Blog do Kenard – Notícias e Análises

21 de outubro de 2011 às 13h05min

Lula conta que é irmão do ditador no fim da feira das abjeções africanas

Em 02/07/2009 o jornalista Augusto Nunes escreveu este artigo certeiro na coluna que assina na Veja online. Vale reproduzi-lo, agora que Kadafi foi assassinado na Líbia. Lula, certamente, irá dizer que jamais neste país um presidente elegiou descaradamente um ditador do porte de Kadafi. É assim no sanatório de corrupção do petismo. Mas leiam, porque vale:

Por Augusto Nunes

Se o companheiro Manuel Zelaya não for recolocado na presidência da República, advertiu o Lula da segunda-feira, “Honduras ficará numa posição de isolamento no meio de um grande contingente de democracias”. Enquanto o palanqueiro de segunda fazia de conta que lutava pela liberdade  na América Central, o Lula da terça-feira baixou na Líbia para a reunião dos países que formam a União Africana ─ meia dúzia de democracias cercadas por um oceano de ditaduras de assustar o mais medonho tirano cucaracha.

Mesmo para uma metamorfose ambulante, não seria uma mudança abrupta demais? “Quando você é convidado, não pergunta quem são os outros convidados, você vai”, desconversou. Alguém deve ter soprado que todo presidente recebe com bastante antecedência a lista dos que lhe farão companhia, sugeriu a guinada do Lula da quarta-feira. Irritado com a cobertura do encontro na Líbia, acusou a imprensa brasileira de tratar com “preconceito premeditado” os vínculos cada vez mais estreitos entre o governo brasileiro e déspotas africanos.

“Esse golpe militar foi desnecessário”, informou uma frase perdida no meio da discurseira sobre  Honduras. Existem na cabeça de Lula, portanto, golpes militares necessários. Figura nessa categoria o que transformou em dono da Líbia, desde 1969, o anfitrião Muammar Khadafi, saudado com especial carinho na abertura do discurso na festa de encerramento.  “Meu amigo, meu irmão e líder”, prostrou-se o convidado de honra diante do serial killer que, entre outras anotações no prontuário, ordenou a derrubada de um avião da PanAm em 1988.

Entusiasmado com “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos”, Lula recomendou ao mundo mais paciência com ditaduras vitalícias. “Consolidar a democracia  é um processo evolutivo”, ensinou. O companheiro Omar Al-Bashir, por exemplo, é ditador do Sudão há apenas 20 anos. Antes de pensar em eleições diretas, liberdade de expressão e outras miudezas adiáveis, precisa resolver urgências muito mais inquietantes. É o caso da guerra de extermínio movida contra a província de Darfur. Só não terminou ainda porque as entidades humanitárias que ele acabou de expulsar do país insistiam em retardar a consumação do genocídio.

Em março, o tribunal internacional de Haia decretou a prisão, por crimes contra a humanidade, do sudanês de altíssima periculosidade. Será recebido como estadista amigo caso visite o País do Carnaval.  ”O Brasil não se envolve em problemas de outros países”, recitou na Líbia o chanceler Celso Amorim. Como se Honduras fosse outra praia da Bahia que acabou de ser descoberta por colunáveis.

21 de outubro de 2011 às 11h40min

Zé Guevara continua dando as cartas e a imprensa paulista adora

O Brasil, realmente, é uma Casa de Mãe Joana. Por estas bandas, ser processado pela Justiça, ser político cassado e ser acusado de chefiar quadrilha é sinal de reconhecimento.

Acabo de saber que Zé Dirceu, mais conhecido nos meios sindicais como Zé Guevara, um Guevara sem causa e sem tiro, esclareça-se, deu um jantar em seu apartamento para Fernando Haddad, o ministro da Educação que distribui livros de matemática com erros de subtrair e faz a apologia da Gramática do Erro.

No Brasil, os Zé Guevara recebem ministros em aparelhos clandestinos, são convidados de honra de festas da Folha de S. Paulo (jornal que o PT diz fazer parte da mídia golpista) e influenciam as escolhas e os apoios a candidatos.

Pois é, Zé Dirceu, quero dizer, Zé Guevara, deu o jantar para declarar apoio à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012. Zé Guevara não ia lá muito com a cara de Haddad, mas como percebeu que o colega e chefe Lula o quer candidato a prefeito, mudou de ideia. Daí o jantar, no qual compareceram dois outros apoiadores que a imprensa não fez questão de saber quem são. A clandestinidade impõe respeito ao jornalismo da República de Bananas.

Realmente, a imprensa paulista parece que gosta de chocar o ovo da serpente.

21 de outubro de 2011 às 09h26min

PSDB de Tasso pega pesado na TV contra PSB de Cid

Por Josias de Souza

O PSDB do Ceará leva ao ar nesta sexta (21), na propaganda partidária televisiva, um filmete que dá idéia do fosso que se abriu entre Tasso Jereissati e a família Gomes.

Grão-mestre do tucanato cearense, Tasso mantinha com o ex-tucano Ciro Gomes uma afeição que, no plano político, era estendida ao governador Cid Gomes.

Na eleição do ano passado, esboçara-se uma aliança branca entre o PSB dos irmãos Gomes e Tasso, à época candidato à reeleição para o Senado.

Empurrado por Lula, Cid viu-se compelido a achegar-se a duas candidaturas rivais à de Tasso: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB).

Tasso, que entrara na campanha como franco favorito, derreteu nas urnas. Prevaleceram Pimentel e Eunício.

O vídeo lá do alto revela o tamanho das cicatrizes. A peça trata de educação.

Imagens de uma ação da PM de Cid-2011, governador reeleito, foram sobrepostas à voz de Cid-2010, candidato à reeleição.

Na voz do candidato, a promessa de investir em “educação pública de qualidade.” Nos gestos da PM do governador, a agressão aos professores em greve.

Misturadas na propaganda tucana, voz e gestos mostram que, ao menos no Ceará, o PSDB aprendeu a fazer oposição.

Veja o vídeo clicando aqui em Blog do Josias de Souza.

19 de outubro de 2011 às 18h52min

A dama que mudou Cuba

Por Yoani Sánchez

Oito anos atrás, Laura Pollán era uma professora escolar que morava com o marido, Hector Maseda, líder do Partido Liberal Cubano, ilegal na ilha caribenha. A família tentava levar uma vida normal na pequena casa na Rua Netuno, em Havana.

Numa certa alvorada, batidas na porta mudaram a vida do casal. Depois de uma longa revista e um julgamento sumário, Maseda foi detido e sentenciado a 20 anos de prisão, acusado de agir contra a segurança nacional. O crime: imaginar uma Cuba diferente, opor-se politicamente às autoridades e expressar tais opiniões por escrito.

Setenta e cinco membros da oposição foram detidos e condenados naquele março de 2003, época marcada na história cubana como a Primavera Negra. O governo esperava que esse golpe convencesse cidadãos descontentes a abandonar as fileiras dos manifestantes. Acreditava também que mulheres, mães e filhas dos prisioneiros políticos permaneceriam caladas.

Assim nasceram as Damas de Branco, grupo de mulheres que, por meio da luta pacífica, exigiu e conseguiu a libertação de todos os prisioneiros de consciência. No início, o movimento pareceu pequeno e desorganizado, levando-se em consideração os quilômetros de distância que separavam uma mulher da outra. Mas a indignação delas funcionou como elemento unificador, e suas marchas pelas ruas de Havana, vestidas de branco e carregando um gladíolo, se seguiram domingo após domingo por mais de sete anos. Uma voz se destacou entre elas: a de uma mulher de baixa estatura e olhos azuis que lecionava espanhol e literatura a adolescentes.

Laura Pollán estava se firmando como porta-voz e líder das Damas de Branco, dedicadas à defesa dos direitos humanos e à libertação dos seus entes queridos. Num país movido pela polarização do discurso ideológico, elas se mostravam diferentes. Não optaram por se organizar em torno de uma doutrina, mas sim da inatacável posição da afeição familiar. Assim conquistaram a simpatia de muitos na ilha. Provocaram as autoridades, que deram início a uma campanha de insultos contra elas.

Se houve um grupo que a mídia cubana difamou além dos limites do crível, foi o das Damas de Branco. O regime lançou uma espécie de guerra midiática. “Comícios de repúdio” – ônibus lotados de manifestantes “espontâneos” convocados para berrar insultos e até para agredir – fizeram da porta da frente de Laura Pollán seu altar principal.

Jornalistas oficiais as chamavam de “Damas de Verde”, alusão ao apoio econômico recebido dos cubanos no exílio para que pudessem levar comida aos maridos aprisionados. O governo hesitou em recorrer aos cofres públicos para financiar ataques políticos. Parte do dinheiro – que poderia ser usado para alimentar os cubanos – foi gasto arrancando das mãos dessas mulheres necessitadas cada centavo que chegava a elas.

A imprensa nacional continuou a difamar Laura até no dia 7 de outubro, quando ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Havana para tratar de dores nos ossos, falta de ar e fraqueza extrema.

Levando-se em consideração a gravidade do estado dela, funcionários do governo pediram à família que a paciente fosse transferida para uma clínica de luxo reservada aos militares. “Quero ficar no hospital do povo”, disse ela. Morreu sexta-feira, depois de um atraso de cinco dias até a conclusão do diagnóstico, dengue, num país que há meses sofre com uma epidemia forte da doença.

O Granma, jornal oficial do Partido Comunista, se manteve em silêncio – como todos os jornais das províncias. O regime Castro nunca foi capaz de fazer uma breve pausa na sua beligerância, de oferecer condolências. Esse silêncio também emana do medo em relação à pequena professora de espanhol, medo que faz o governo engolir em seco. A líder das Damas de Branco está morta, e ninguém em Cuba poderá carregar um gladíolo nas mãos sem pensar em Laura Pollán.

PS: O artigo foi publicado na terça-feira no jornal O Estado de S. Paulo. Fui, no meu antigo blog, um dos primeiros a escrever a respeito do famoso blog de Yoani Sánchez, proibida de sair de Cuba porque pensa. Cheguei a traduzir um dos textos do blog para o português. Yoani, inclusive, não pôde vir ao Brasil, onde seria homenageada. Chegou a apelar ao então presidente Lula, que fez que não era com ele. Lula é fã de Fidel Castro, o algoz de Yoani Sánchez e de milhões de cubanos. 

19 de outubro de 2011 às 11h15min

Como se tece um herói na República do PT

O soldado João Dias Ferreira não é flor que se cheire. Na verdade, nem é flor. Pelo que se sabe (e também pelo que já contou), não raro faz uso da força física e da chantagem. É um personagem talhado para a vala da história.

O leitor apressado perguntará: vai fazer a defesa do ministro Orlando Silva?

Longe disso.

Com esse perfil – e ninguém precisa de instrumentos sofisticados para detalhá-lo -, o soldado João Dias filiou-se ao PCdoB, e como tal foi íntimo do então ministro do Esporte e colega de partido Agnelo Queiroz (hoje no PT e governador do Distrito Federal) e do atual ministro Orlando Silva. Mais grave: pelas mãos de ambos fez negócios com o Governo Federal.

Mas não se tratava de uma intimidade qualquer, como provam as denúncias que hoje faz. De homem talhado para a obscuridade histórica, Dias saltou para o palco iluminado na condição de caixa preta. Um soldado sob as ordens de um partido. Um homem com as qualificações para realizar o jogo sujo, inclusive no ambiente sombrio de garagens.

Não se trata de um herói. Ou por outra: trata-se do herói possível na República do PT – um homem ofendido por ter se sentido abandonado pelos padrinhos graúdos. João Dias não está longe de Delúbio Soares, outro herói possível na República do PT. João Dias é o Delúbio Soares sem PT.

Delúblio Soares era o gigante do mensalão. Passou por todas as denúncias sem abrir o bico. Foi posto para fora do PT e não abriu o bico. Estava tudo combinado de antemão: logo ele voltaria com festa e pompa ao ventre do petismo.

João Dias foi preso por conta de falcatruas com verbas do Ministério do Esporte. Foi espantosamente recompensado pelo agora petista e governador Agnelo Queiroz. Achou que não recebera o mesmo tratamento de Orlando Silva e, finalmente, abriu o bico.

Estava sendo desvendada mais uma história escabrosa da República do PT. Uma República que tem como homens incomuns os soldados Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros. Todos sob as ordens do sargento Lula. O sargento que proclama que político bom é aquele que tem casco duro para suportar denúncias de corrupção.

17 de outubro de 2011 às 22h28min

Zé Dirceu não quer o Brasil contra a corrupção

Enquanto em todo o mundo crescem as manifestações contra a crise econômica e os que a provocaram, no Brasil um movimento convocado via redes sociais dia 7 de setembro, e agora dia 12 de outubro, protesta contra a corrupção, com  três demandas: a manutenção da Lei da Ficha Limpa, o fim do voto secreto (das votações secretas no Congresso), e pela manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional da Justiça (CNJ). É pena, mas, da agenda dos manifestantes brasileiros não consta a defesa da reforma política, um passo decisivo na luta contra a corrupção. Que a mídia e seus articulistas apóiem e incentivem as manifestações brasileiras com sua agenda específica, tudo bem. Mas, não as usem para seus fins políticos ou, o mais grave, para tentar sempre desmoralizar e desgastar o poder político e os políticos. Isso é da maior gravidade e perigoso para a democracia e as instituições.

Comentário do blog: Leram direitinho? Pois é, o texto acima, malandro, de quem finge não discordar das manifestações contra a corrupção Brasil afora, mas que tampouco mostra qualquer simpatia pelas manifestações, é do velho “companheiro” Zé Dirceu, sim, o milionário Dirceu, que em Portugal só anda de jaguar.

No entanto, Dirceu, para quem está habituado a ler os textos além dos textos, começa o texto menosprezando as marchas contra a corrupção: “Enquanto em todo o mundo crescem as manifestações contra a crise econômica…”

(o leitor inteligente pode dar prosseguimento ao raciocínio de Dirceu a partir das reticências) …no Brasil vão às ruas para protestar contra essa bobagem de corrupção, ora vejam!

Dirceu, porém, toma todo o cuidado para não parecer contra manifestações que querem o fim da corrupção no Governo Federal. Empurra com o espanador (e cara de mordomo com nojo de pobre) “as três demandas” do movimento: a manutenção da Lei da Ficha Limpa, o fim do voto secreto (das votações secretas no Congresso), e pela manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional da Justiça (CNJ).

E novamente se trai ao dizer: “É pena, mas, da agenda dos manifestantes brasileiros não consta a defesa da reforma política, um passo decisivo na luta contra a corrupção”.

Reparem bem, o “é pena”não remete à ausência nas manifestações da luta pela reforma política. O “é pena” é dirigido à pauta do movimento contra a corrupção. Isso mesmo, meus caros. Zé Dirceu pensa que é muito esperto, mas o erro dos espertos, como dizia meu pai, é achar que todo o resto é idiota.

Mas a que reforma política se refere Zé Dirceu? A inventada pelo PT, que não muda nada e piora tudo. É a proposta que casa o voto proporcional com o voto em lista. Uma imoralidade.

Mas, inteligentes que somos, eu e meus leitores, vamos mais além: a reforma política, ainda que não seja a imoralidade proposta pelo PT, é o antídoto contra a corrupção que reúne cada vez mais pessoas nas ruas e praças do país?

Claro que não. O voto distrital, por exemplo, aproxima o eleitor do político, diminui consideravelmente a gastança e baixa consideravelmente a corrupção eleitoral e a corrupção gerada pela eleição. A reforma política não evitaria a corrupção no Ministério do Turismo ou a do Ministério do Esporte, só para ficarmos em dois exemplos.

Essa corrupção foi gerada pelo modelo de administrar do PT desde 2002, com Lula, chefe e parceiro de Zé Dirceu.

Em artigo exemplar, como sempre, José Serra mostrou hoje no blog que assina (o leitor pode ler mais abaixo) a causa fundamental das corrupções que brotam como formigas no Governo Federal. E qual é essa causa? A centralização.

E a centralização está a serviço do projeto de poder do PT. Projetos como o Segundo Tempo, diz Serra, poderiam ter sido feitos com as prefeituras e até com os Estados. Inclusive com contrapartidas. Mas o PT quer ganhar os louros eleitorais sozinho.

Zé Dirceu não sabe disso? Sabe muito bem. Ele não tem coragem de se manifestar claramente desfavorável às marchas contra a corrupção – se alguém perguntar para o coronel Sarney se ele é um democrata, certamente gritará que sim -, então, tenta com escrita macia desacreditá-las: enquanto o mundo se manifesta contra a crise econômica, no Brasil ainda se vai às ruas contra a corrupção; enquanto esses ignorantes clamam contra a corrupção, a reforma política inventada pelo PT passa na frente do nariz a dizer que isso, sim, é causa para reunir multidões, porque será o fim da corrupção.

Mas como todo petista que detesta a imprensa livre. Zé Dirceu não perde a oportunidade de puxar a orelha dos que divulgam esses movimentos: isso é perigoso, pode desestabilizar a democracia. Ai eu não posso deixar de rir. Zé Dirceu preocupado com a democracia!

Não Zé Dirceu, você e o PT odeiam a democracia. Vocês fazem de tudo para acabar com a livre expressão. A sociedade brasileira é que tem denunciado e resistido. Vocês sonham com transformar o Brasil numa Venezuela ou numa Bolívia. Eis a verdade.

Zé Dirceu, os que hoje vão às ruas e praças denunciar a corrupção, são o que restou de um Brasil não cooptado. O resto não concorda e nem pode passar perto dessas manifestações. Sobretudo figuras como você.

 

 

17 de outubro de 2011 às 00h39min

Orlando Silva não vai se sustentar

Anotem: o ministro do Esporte Orlando Silva (PCdoB) dificilmente vai permanecer no cargo. Na verdade, ele tem resistido muito.

Desde o governo Lula, o homem de menos um dedo e de muitas línguas, as denúncias pipocam. Mas Lula tinha como lema passar a mão na cabeça de auxiliares sob suspeitas.

Não que Dilma seja uma Brastemp, claro. Ela é farinha do mesmo saco de Lula.

Pois bem, esse senhor chegou ao ponto final. Ou Dilma deseja ficar na história como um Lula de calças.

Anotem e aguardem.

 

13 de outubro de 2011 às 17h09min

Battisti: MP pede anulação de visto e deportação

Ação do Ministério Público deve ter deixado os petistas em polvorosa, afinal Cesare Battisti é o terrorista de estimação de Lula e petalhada. Leia a matéria que colhi na Veja Online:

Terrorista Cesare Battisti

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo a anulação do visto de permanência no Brasil e a deportação do terrorista italiano Cesare Battisti. Para o procurador da República Hélio Heringer, a concessão do visto ao italiano é ilegal e contraria o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80).

A legislação proíbe a entrega de visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição. O procurador argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, em julgamento sobre o caso, que os quatro assassinatos cometidos pelo italiano na década de 1970 têm natureza comum, e não política. São, portanto, passíveis de extradição.

Deportação - A decisão do ex-presidente Lula de manter o ex-ativista no Brasil  não muda a natureza dos crimes imputados a Battisti, sustenta o procurador. “Tal competência é exclusiva do STF e foi exercida para declarar os crimes praticados como sujeitos à extradição. Desse modo, sendo os crimes dolosos e sujeitos à extradição segundo a lei brasileira, não há que ser concedido visto de estrangeiro a Cesare Battisti”, conclui o procurador.

O Ministério Público defende a deportação do italiano para a França ou México, onde ele viveu antes de chegar ao Brasil – ou para outro país que concorde em recebê-lo. “Conclui-se como descabida qualquer cogitação no sentido de deportar Cesare Battisti ao seu país de origem, porque violaria a decisão do ex-presidente da República”, declarou o procurador, na ação.

Memória - O STF autorizou a extradição do terrorista, pedida pelo governo da Itália, em novembro de 2009. A votação foi encerrada após três dias de julgamento, em um apertado placar de 5 votos a 4. Os ministros entenderam que os crimes imputados a Battisti não tiveram conotação política e não prescreveram, no entanto, deixaram para o presidente Lula a palavra final sobre o imbróglio. No apagar das luzes de seu governo, Lula concedeurefúgio ao terrorista.

Battisti é acusado de quatro homicídios nos anos 70, quando liderava a organização extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). À revelia, o italiano foi condenado à prisão perpétua no país de origem. O julgamento terminou em 1993. No entanto, ele nunca cumpriu pena. Fugiu para a França, onde viveu até 2004, quando o então presidente do país, Jacques Chirac, se posicionou a favor da extradição.

Battisti fugiu de novo e veio parar no Brasil. Em março de 2007, foi preso no Rio de Janeiro e transferido para Brasília. Em 2009, o STF autorizou sua extradição para a Itália e deixou a decisão final para o presidente Lula. O italiano nega a autoria dos crimes e afirma ser vítima de perseguição política. Chegou a dizer, reiteradas vezes, que a extradição seria um “troféu” para o governo de Berlusconi. A Itália diz que houve crime comum.

7 de outubro de 2011 às 14h02min

Foi criado o PPL. Como diz o
ditado, doido não é como bom

O Brasil agora tem 29 partidos. Uma proeza. Foi criado o Partido Pátria Livre (PPL). Pelo ridículo do nome, podem apostar que é formado por uma turma que cabe com folga num Fiat UNO.

O partido nasce de um jornal, isso mesmo, o Hora do Povo, que por sua vez era o porta-voz de uns espirituosos do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), na época da ditadura.

Trata-se de mais um samba-do-crioulo-doido, como o leitor perceberá. O revolucionário MR-8, como muitos outros, vivia abrigado no PMDB. Mas não a qualquer PMDB. Era ligado ao comunista sectário Orestes Quércia (fiquem tranquilos, eu também estou morrendo de rir).

É o único partido do mundo a ter no programa elogios a membros de outro partido, acreditem. Os Pátria Livre têm como programa elogiar Lula (sim, eu também estou rindo muito). Dizem, por exemplo, que Lula “cuidou com carinho da Petrobras”. Bem, acho que esses oito Pátria Livre têm ou estão querendo uma boquinha no Governo Federal, não é verdade?

Mas há mais, leitor incrédulo. Há mais. O programa também diz que o governo Lula trouxe “novas perspectivas à educação”. Só não explicaram se essas novas perspectivas incluem a Gramática do Erro do PT, aquela que ensina o sujeito a falar “Nóis pesca os peixe”.

Por fim, desde 85 o Brasil respira democracia. Pergunta-se: a pátria estará livre quando voltar a ter uma ditadura?

Ah, o Brasil…

 

5 de outubro de 2011 às 13h14min

O DEM murcha como maracujá de gaveta,
enquanto o PSDB discute se é um PSD do B

O DEM já foi o maior partido do Ocidente, como se regozijavam os caciques de Norte a Sul, quando se chamava PDS. Tinha sido Arena, o braço civil com mandato da ditadura militar.

Bom, na oposição, achou por bem mudar de nome. Chamou Lavareda, aquele que pode entender de tudo, menos de marketing político e de eleições, para fazer a plástica. O homem tratou de chamar o partido de DEMO. Claro que a coisa pegou muito mal. Trataram de cortar uma letra, ficou como DEM. Foi o remédio encontrado, uma vez que ainda não criaram um Procon para reclamação contra marqueteiro de araque.

Para piorar – as coisas sempre podem piorar -, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu deixar de ser municipal para ser figura nacional. Um desejo legítimo, óbvio. Então, tratou de transformar o DEM numa planta política desidratada. Levou de cambulhada o que encontrou pelo caminho.

Mas havia (ou ainda devo dizer há?) o PSDB, o maior partido de oposição. Um partidaço, se é que me entendem. Raro caso de partido que não precisa de adversários, ele dá conta do serviço sozinho.

Em 2010, o leitor pode procurar nos arquivos do blog, mostrei que o PSDB pediu para perder, quase digo implorou. Marqueteiros do naipe de Lavareda puseram na cabeça de José Serra que ele não devia criticar o governo e Lula. Seria perda de voto na certa. A ponto de Lula acabar dentro do programa de Serra no horário eleitoral. Um vexame. Tudo porque o partido chegara à conclusão de que esconder Fernando Henrique Cardoso era um bom negócio. Na verdade, o PSDB acabou ecoando um desejo do PT.

Pois bem, agora em 2011 o PSDB decidiu voltar ao divã. Quem somos? Para onde vamos? Somos de direita? De esquerda? De centro? Ou somos o PSD do B?

Enquanto isso, o PT se organiza para avançar nas prefeituras Brasil afora, de olho em 2014. E o insosso governo Dilma vai ganhando aplausos da classe média.

O incrível é que o PT e o PMDB logo, logo estarão subindo pelas paredes. Uma oposição que caiba num Fiat Uno lhes estraga os planos. Como avançar sobre o bolo governamental sem uma oposição que ponha o governo em xeque? Como exercer o fisiologismo sem uma oposição que ponha a espada na garganta do governo?

Brasil estranho esse, onde os partidos governistas podem acabar precisando salvar a oposição para salvar seus próprios apetites.