6 de agosto de 2010 às 22h01min
Quando ouvi o discurso da candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino, Miosótis Lúcio (PPS), imediatamente liguei ao candidato a senador José Reinaldo Tavares (PSB). Disse-lhe: “A candidata a vice de Flávio Dino é uma achado”. José Reinaldo Tavares sorriu e respondeu:
- Você tem razão, Kenard. Realmente é um achado. É uma mulher com participação política ativa, com idéias certas e claras para o desenvolvimento do Maranhão e larga experiência junto aos movimentos sociais.
Essa a diferença dos políticos tradicionais para quem tem projeto para mudar o Maranhão. Político antigo, quando foi que João Alberto, por exemplo, teve autonomia ou foi escolhido para assumir seja que cargo fosse, por conta de projeto ou preocupação com a melhoria de vida da população maranhense? Nunca. Por sempre estar acompanhando a família e aguentar os vexames impostos por ela, João Alberto não é escolhido, mas sim suportado.
Nesses detalhes estão as diferenças. Roseana Sarney tem grupo; Flávio Dino tem parceiros em projetos a favor do Maranhão. Roseana Sarney é o último suspiro de uma oligarquia cruel que começou com uma mentira em 1965 e com o apoio dos militares golpistas; Flávio Dino começou na política na época de universidade, contra a ditadura militar. Flávio Dino tem ampla convivência com os movimentos populares; Roseana Sarney tenta se aproximar dos mesmos movimentos na base da compra, entregando cargos aos canalhas encontráveis em todos os movimentos.
Roseana Sarney espalha que tem formação acadêmica, inclusive com diploma na Suíça, coisa sempre contestada e que ela nunca veio à boca do palco desautorizar. Flávio Dino começou a carreira, ainda muito jovem, como juiz federal. Não consta nenhuma denúncia de que tenha ficado milionário à custa do poder público ou que tenha empresas investigadas pela Receita Federal e pela Polícia federal. Muito menos há denúncia de que tenha dinheiro em paraíso fiscal fora do país.
São essas coisas que estarão em jogo nestas eleições. Vai depender da competência da oposição fazer com que a população de um dos Estados mais atrasados do Brasil tome conhecimento de tudo isso.
O resto é conversa fiada de Duda Mendonça. Coisa facilmente desmontável.
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2 de agosto de 2010 às 23h29min
Hoje qualquer canalha, corrupto ou filho de ladrão, se acha íntegro o suficiente para atacar o ex-governador José Reinaldo Tavares. Mesmo que o canalha em questão tenha se vendido no período em que José Reinaldo era governador. Prova de que meu leitor, que recrimina o maranhense no atacado, está errado: nem todos os maranhenses são canalhas. Só os que se submetem a humilhações constantes ao preço do enriquecimento suspeito. Esses sim, são a peste do Maranhão.
José Reinaldo Tavares não é candidato a santo. É candidato a senador. Tem equívocos e cometeu erros? Claro. Mas nunca disse que seria governo a qualquer preço, estivesse quem estivesse no poder.
José Reinaldo Tavares rompeu com a famiglia Sarney justo por razões que canalhas hoje de plantão aceitam com placidez de capachos.
Quando governador, José Reinaldo Tavares me chamou um dia para conversar no Palácio dos Leões. Perguntei-lhe:
- O senhor está decidido a romper com a família Sarney?
Ele, então, me confidenciou algo que não tem como ser mentira, porque era a confissão de uma humilhação. Não conto agora porque foi uma confidência e eu não tenho por hábito ser inconfidente.
Mas aquela confidência mostrava a grandeza de José Reinaldo Tavares. Estava disposto a arriscar tudo para não servir de moleque de recado de Roseana Sarney ou de Fernando Sarney. Coisa que os capachos de Fernando e de Roseana Sarney nem sonhando conseguem imaginar. Preferem a humilhação, o destrato e o chute no traseiro, desde que tenham alguma compensação financeira.
Então, entre o José Reinaldo que não procura se passar por puro ou donzela e lacaios sem qualquer dignidade, prefiro José Reinaldo Tavares.
Pelo menos José Reinaldo Tavares um dia teve a coragem de dar um basta no que o violentava.
Já os lacaios sem caráter vão sempre choramingar pelos cantos, fazerem-se de vítimas (quando na verdade são comparsas dos algozes) e estarão se dando bem quando a famiglia voltar a perder o poder.
É assim no Maranhão.
29 de julho de 2010 às 21h24min
Aliados de Jackson Lago (PDT) preparam um grande ato de campanha para o candidato a presidente José Serra (PSDB) em Imperatriz, dia 10 de agosto. Segundo maior colégio eleitoral do Estado, a cidade é administrada pelo também tucano Sebastião Madeira. Planejam uma apoteose na cidade em que, segundo pesquisas internas, o ex-governador lidera a corrida eleitoral e o prefeito detém 70% de aprovação. Na ocasião será inaugurado o comitê de campanha de ambos na região.
No início de julho José Serra esteve em São Luís, onde recebeu o título de cidadão ludovicense. A visita foi morna e tumultuada ao mesmo tempo. Morna porque esconderam José Serra da população. Tumultuada porque o candidato ao Senado do PSDB, Roberto Rocha, levou Serra à sua rádio para uma entrevista, mas não abriu mão da presença de um repórter da Mirante, sistema de comunicação da família Sarney, que é aliada de Lula e Dilma e adversária do tucano. Não deu em outra: o repórter foi para provocar e acabou conseguindo material para divulgar contra Serra.
Há muito corre em São Luís, sem que o candidato Roberto Rocha alguma vez tenha desmentido, que ele teve encontro com Fernando Sarney e com o pai deste. A partir do encontro Rocha deixeou de ser person non grata nos meios de comunicação dos Sarney. É que a família faz qualquer negócio para não ver José Reinaldo Tavares (PSB), que rompeu com eles, eleito senador.
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Postado em
Política, por Roberto Kenard
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26 de julho de 2010 às 20h33min

Carreata de Flávio Dino e Zé Reinaldo em Imperatriz
5 de julho de 2010 às 22h39min
Fonte que não me costuma falhar liga para dizer que a governadora Roseana Sarney (PMDB) mandou suspender os convênios com prefeituras e entidades suspeitas depois da repercussão da entrevista do ex-governador e candidato ao Senado José Reinaldo Tavartes ao Blog do Kenard.
A entrevista foi publicada hoje pela manhã no blog e imediatamente virou manchete do site do Jornal Pequeno, com repercussão imensa.
Eis o trecho da entrevista que toca no caso dos convênios:
Blog Kenard – Eles condenavam os convênios feitos no seu governo. Agora estão fazendo uma verdadeira enxurrada de convênios, em ano eleitoral, às pressas e suspeitos. A oposição pretende fazer alguma coisa?
José Reinaldo – A oposição está guardando tudo para futuras ações. Nunca se viu tal derrama de dinheiro público, sem nenhum benefício para a sociedade, pois dificilmente reverterá em algum benefício para a população. São eleitoreiros.
O antigo Blog do Kenard já havia dito, em primeira mão, que Ricardo Murad havia estado em Brasília com o senador Sarney, que o aconselhou a ouvir informalmente opiniões a respeito de convênios. Escutou que já havia a agravante da cassação de Jackson Lago (PDT) e ainda por cima estava-se em ano eleitoral. Mesmo assim, resolveram arriscar.
A repercussão da entrevista do ex-governador e candidato a senador José Reinaldo Tavares (PSB) acabou por causar a reviravolta.
5 de julho de 2010 às 09h25min
*65% da população querem renovação política
* entre 2002 e 2007 o Maranhão cresceu mais que o Nordeste e o Brasil
* O povo saberá escolher

Zé Reinaldo acredita na vitória da oposição
Em 2006, José Reinaldo Tavares poderia ter saído candidato a senador com eleição garantida. Para isso teria de se desincompatibilizar e entregar o Governo do Maranhão ao grupo Sarney. Pôs o projeto pessoal de lado e cumpriu o mandato até o fim. Mais: foi o articulador de uma grande frente, chamada Frente de Libertação do Maranhão, unindo a oposição pela primeira vez em torno de um projeto. O resultado foi a vitória de Jackson Lago (PDT), dois anos depois deposto pelo TSE para acomodar Roseana Sarney no cargo.
O blog entrou em contato com o ex-governador, agora candidato a senador pelo PSB, e perguntou da possibilidade de abrir um espaço em sua agenda de candidato para conceder entrevista. Sempre afável, aceitou prontamente. As perguntas lhe foram enviadas na sexta-feira por e-mail. No sábado foram devolvidas prontamente respondidas. O resultado o leitor acompanha abaixo:
Blog do Kenard – Como o Sr. viu a cassação do governador Jackson Lago?
José Reinaldo –Como a maior violência política já acontecida no nosso estado. Foi uma decisão política, sem base jurídica, e na seqüencia descumprindo a Constituição que manda nesses casos fazer nova eleição. A perdedora jamais poderia assumir. Foi um ato de força, ilegítimo.
BK - Eles condenavam os convênios feitos no seu governo. Agora estão fazendo uma verdadeira enxurrada de convênios, em ano eleitoral, às pressas e suspeitos. A oposição pretende fazer alguma coisa?
JR –A oposição está guardando tudo para futuras ações. Nunca se viu tal derrama de dinheiro público, sem nenhum benefício para a sociedade, pois dificilmente reverterá em algum benefício para a população. São eleitoreiros.
BK – Em 94, Roseana Sarney venceu o então candidato Cafeteira numa eleição até hoje sob suspeita. Ela assumiu e entregou o governo ao marido Jorge Murad. Em 2009, Roseana toma o governo de Jackson Lago no TSE. Ela assume e entrega o governo ao cunhado Ricardo Murad. O que o Sr. diz sobre isso?
JR – Que a Roseana é ficção política que vive de marketing. É tão grave a sua ausência no governo que tem como maior exemplo uma publicação da Secretaria de Planejamento divulgada em Novembro de 2009 que considera os seus períodos de governo anteriores como a década perdida tal a ausência de resultados sócios econômicos para a população do Maranhão. E no capítulo seguinte afirma que tudo mudou entre 2002 e 2007 quando o Maranhão cresceu mais que o Nordeste e do que o Brasil. É verdade confirmada pelo IBGE, mas se ela governasse, sabendo como ela é, jamais permitiria a divulgação da verdade nesses termos. Não sabe de nada do que se passa em seu próprio governo. É uma ausente.
BK – O Sr. tem demonstrado confiança na vitória da oposição. O que lhe leva a pensar assim?
JR – Pesquisas repetidas por todos que estão na disputa mostram que 65% da população querem renovação política no estado. Querem uma saída nova para os problemas do estado. É aí que Flávio vai crescer, é entre a maioria que quer mudanças e um nome novo confiável para colocar o Maranhão no rumo certo e definitivo. Hoje já é um fenômeno que varia entre 15 e 20 % de votos. Sem dúvidas vai crescer.
BK – O Sr. tem feito várias viagens com Flávio Dino ao interior maranhense. Quais são as possibilidades de Dino como candidato a governador?
JR – Imensas. O povo o aceita facilmente por onde passa. O seu discurso transmite confiança a quem já não tinha esperanças das coisas melhorarem. Todos que viajam juntos com ele, têm a mesma opinião.
BK – Numa possível vitória da oposição, o que deverá ser feito para finalmente o Maranhão deixar o atraso que amarga há 45 anos?
JR –Segundo o IBGE entre 2002 e 2007 o Maranhão cresceu rapidamente, multiplicou o seu PIB por dois e a sua renda per capita por três. Experimentou números de crescimento quase chineses. E a agenda é simples. Melhorar o IDH, cuidando de assegurar ao povo o que é essencial para uma vida digna, ou seja, casa com banheiro, água potável, coleta de lixo, assistência de saúde e educação de qualidade. Segurança e assistência técnica e ambiente sadio para atrair empresários. E através do exemplo combater, sem tréguas, a corrupção que corrói o estado e os seus recursos.
BK – O Diap, recentemente, pôs dois candidatos ao Senado com boas possibilidades: Edison Lobão (reeleição) e José Reinaldo Tavares. É possível vencer a máquina do Estado e ainda disputar com tantos candidatos ao Senado pela oposição?
JR – Se torna mais fácil quando o governo não tem credibilidade como o de Roseana. Tenho ao meu favor o antissarneísmo, as organizações sociais e a sociedade organizada e a confiança dos prefeitos que experimentaram durante o meu governo uma maneira melhor e mais parceira para administrar. Tenho muitos amigos na classe política. E os eleitores sabem que o Maranhão precisa de senadores que defendam o estado e quebrem a manipulação política que tanto atrasa o Maranhão. Os eleitores sabem que podem contar comigo defendendo os interesses maiores da população. Poderia ser mais fácil se tivéssemos na oposição uma concentração de votos em dois candidatos o que foi impedido.
O povo saberá escolher.
22 de junho de 2010 às 20h29min
Escrevi, após participar da entrevista coletiva de Jackson Lago (PDT) na sexta-feira, que estranhei as conversas pós-entrevista. Todos pareciam chateados (alguns irritados mesmo) com o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).
Hoje pela manhã conversei com pessoa que participou do Governo Jackson Lago (infelizmente não pude postar por falta de internet) e fiz o comentário (esse tipo de entrevista, escrita de maneira peculiar, já está sendo copiada por outros blogues; sem problema, quem avança é para ser copiado mesmo):
- Qual o motivo para a zanga com José Reinaldo Tavares?
Respondeu-me:
- Convenhamos, Kenard, ele foi deselegante com Jackson naquele vídeo.
Tratei de procurar o vídeo no YouToube. Assisti ao depoimento de solidariedade a Jackson Lago duas vezes. E nada ali é deselengante ou contra Jackson. Muito ao contrário.
José Reinaldo fala da cassação de Jackson Lago, elogia-lhe a postura política e diz que agora vem a Lei da Ficha Limpa e impede a candidatura do pedetista. E arremata: “Pelo menos é o que todo o mundo está entendendo”.
Depois acrescenta que não conversou com Jackson Lago e que, portanto, não sabe o que ele, Jackson Lago, irá fazer. Então reafirma a solidariedade.
Onde está a grosseria ou a deselegância?
Segunda parte
Perguntei a meu interlocutor:
- Não vejo, depois da decisão do TSE, dificuldades para Jackson Lago ser candidato, em tese. Mas se ele vier a ficar inelegível, há dificuldades para apoiar a candidatura de Flávio Dino, numa disputa plebiscitária?
E ele:
- Não posso responder pelos principais atores envolvidos na disputa, mas acredito que não haverá problemas.
Houve um breve silêncio e ele acrescentou:
- Tenho convicção de Jackson será candidato e as duas principais candidaturas forçarão o segundo turno. Mas sei das dificuldades de Jackson num segundo turno. Ficou para a população que, se eleito, ele pode ser retirado do poder. Isso não deixa de fragilizar um candidato. Como hoje sei que numa disputa plebiscitária Flávio Dino tem profundas chances de vencer no primeiro turno.
Despedimo-nos.
Detalhe: a fonte é uma das mais entusiastas defensoras de Jackson Lago.