qualquer preço. Está aí o exemplo da vitória de Jackson Lago em 2006. Em dois anos de governo nada se mostrou diferente no trato administrativo e no trato da política. Prova de que mudar por mudar não leva a nada.

Vejo, ainda, a prática do familismo. Havia ali políticos que agem de forma lamentável. Viram, por exemplo, prefeitos, vão à reeleição e quando não podem mais concorrer, põem as mulheres como candidatas. As mulheres, quando já se elegeram e se reelegeram, tratam de pôr os filhos como candidatos (ou os sobrinhos).

Em que isso é diferente da oligarquia Sarney? O leitor está certo: em nada.

Eis aí a grande dificuldade de vencer os Sarney. A população, ao ver práticas lastimáveis como as citadas, perde a crença em mudanças. Olha a todos como iguais e decide: bom, se todos são iguais, vou votar em quem me pagar ou der mais.

Evidente que minha análise será vista de lado, quando muito. Porque na verdade vão dizer que o errado sou eu, ou seja, eu devo ser sarneísta.

Quem desata os nós?

A palavra mais usada no Fórum foi união. Certo, tudo muito bonito, tudo muito legal. Mas como serão desatados os nós?

Vamos a um deles.

O prefeito João Castelo (PSDB) é o prefeito de São Luís. O prefeito é hoje a bola da vez dos Sarney. A TV Mirante, que é da família do coronel Sarney, não faz uma única e escassa matéria sobre a inexistência de governo no Maranhão. Ao contrário, Fernando Sarney, com a irremediável tara por dinheiro, mama nas tetas do governo despudoradamente. E para a TV Mirante Roseana Sarney, sócia da TV,  faz o melhor governo desde a chegada dos franceses ao Maranhão.

Sim, mas não há dia no qual o prefeito Castelo não seja responsabilizado pela morte do sujeito que atravessa a avenida com o sinal aberto. Todos os problemas de São Luís, que vai completar 400 anos, foram criados pelo prefeito Castelo. Com isso, diga-se logo, não estou a dizer que o prefeito faz a administração de meus sonhos. Estou a dizer que para os Sarney ninguém presta se não tiver o sobrenome deles (sei, com a família que têm, não deixa de ser uma piada escabrosa).

Como a oposição aos Sarney vai agir com o prefeito Castelo? Vai trazê-lo para o campo comum das oposições ou vai tratá-lo como adversário?

Mais importante: em 2008 o PDT (leia-se, governo Jackson Lago) tratou Flávio Dino não como adversário político, mas como o inimigo a ser destruído. Pôs a máquina a favor de Castelo. Na oposição, o PDT passou a ver Castelo como inimigo? Por quê?

Vou ser mais atrevido: quem na oposição aos Sarney é tão digno que ganhou o direito a apontar o dedo para Castelo?

Uma coisa é certa: Flávio Dino é o nome de maior condições para 2014. Pelo Fórum de Timon, ficou claro que a oposição o tem como ímã. Não há outra perspectiva, não há outra esperança, não há outro nome.

Até aqui Flávio Dino faz a diferença. Une-se ao familismo, aos não-diferentes dos Sarney, porque vive no universo maranhense, o mais desastrado e mais medíocre de um universo político desastrado e medíocre do Brasil. É esse não teste pelo processo grotesco da política maranhense e pelo Executivo que fazem de Dino uma potência.

O resto é conversa de quem esteve com os Sarney ou manda recados para se aproximar e durante a noite (ou durante os Fóruns) se quer diferente.

8 de agosto de 2011 às 12h31min

Além das suspeitas de corrupção, hospitais
de Roseana vão virar elefantes brancos

Começam a circular comentários de que a governadora Roseana Sarney cometeu um equívoco ao pôr o cunhado Ricardo Murad para comandar a pasta da Saúde. Pelos boatos, Roseana Sarney virou refém do intrépido cunhado, a quem ninguém da família Sarney consegue impedir de agir.

Claro que os boatos partem do próprio grupo da governadora com a intenção de protegê-la da enxurrada de denúncias na área de Saúde, cujo último foco está na construção dos 72 hospitais Maranhão afora. A revista ISTOÉ da semana passada mostrou o esquema de não-licitações e de licitações fajutas envolvendo governo e empreiteiras amigas. Como sempre ocorre, quando denúncias contra os Sarney ganham proporções nacionais, a revista desapareceu das bancas. Mas o leitor pode ler a matéria na íntegra aqui no blog, basta procurar post mais abaixo.

Na verdade, não existem inocentes nessa história com forte odor de corrupção. Muito antes de ISTOÉ o blog mostrou que a construção dos 72 hospitais será dinheiro público jogado no ralo (mais na frente, volto a mostrar por quê).

Basta saber que as empreiteiras amigas abasteceram os cofres de doações da campanha do PMDB de Roseana Sarney.

Reparem:

A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação. Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso. Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad. Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

E mais:

A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição. A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE. “Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se tem é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.

Como afirmei, não há inocentes nessa história.

Elefantes brancos – Quando o governo anunciou a construção de 72 hospitais, escrevi aqui no blog que era um projeto megalomaníaco, que resultaria em dinheiro público jogado fora. Bom, até aqui, sem que nenhum dos hospitais esteja em funcionamento, já foram gastos perto de meio bilhão de reais. Para ser exato: já foram torrados 418 milhões de reais. Nem na Noruega, que aliou desenvolvimento com justiça social, alguém pensaria em jogar toda essa grana no lixo, quanto mais num Estado que tem índices sociais de país africano atrasado.

Eu dizia, então, que a construção de tantos hospitais estava na contramão do que hoje se recomenda na área de Saúde. O projeto do ex-governador Jackson Lago era, ao contrário, racional: a construção de três hospitais regionais. Ele só teve de construir um, em Presidente Dutra.

Disse mais: esses hospitais vão virar elefantes brancos. E ninguém duvide, vão virar prédios inúteis, mais tarde abandonados. E por uma razão: nenhuma prefeitura terá condições de administrá-los. Dez por cento do que é gasto para construir e equipar um hospital é quanto se calcula de gasto na sua manutenção por mês.

Outros esquemas – A revista ISTOÉ não pegou o caso dos convênios nas cidades do Maranhão onde já havia hospitais (não era, evidentemente, esse o centro da matéria da revista).

Quando Roseana Sarney assumiu, após defenestrar do cargo de governador Jackson Lago com a ajuda das togas amigas do TSE, os prefeitos mantinham convênios com hospitais existentes nas cidades.

A Secretaria de Saúde tratou de mudar o sistema. Não repassaria o dinheiro para os convênios das prefeituras com esses hospitais. A “sugestão” era a seguinte: os hospitais passariam a ser administrados por institutos amigos, que então fariam convênios com as prefeituras. Do contrário, nada de repasse do Governo do Estado.

Já agora, sabe-se lá por qual razão, os prefeitos dessas cidades estão sendo avisados de que não haverá mais convênio. O problema é que as prefeituras já tinham realizado os convênios e estão devendo aos hospitais. Ou seja, trata-se de mais uma brincadeira numa área que envolve risco de vida da população.

E não é só Ricardo Murad o culpado. A governadora Roseana Sarney também é culpada, afinal ela foi quem pôs o cunhado na Secretaria de Saúde, como também topou construir 72 elefantes brancos.

6 de agosto de 2011 às 16h12min

PDT se reúne para discutir 2012
mas não define candidatura própria

Em primeira mão:

Acabou há pouco reunião de alguns membros do PDT para decidir pela candidatura própria a prefeito de São Luís. A reunião foi no apartamento do ex-deputado Julião Amin.

A discussão pela candidatura própria passa pelo nome do deputado federal Edivaldo Holanda Júnior, do PTC. A maioria pedetista quer vê-lo no partido e candidato a prefeito. Encontram resistência no presidente do PDT maranhense, médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago. Igor trabalha com a continuidade da aliança entre PSDB e PDT, que elegeu João Castelo (PSDB) em 2008.

Mas não só. Igor acredita que pode herdar o espólio político do pai e um bom começo para isso era ser candidato a vice-prefeito na chapa com João Castelo.

A conversa não progrediu no apartamento de Amin, mas está longe de ser favorável a Igor Lago, segundo o blog vem acompanhando e noticiando em primeira mão. O projeto do PDT nacional é lançar o maior número de candidatos a prefeito nas principais cidades do Brasil em 2012.

As conversas nesse sentido também passam por 2014, quando haverá a disputa pelo Governo do Maranhão. O projeto do lançamento da candidatura do deputado Edivaldo Holanda Júnior conta com o apoio do ex-deputado federal e atualmente presidente da Embratur Flávio Dino (PCdoB).

Em conversas com políticos, Edivaldo Holanda, o pai, tem dito que o filho será candidato a prefeito de São Luís. Se não for pelo PDT, numa aliança ampla, ser pelo PTC.

Os participantes da reunião de hoje marcaram nova reunião, ainda sem data.

21 de julho de 2011 às 13h15min

PDT castelista começa a desafinar

O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), em entrevista publicada hoje no jornal dos Sarney, declara que a aliança do PDT com o prefeito João Castelo (PSDB) é fruto de 2008. “Para a eleição de 2012, é necessária nova aliança. Mas quem decide se quer sentar é a maioria do PDT”.

O leitor repare que quem faz a declaração é o vice-líder do governo Castelo na Câmara de São Luís. Com um aliado desses Castelo nem precisa de inimigo.

Mas a postura de Ivaldo Rodrigues não é diferente da regra. Há muito o PDT é um saco de gatos oportunistas.

Ivaldo Rodrigues se elegeu vereador agarrado no prefeito e então pedetista Tadeu Palácio. Com a ajuda luxuosa da então mulher de Tadeu, Tati Palácio.

Mal o segundo mandato de Palácio chegava ao fim e Ivaldo Rodrigues já dizia horrores do prefeito. Não tinha, dizia, recebido o apoio do prefeito. Só não conseguia explicar o cargo que tinha na prefeitura numa sala praticamente ao lado prefeito.

Outro – Como acabei de dizer, a postura de Rodrigues não é exceção no PDT. Tadeu Palácio decidiu fazer o seu sucessor em 2008. Escolheu Clodomir Paz, que tinha sido Secretário de Governo nos seus dois mandatos.

O então governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e seus fieis escudeiros decidiram comprar a briga. Criaram a candidatura de Moacir Feitosa. Formou-se a disputa interna, que resultaria num vexame de proporções hilárias: o governador do Estado e presidente do partido perdeu a disputa interna no PDT.

Portanto, para fazer de Clodomir Paz candidato Tadeu Palácio brigou com PDT e meio. Pois é, inocente leitor, veio o segundo turno e Clodomir Paz correu para os braços de Jackson e companhia, justo os que não o queriam candidato.

Mas viria o pior. Passada a eleição, Clodomir Paz foi posto a dirigir o Detran, no lugar de quem? Isso mesmo, do irmão de Tadeu Palácio, Fernando Palácio.  

Assim, se Ivaldo Rodrigues, vice-lider do governo na Câmara, já fala desse jeito, o prefeito de São Luís deve deixar a barba crescer e colocá-la de molho. Porque aí tem.

Um detalhe que não podemos esquecer: essa turma se passa por oposição aos Sarney. Com essas práticas, você acredita se quiser.