24 de agosto de 2011 às 11h24min
O texto abaixo foi colhido no blog do jornalista Josias de Souza. Nele estão o legítimo PMDB e o legítimo Sarney, se é que me entendem. É o Brasil da imoralidade assumida sem culpa. De quebra, aparece a figura esdrúxula do “oposicionista” Aécio Neves. Leiam:
Por Josias de Souza
O tetrapresidente do Senado José Sarney frequenta o noticiário em posição incômoda há três dias. Não parece, porém, incomodado. Ao contrário.
Sarney se diverte com o alarido provocado pela revelação de que usou helicóptero do governo do Maranhão em dois passeios à ilha do Curupu, propriedade familiar.
Brincou com o tema na noite passada, durante jantar em que o PMDB homenageou Dilma Rousseff. Iniciativa do vice-presidente Michel Temer.
O encontro levou ao Palácio do Jaburu mais de uma centena de pessoas (leia texto abaixo). Durou pouco menos de duas horas.
Nesse intervalo, jogou-se conversa fora em várias rodinhas. Numa delas, Sarney contou, entre risos, que recebera um telefonema do senador tucano Aécio Neves (MG).
“O Aécio me disse: ‘Quando precisar de helicóptero, é só me ligar que eu arranjo’.” Abriram-se sorrisos ao redor de Sarney.
Distante, a homenageada Dilma não ouviu. Mas um auxiliar dela, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), testemunhou o chiste.
A governadora Roseana Sarney, que brindou o pai com a cessão do helicóptero, também esteve no jantar.
Saboreou os afagos verbais que Dilma dirigiu a Sarney no rápido discurso pronunciado diante da tribo dos pemedebês.
Servido o jantar, Sarney foi acomodado na mesa principal, ao lado de Dilma. Ali, o senador não se animou a falar de helicópteros.
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24 de agosto de 2011 às 09h38min
Por Eduardo Militão (Do Congresso em Foco)
No mês de julho, o Senado cortou todos os pagamentos a seus servidores que ultrapassem R$ 26,7 mil. Esse valor, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, é o teto constitucional do funcionalismo. Nenhum servidor público deveria ganhar mais do que ele. No mês passado, a 9ª Vara Federal de Brasília decidiu que isso deveria ser seguido à risca, e determinou que os três poderes fizessem o chamado abate-teto, o corte nos excedentes. A decisão fez com que o Senado diminuísse o valor do pagamento de pelo menos 464 servidores, como mostrou o Congresso em Foco. Se a liminar atingiu os funcionários, ela não atingiu os senadores. Alguns parlamentares acumulam o que recebem no Congresso com aposentadorias, que fazem com que os R$ 26,7 mil sejam ultrapassados em muito. É o caso do próprio presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No salário dele, ninguém mexeu.
Decisão tomada na segunda-feira (22) pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Olindo Menezes, derrubou a determinação que mandava cortar os supersalários. Tal decisão foi motivada por recurso feito pelo próprio Senado, que discordava com o corte. Assim, os demais servidores com tal prerrogativa voltarão a receber mais de R$ 26,7 mil, igualando-se aos senadores que não chegaram a ver seus vencimentos cortados.
Pelo menos R$ 62 mil
Uma ação do Ministério Público afirma que o próprio presidente do Senado, José Sarney, recebe acima do teto constitucional. Após um inquérito civil que sucedeu notícia segundo a qual Sarney recebia R$ 52 mil por mês, o procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos disse à Justiça que o próprio senador “reconheceu” ganhar acima do teto do funcionalismo.
Segundo o MP, Sarney recebe duas aposentadorias, como ex-governador do Maranhão e como servidor do Tribunal de Justiça daquele estado, além do salário de senador em Brasília. Em 2009, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que as duas aposentadorias de Sarney somavam R$ 35.560,98, em valores de 2007. Com o salário de senador da época – R$ 16.500 – ele ganharia R$ 52 mil. Como o salário de senador hoje é de R$ R$ 26.723,13, a remuneração de Sarney seria agora de pelo menos R$ 62.284,11, considerando-se os documentos noticiados pelo jornal e ignorando-se eventuais reajustes nas aposentadorias
Com base na notícia, o procurador Vollstedt abriu um inquérito e questionou formalmente o governo do Maranhão e o senador Sarney. O MP relata que eles se negaram a informar detalhadamente os valores recebidos a título de pensão, mas admitiram o recebimento dos pagamentos, considerados indevidos pelo procurador. “Houve o reconhecimento acerca do pagamento de valores a título de pensão especial, que, quando acumulados com a remuneração de senador da República, extrapolam flagrantemente o teto remuneratório”, disse Vollstedt, na ação que corre na 21ª Vara Federal.
Para o procurador, não é aplicável o direito à intimidade alegado por Sarney e pelo governo do Maranhão. “Ambos defenderam a constitucionalidade dos pagamentos, com base no entendimento equivocado quanto à aplicação do teto remuneratório, bem como em inexistente direito adquirido à pensão”, acrescenta.
Direito à privacidade
Por meio de sua assessoria, Sarney afirmou ao Congresso em Foco que suas aposentadorias são um assunto privado. “Resguardado pelo direito constitucional à privacidade sobre os meus vencimentos, que tenho como qualquer cidadão brasileiro, não vou me pronunciar a respeito”, disse o presidente do Senado. A Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado lembrou que o Acórdão 2274/09, do TCU, autoriza pagamentos de fontes diferentes que extrapolem o teto.
De fato, há uma diferença do caso de Sarney e de outros senadores se comparado com o dos servidores do Senado. No caso dos servidores, é o próprio Senado quem paga os valores excedentes. No caso de Sarney e de outros senadores, o salário pago pelo Senado não ultrapassa o teto: é a soma com as aposentadorias que gera esse excedente. No acórdão 2274/09, os ministros do tribunal decidiram que o corte na renda vinda de várias fontes “depende da implementação do sistema integrado de dados” entre estados, prefeituras e o governo federal. Assim, diz o TCU, vai ficar claro quem deve passar a tesoura e em qual proporção, além de como será feita a tributação nos salários. O beneficiário deverá escolher qual será sua fonte pagadora principal.
Devolução
Assim, a assessoria do Senado disse que nenhum senador ganha mais que o teto, pelo menos pelo que consta na folha de pessoa da Casa. O salário de R$ 26.700 foi definido pelos próprios senadores e deputados no ano passado, quando também elevaram para o mesmo valor a remuneração da presidente da República, de seu vice e de seus 38 ministros de Estado.
Na ação contra Sarney na 21ª Vara, o procurador Vollstedt pede que a União e o governo do Maranhão suspendam os pagamentos ao senador que estourem o teto. O procurador pede que o parlamentar escolha qual fonte de rendimentos vai utilizar para se manter dentro do limite de R$ 26.700. E pede ainda que Sarney seja condenado a devolver aos cofres públicos tudo o que ganhou além do permitido nos últimos cinco anos.
Para fazer valer isso, o Ministério Público pediu uma liminar à Justiça para obrigar o senador e o governo do Maranhão a informarem, com detalhes, os valores das aposentadorias recebidas. Mas a liminar foi negada pela 21ª Vara, que afirmou que o valor exato da aposentadoria de Sarney pode ser obtido no transcorrer do caso.
A Justiça determinou ainda que o procurador informasse outras partes interessadas na ação. Em recurso, o MP disse que não há mais partes a indicar, mas esse recurso foi negado. A ação segue seu curso. O advogado de Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, não prestou esclarecimentos sobre o andamento do processo.
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23 de agosto de 2011 às 13h20min
O ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, cometeu dois erros políticos: 1) integrar o governo de Roseana Sarney (na pasta de Turismo) e 2) acreditar que poderia ser ungido candidato a prefeito de São Luís pelo grupo Sarney, que não demonstrou por ele, até aqui, qualquer simpatia ou confiança. No meu entender, erros fatais. Vamos conversar a respeito.
Em 2008, então prefeito, Tadeu Palácio, ainda no PDT, cismou de fazer Clodomir Paz prefeito de São Luís. Jackson Lago (PDT) era o governador do Maranhão. Todo o grupo pedetista fiel a Jackson Lago mostrou-se contra. Os caciques do partido haviam sido demitidos da administração municipal por Palácio. Jackson aceitara calado as demissões por precisar de Tadeu Palácio nas eleições de 2002 e 2006. Mas Lago era de guardar rancor.
O PDT, então, inventou a candidatura do secretário municipal Moacir Feitosa. Não era segredo: Moacir tinha chances quase nulas de chegar pelo menos ao segundo turno. A idéia era lançá-lo e depois retirar a candidatura na aliança com João Castelo (PSDB). Moacir Feitosa, muito provavelmente, acabaria vice de Castelo.
Oposição hilária – Por incrível que pareça, o governador, fundador e presidente do PDT, Jackson Lago, que no dia da eleição interna entrou de braço dado com Feitosa, perdeu. Clodomir Paz foi o candidato do PDT sem o PDT. O partido e a máquina estatal foram de João Castelo.
O deputado federal Flávio Dino (PCdoB), que corria por fora, foi ao segundo turno com João Castelo. Antes de começar o segundo turno, Clodomir Paz foi ao PDT declarar apoio a… Isso mesmo, João Castelo. Tadeu Palácio já havia declarado apoio a Flávio Dino.
O signatário deste blog foi o único a saber o seguinte: o acordo passava pelo apoio a Flávio Dino e Tadeu Palácio seria o candidato a governador em 2010. Como sempre digo, esqueceram do fenômeno Garrincha, ou seja, faltou combinar com a realidade.
João Castelo foi eleito prefeito de São Luís e logo depois Roseana Sarney, com a ajuda das togas amigas, tomava o governo de Jackson Lago em 2009.
Antes, bem, antes Jackson Lago pôs Clodomir Paz na direção do Detran, justo no lugar de Fernando Palácio, irmão de Tadeu Palácio. A mágoa de Jackson e pedetistas estava, finalmente, extirpada.
Passo errado – Convidado pelo grupo Sarney a compor o governo de Roseana, na pasta de Turismo, Tadeu Palácio não pensou duas vezes, aceitou. Estava consertando um erro pedetista com outro erro. Nada melhor para o governo do que uma oposição movida a questões pessoais.
Acontece que o equívoco de Tadeu Palácio ainda podia ser remediado. Num almoço com um interlocutor muito ligado ao agora peemedebista Palácio, Flávio Dino, assim que acabara a eleição de 2010, na qual fora candidato a governador, pediu que fosse feita a intermediação nos seguintes termos: Tadeu Palácio se filiaria ao PPS e seria o candidato a prefeito de São Luís em 2012.
Acrescente-se que após a eleição de 2008 Flávio Dino e o ex-governador José Reinaldo Tavares estiveram na casa de Tadeu Palácio. Primeiro, para agradecer o apoio de Palácio e, por fim, para reafirmar a aliança oposicionista para as próximas eleições. Logo depois Tadeu Palácio se filiaria ao PMDB e passaria a integrar o governo Roseana.
Bom, o interlocutor alcançou, pelo celular, o secretário de Turismo em São Paulo. Contou-lhe da conversa com Flávio Dino e das perspectivas para a eleição de 2012.
Tadeu Palácio, que vinha demonstrando enfado com o grupo de Roseana Sarney, inexplicavelmente afirmou que não tinha argumentos para sair do grupo. Disse que havia gente contra a sua candidatura, mas já havia quem entendesse a importância de seu nome para disputar a eleição. Em resumo: Tadeu Palácio já trabalhava francamente com a possibilidade de vir a ser o candidato a prefeito do grupo Sarney.
A face real de Roseana – Acontece que a oligarquia Sarney tem suas regras próprias e a primeira delas é fechar com seu círculo restrito, de grande confiança porque passa pela manutenção da oligarquia e pelos negócios (sobretudo estes últimos).
Foi, então, que Roseana Sarney mostrou a verdadeira face de filha do coronel. Sem consulta a ninguém, tratou de declarar que seu candidato a prefeito de São Luís é o secretário de Infraestrutura Max Barros (PSD). Depois da declaração de Roseana, o diário oficial dos Sarney, jornal O Estado do Maranhão, deu a dica: Barros precisava se filiar ao PMDB. Estava dado o mote. Tadeu Palácio era carta fora do baralho.
E o tempo? – Em post anterior – o leitor pode consultar os arquivos recentes – disse que Tadeu Palácio agora corria contra o tempo. Seu projeto não é impossível, mas tem dificuldades imensas nestas alturas do campeonato.
Tudo indica que Palácio tentará a filiação ao PSL, partido presidido pelo vereador Chico Carvalho e domínio do presidente da Câmara de São Luís, Pereirinha. Mas o PSL sozinho é nada. Sobretudo quando se pensa no horário de TV e rádio.
O problema é que os partidos de oposição à oligarquia Sarney já conversam e se organizam desde o começo deste ano. Há conversas avançadas. Há a possibilidade de mudar tudo e abrir espaço para a candidatura de Tadeu Palácio? O bom senso, por se tratar de política, manda que a resposta não seja respondida agora. Mas a lógica empurra para o seguinte: Tadeu Palácio terá de correr atrás do prejuízo e armar uma estratégia que o faça viável para o segundo turno (uma ginástica e tanto, diga-se), para, então, contar com os partidos viáveis da oposição ao grupo Sarney.
Esclareça-se, no entanto: Tadeu Palácio, como ex-prefeito, tem sim o que mostrar. Fosse o candidato do PMDB e contasse com o apoio do Governo do Estado, seria 10 vezes mais viável do que Max Barros. Na oposição, porém, depende dos acordos que já vinham sendo amarrados. Eis o xadrez. É aguardar.
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14 de agosto de 2011 às 23h10min
Na sexta-feira, 12, aconteceu na cidade de Timon o fórum que reuniu após as eleições de 2010 o maior número de partidos e de políticos de oposição ao sarneísmo. o Fórum foi organizado pelo deputado estadual Luciano Leitoa (PSB). E contou com a participação de políticos que já estiveram com Sarney a virgens nessa área.
Ali mostrou-se a importância da união em 2012 por conta de 2014 (registre-se:: coisa que só este blog vem dizendo há muito e que pode se resumir ao seguinte: 2012 é 2014).
Importante o acontecimento? Claro que foi importante. Sobretudo num momento no qual a oposição oficial (refiro-me àquela que tem mandato) parecia mais governo, tal tem sido o silêncio ou a incapacidade de transformar a incompetência ou besteirol do Governo Roseana em prática política consequente.
Ali, em Timon, fez-se uso dos velhos chavões contra a oligarquia Sarney, jurou-se amor incomensurável ao povo, pregou-se a moralidade no uso do dinheiro público e alertou-se para a importância da união.
Bom, as pessoas inteligentes sabem que chavões políticos não arrancam um fio de cabelo aos adversários, que o amor incomensurável ao povo até aqui não é outra coisa que ver o povo como mera massa de manobra, que a moralidade pública está longe de ser um compromisso real das oposições e que a união dos oposicionistas, como a experiência tem demonstrado, não passa de uma quimera.
Alguém, em discurso, disse que era hora de acabar as diferenças, hora de esquecer o que fulano fez no passado. Era hora de união. Muito bacana, não é mesmo?
Vamos com calma. O passado não deve ser esquecido só por interesses de momento. Na verdade, o passado sequer interessa. Interessam as práticas de agora. O hoje é que fala do ontem.
Por exemplo: um prefeito era sarneísta. Ele, seja lá por qual motivo, abandonou esse campo. É lógico que ninguém deve cobrá-lo por esse passado. Ele deve ser cobrado é pelo presente. Deixou o sarneísmo? Ótimo. Mas a pergunta que interessa é esta: abandonou as práticas do sarneísmo também?
Mudança
De minha parte não acredito em mudança a qualquer preço. Está aí o exemplo da vitória de Jackson Lago em 2006. Em dois anos de governo nada se mostrou diferente no trato administrativo e no trato da política. Prova de que mudar por mudar não leva a nada.
Vejo, ainda, a prática do familismo. Havia ali políticos que agem de forma lamentável. Viram, por exemplo, prefeitos, vão à reeleição e quando não podem mais concorrer, põem as mulheres como candidatas. As mulheres, quando já se elegeram e se reelegeram, tratam de pôr os filhos como candidatos (ou os sobrinhos).
Em que isso é diferente da oligarquia Sarney? O leitor está certo: em nada.
Eis aí a grande dificuldade de vencer os Sarney. A população, ao ver práticas lastimáveis como as citadas, perde a crença em mudanças. Olha a todos como iguais e decide: bom, se todos são iguais, vou votar em quem me pagar ou der mais.
Evidente que minha análise será vista de lado, quando muito. Porque na verdade vão dizer que o errado sou eu, ou seja, eu devo ser sarneísta.
Quem desata os nós?
A palavra mais usada no Fórum foi união. Certo, tudo muito bonito, tudo muito legal. Mas como serão desatados os nós?
Vamos a um deles.
O prefeito João Castelo (PSDB) é o prefeito de São Luís. O prefeito é hoje a bola da vez dos Sarney. A TV Mirante, que é da família do coronel Sarney, não faz uma única e escassa matéria sobre a inexistência de governo no Maranhão. Ao contrário, Fernando Sarney, com a irremediável tara por dinheiro, mama nas tetas do governo despudoradamente. E para a TV Mirante Roseana Sarney, sócia da TV, faz o melhor governo desde a chegada dos franceses ao Maranhão.
Sim, mas não há dia no qual o prefeito Castelo não seja responsabilizado pela morte do sujeito que atravessa a avenida com o sinal aberto. Todos os problemas de São Luís, que vai completar 400 anos, foram criados pelo prefeito Castelo. Com isso, diga-se logo, não estou a dizer que o prefeito faz a administração de meus sonhos. Estou a dizer que para os Sarney ninguém presta se não tiver o sobrenome deles (sei, com a família que têm, não deixa de ser uma piada escabrosa).
Como a oposição aos Sarney vai agir com o prefeito Castelo? Vai trazê-lo para o campo comum das oposições ou vai tratá-lo como adversário?
Mais importante: em 2008 o PDT (leia-se, governo Jackson Lago) tratou Flávio Dino não como adversário político, mas como o inimigo a ser destruído. Pôs a máquina a favor de Castelo. Na oposição, o PDT passou a ver Castelo como inimigo? Por quê?
Vou ser mais atrevido: quem na oposição aos Sarney é tão digno que ganhou o direito a apontar o dedo para Castelo?
Uma coisa é certa: Flávio Dino é o nome de maior condições para 2014. Pelo Fórum de Timon, ficou claro que a oposição o tem como ímã. Não há outra perspectiva, não há outra esperança, não há outro nome.
Até aqui Flávio Dino faz a diferença. Une-se ao familismo, aos não-diferentes dos Sarney, porque vive no universo maranhense, o mais desastrado e mais medíocre de um universo político desastrado e medíocre do Brasil. É esse não teste pelo processo grotesco da política maranhense e pelo Executivo que fazem de Dino uma potência.
O resto é conversa de quem esteve com os Sarney ou manda recados para se aproximar e durante a noite (ou durante os Fóruns) se quer diferente.
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30 de julho de 2011 às 15h19min
Até aqui, tudo indica que o grupo Sarney não sairá do comando do Estado por conta de uma derrota eleitoral. A partir de 2014 começará a perder espaço. Isso se dará por decurso de prazo. Explico melhor.
O senador Sarney em 2014 não terá mais idade e saúde para os embates políticos. Além do mais, viu em 2010 o filho de seu principal adversário político no Amapá, Camilo Capiberibe, vencer a eleição para governador. Se na época em que o grupo esteve mais robusto, Sarney não se arriscou a tentar um mandato pelo Maranhão, não seria agora que o faria. Sarney está em fim de carreira e sua principal preocupação é com lustrar a biografia. Uma derrota a estas alturas, sobretudo na sua terra, borraria tudo de uma vez.
O grupo de Roseana Sarney trabalha no projeto de viabilizar Luís Fernando, ex-prefeito de São José de Ribamar e reconhecidamente bom administrador, agora na chefia da Casa Civil, como candidato ao governo em 2014.
O grupo Sarney conta ainda com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que, segundo é sabido, deseja encerrar a carreira política como governador do Maranhão. Caso seja candidato e saia vitorioso, Lobão terá, após o primeiro mandato, 82 anos.
Evidente que o grupo tentará de tudo para fazer o sucessor de Roseana Sarney. Mas não me parece absurdo que, diante de uma dificuldade real, tentem uma espécie de transição acomodatícia. Basta lembrar que em 2000 Roseana Sarney apoiou a candidatura a prefeito de São Luís de Jackson Lago (PDT) e que o projeto era mais inesperado: fazer de Lago o governador do grupo em 2002. Roseana seria a candidata a presidente da República, como acabou sendo. Só que o escândalo da Lunus pôs o projeto de Roseana e de Lago no cofo.
A oposição ao grupo Sarney até hoje faz análise equivocada de 2006, quando o governador dissidente José Reinaldo Tavares (PSB) abriu o governo para a oposição e patrocinou em parte a derrota de Roseana Sarney. Ali, nem todo o mundo era de oposição e muito menos tinha propósito de mudar o Maranhão. José Reinaldo conseguiu reunir um grande lote de deputados estaduais e federais, e de prefeitos, à custa do cofre.
Tanto que em 2009, com a queda de Lago no TSE e a volta de Roseana Sarney, quase 100 por cento dos oposicionistas que se diziam capazes de rasgar as próprias vísceras contra o sarneísmo voltaram de malas e cuias para o antigo berço. O histerismo, como sempre, além de vulgar não deve inspirar confiança.
Caso minha análise não esteja equivocada, me parece que só o ex-deputado e atual presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), está a compreender o que se passa. Dino, que nunca foi de armar embates histéricos tanto quanto inócuos, move-se no fio da navalha com leveza de componente do Cirque de Soleil. Numa oposição que não tem um componente que não tenha estado de forma direta ou indireta com os Sarney, Dino sempre jogou claro: está aberto ao diálogo, desde que em prol do Maranhão e que isso não venha a ferir seus projetos políticos e suas convicções.
Alguém há de puxar 2010, quando o PT optou pela aliança com o PCdoB de Flávio Dino e o PT nacional, em deferência à aliança com Sarney, trouxe o partido pelo beiço para Roseana. Só leva isso para o campo do ódio ou do rancor quem não entende de política. Os Sarney trataram de enfraquecer aquele que seria o candidato de oposição com mais possibilidades de vencer a disputa, como ao fim a eleição restou comprovado. Quem estivesse no poder e pudesse se valer da mesma estratégia faria o mesmo.
No Maranhão os políticos precisam aprender a fazer política. Pelo menos grande parte deles. Não se trata de vida ou morte, como não se trata de questão pessoal. Esse caminho leva à cegueira e à derrota. Dino, pelo menos até onde sei, não cai nessa armadilha.
Na outra ponta há os oportunistas. Aqueles que resolveram aderir ao sarneísmo por conta de cargos e possibilidades de malfeitorias. Essa é a ralé da política. Os Sarney sabem com quem estão lidando, ninguém se iluda. Eles dão a corda para os ratos por saber que os ratos acabarão por roê-la antes de chegar ao topo. São os desfrutáveis (de que o PT e arredores estão cheios), para só usar expressão vinda dos lupanares. Mas não nos ocupemos dos ratos, eles não passam pela discussão do poder. Eles se bastam com os restos que caem das mesas dos poderosos de plantão.
Hoje, em resumo, o que está em jogo é como a família Sarney vai se organizar para não perder o poder, sabendo que o poder, por decurso de prazo, lhe escapa pelos dedos. E quem da oposição será hábil o suficiente para entender esse processo e para ocupar esse espaço.
O resto é histerismo e questão pessoal. Coisas que nada têm a ver com política.
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20 de julho de 2011 às 18h49min
Já havia comentado, item por item, a entrevista de Sarney ao Correio Braziliense (o leitor pode procurar nos arquivos). Ali ele disse, entre outras coisas, todas muito pouco aproveitáveis, que em 2014 não será mais candidato. É a aposentadoria.
Bom, hoje encontrei este belo texto de Reinaldo Azevedo a propósito da aposentadoria do Sarney. Como creio que vale a leitura, ei-lo:
Sarney procura um Murnau
José Sarney anunciou, como vocês leram, que vai deixar a política!
Ahhh!!!
Mas calma! Será só em 2014, quando estiver com 84 anos. É uma pena Murnau não estar mais vivo. Poderia refilmar Nosferatu, tendo Sarney como o Conde Orlok. Algum outro cineasta se candidata?
Sairá, mas deixará descendentes, claro!, que continuarão a fazer do Maranhão um dos piores melhores lugares da Terra. Estado nordestino que não enfrenta as agruras da seca, não precisou do rigor da natureza para apresentar os indicadores sociais mais vexaminosos do país. Os quase 50 anos de mando dos Sarney realizaram esse feito.
O homem chegou ao governo no Estado, pela primeira vez, em 1965. Seu grupo ganhou a eleição nada menos de 10 vezes e governou por 41 anos. Sua obra, nesse tempo, se evidencia em números. Vejam:

Sim, querido leitor. A coisa poderia ter sido ainda mais dramática. Escritor, Sarney não deixa seguidores na literatura ao menos. Felizmente, os leitores tiveram o bom senso de ignorá-lo.
Para encerrar: no post anterior, trato de algumas desditas que fazem deste um dos países com o sistema político mais corrupto da terra. Sarney é um emblema. Era governista com Juscelino; continuou governista com Janio (tinha se bandeado para a UDN); foi oposição por um breve período no governo João Goulart, mas nada muito radical que não lhe permitisse recuar se o movimento militar tivesse dado com os burros n’água; aderiu ao golpe; pulou do barco quando percebeu a mudança dos ventos; o destino o fez presidente da República; não chegou exatamente a se opor a Collor; aderiu ao governo FHC e depois se juntou à nau do lulismo.
Ufa! Enquanto isso, o Maranhão ficava esfaimando, como diria o poeta.
Eis um político que sabe farejar sangue novo…
Por Reinaldo Azevedo
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14 de julho de 2011 às 16h31min
Roberto Rocha quer ser candidato a prefeito pelo PSB
O ex-deputado federal e presidente estadual do PSDB Roberto Rocha está de malas prontas para se hospedar no PSB. A mudança explica a acirrada luta pelo domínio da direção do partido no Maranhão.
Nas duas últimas semanas o deputado federal Ribamar Alves e o deputado estadual Luciano Leitoa travam luta cerrada contra o grupo do ex-governador José Reinaldo Tavares pela predominância no partido. A imprensa maranhense não tem dado conta do assunto, ou pior, tratou de optar pelo chute analítico, que sequer bate na trave. Assim se faz jornalismo no Maranhão há algumas décadas.
Roberto Rocha esteve ontem, quarta-feira, reunido em Pernambuco com o governador Eduardo Campos (PSB). A aproximação de Rocha com o PSB deve-se ao deputado Ribamar Alves, sem passar pela direção estadual.
Hoje, quinta-feira, Roberto Rocha encontra-se em São Paulo, onde se reúne com a cúpula do PSDB para explicar a mudança de partido. O blog alcançou o ex-deputado pelo celular. A ligação caiu umas três vezes. O blog enviou mensagem. Roberto Rocha explicou-se: estava em São Paulo, a TIM estava péssima. As informações do blog estavam certas, ele realmente se encontra em São Paulo.
Mudança – Roberto Rocha tem evitado falar sobre o assunto, mas para próximos tem dito que vai para o PSB com a perspectiva de ser candidato a prefeito de São Luís.
Fonte de fora do partido, mas próxima de Rocha, confidenciou ao blog que o PSB nacional deu uma única garantia ao atual presidente estadual do PSDB: a de que o PSB pretende lançar o maior número possível de candudaturas próprias a prefeito no Brasil.
Daí que Luciano Leitoa e Ribamar Alves trabalhem para conquistar a direção do partido no Maranhão. Como é sabido, em 2010 Roberto Rocha foi candidato a senador em aliança com o PDT, que tinha Jackson Lago como candidato a governador. José Reinaldo Tavares também era candidato a senador e considerou a candidatura de Rocha uma aliança com os Sarney para evitar sua eleição.
Antes da eleição, Roberto Rocha realmente esteve reunido com Fernando Sarney. Há muito ele briga na Justiça para reaver a parte na sociedade da TV Cidade com os Vieira da Silva. Estes queriam ver o diabo, mas não queriam ver Rocha. Coincidentemente, Roberto Rocha retomou a sociedade e até frequenta a sede da emissora.
Flávio Dino – Também é sabido que José Reinaldo Tavares e a cúpula estadual do PSB têm fortes ligações com o ex-deputado federal e hoje presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB).
O blog foi o único a analisar que a candidatura de Flávio Dino à Prefeitura de São Luís pode se configurar numa sinuca de bico. Candidato a prefeito em 2008, Dino surpreendeu e acabou no segundo turno com João Castelo (PSDB).
Em 2010, Flávio Dino candidatou-se a governador e não foi ao segundo turno com Roseana Sarney (PMDB) por meros 2.800 votos. Candidatar-se a prefeito de São Luís e perder seria queimar todas as chances para 2014.
Fonte ligada ao ex-governador José Reinaldo Tavares confidenciou, na época, que o blog estava em consonância com o pensamento do ex-governador. Segundo a fonte, Tavares não gostaria de ver Dino candidatar-se a prefeito de São Luís. Achava melhor que ele apoiasse outro nome com perspectiva razoável. Ou, então, conforme dissera o blog, seria razoável à oposição aos Sarney apoiar Castelo, numa aliança complementar para 2014.
A ideia seria a seguinte: Castelo, como fez José Reinaldo Tavares, abriria o governo aos partidos de oposição e se comprometeria a apoiar Flávio Dino ao governo em 2014. Até aqui a ideia não vingou, mas o PSB acaba de pôr na Secretaria Municipal de Educação Othon Bastos. Nem precisa esclarecer.
Embate – Aqui começa todo o imbroglio. Se o grupo de José Reinaldo Tavares, dominante até aqui no PSB, acaba de fazer aliança com o PSDB de Castelo, pelo menos indicou o secretário de Educação, como o partido pode se preparar para candidatura própria ano que vem?
Ficar com Castelo em nome da aliança em 2014 em torno de Flávio Dino ou lançar candidatura própria sob a desconfiança de não ser um partido contra os Sarney é o que se encontra em jogo no PSB maranhense.
Ribamar Alves tem jurado de pés juntos que não volta aos quadros do grupo Sarney. Roberto Rocha não se manifesta e não negou em momento algum ter se candidato a senador sob as bênçãos dos Sarney. Luciano Leiota acaba de ganhar do governo Roseana Sarney 550 mil reais para uma entidade ligada a ele que diz trabalhar na cidade de Timon com drogados.
Resta saber quem vencerá a disputa e de que lado realmente estarão os vencedores.
P.S: O jornal da famiglia Sarney, O Estado do Maranhão, para não fugir de sua tradição de substituir a análise calcada nos fatos pelo chute analítico, hoje anuncia a presença do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no Maranhão. Diz que Lupi negou-se a se encontrar com o prefeito João Castelo por conta das últimas declarações do prefeito ao Estado. Castelo teria dito que não tinha como dar mais espaço ao PDT de Lupi, que hoje encontra-se instalado na administração municipal. Isso não é verdade. Se o ministro Lupi realmente vai evitar o encontro com Castelo, a razão é outra: o prefeito procurou Lupi e garantiu trazer um deputado federal para a administração, abrindo uma vaga para que o suplente pedetista, Weverton Rocha, garoto do ministro, assumisse na Câmara. Até aqui Castelo não conseguiu fazer valer a promessa. Essa a verdade.
P.S 2: O ex-deputado Roberto Rocha, após ler o post acima, enviou mensagem pelo celular em que nega ter se encontrado com Fernando Sarney em 2010. A notícia do encontro foi divulgada em 2010 em vários blogs, inclusive neste. Esta é a primeira vez que Roberto Rocha vem a público negar o encontro. Então está dito.
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11 de julho de 2011 às 22h15min
Leiam a matéria abaixo publicada hoje, segunda-feira, pela Folha de S. Paulo. Como não sei me manter em silêncio quando vejo vigarices e canalhices, depois da matéria dou minha opinião.
Leiam:
Contra herança de ACM, petistas querem
mudar nome de aeroporto em Salvador
Por Matheus Magenta
Petistas baianos deflagraram na semana passada uma ofensiva no Congresso para que o aeroporto de Salvador, que leva o nome do deputado Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998, volte a se chamar Dois de Julho, data em que se comemora a “independência da Bahia”.
Na última terça-feira, em sessão no Senado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), argumentou em favor da mudança do nome.
“Nenhum homem individualmente substitui a saga de um povo”, disse.
No último dia 15, um projeto de lei de 2002 do deputado federal Luiz Alberto (PT-BA) que propõe a alteração do nome recebeu parecer favorável na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa de aprovação na mesma comissão e nos plenários da Câmara e do Senado.
Para o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), sobrinho de Luís Eduardo, a discussão é oportunista porque tenta desviar o foco do debate sobre o governo petista.
Petistas e aliados, no entanto, negam que a movimentação seja uma revanche política contra o grupo adversário que era liderado pelo pai de Luís Eduardo, o senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.
A Folha apurou que a iniciativa causou revolta entre parentes de Luís Eduardo, mas eles avaliam que as chances de o projeto de lei ser aprovado são pequenas.
Na Bahia, Luís Eduardo Magalhães empresta seu nome também a escolas, vias e até a um município no oeste do Estado.
AVENIDA
Há dois meses, parte de uma avenida em Alagoinhas (BA) que homenageia o deputado teve o nome modificado por iniciativa de políticos locais.
A avenida passou a se chamar Joseph Wagner, nome do pai do governador petista. Ele esteve presente na inauguração de um trecho reformado, que recebeu recursos do Estado.
Comentário do blog: Confesso que minha paciência com as patifarias de petistas e aliados há muito esgotou. Acontece que eles querem justo isso dos brasileiros – que virem a cara para as patifarias, corrupções e canalhices. Bom, então escrevo.
Vejam bem, sempre fui (e continuo a ser) contra esse coronelismo dos nomes. Batizar ruas, avenidas, prédio públicos e praças com nomes de políticos ou de seus parentes. No Maranhão, creio, deve ter até peixe batizado com o nome de um dos Sarney.
Mas a mudança proposta pelo petismo e pelo governador petista da Bahia não tem nada de moralizador. Ou não seriam petistas, convenhamos.
Trata-se, na verdade, de trocas de nomes. Os petistas baianos querem acabar com a herança de Antônio Carlos Magalhães para criar a tradição petista. Não há mudança de forma de governar. Tanto é que Jacques Wagner acabara de batizar parte de uma avenida em Alagoinhas com o nome Joseph Wagner, que vem a ser nome de seu pai.
Mas o caso baiano serve para tirar o pano de sobre o petismo nacional. Antes de chegar ao poder em 2002, para o petismo todo político era ladrão – menos os do PT, que, inacreditavelmente eram um caso raro: políticos sem ser políticos.
Chegou ao poder e tratou de fazer 100 mil vezes pior do que faziam aqueles a quem criticavam.
O PT da Bahia me confirma: sempre disse que o PT é a raposa da fábula a olhar para as uvas verdes.
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11 de julho de 2011 às 10h36min
Há poucos dias quem mostrava a qualidade dos parlamentares maranhenses na Câmara era o deputado Pinto da Itamaraty, o rei do reggae. Agora é Cléber Verde, o ficha suja. Ele ia ficar sem o mandato, mas o STF decidiu pela aplicação da lei somente nas eleições de 2012. Trouxe o desvio de conduta do INSS, de onde saiu a bem do serviço público.
Leiam a matéria abaixo:
Em apenas cinco meses, os gastos do deputado Cléber Verde (PRB-MA) com sua cota parlamentar bastariam para comprar, com valor próximo do teto, uma moradia no programa “Minha Casa, Minha Vida”, para habitações de até R$ 170 mil. Já o colega José Antônio Reguffe (PDT-DF) só conseguiria comprar um modelo do Nano, o carro mais barato do mundo, que custará R$ 4.000. A diferença entre os dois está em um levantamento do UOL Notícias.
A diferença pode mudar porque cada deputado tem até três meses para informar os gastos, embora a maioria prefira fazê-lo rapidamente. Os valores foram obtidos com dados disponíveis no site da Câmara até 1º de julho e indicam que os congressistas usaram em itens como cota postal, passagens aéreas, combustíveis e consultoria.
De fevereiro, quando começou a atual legislatura, a 1º de julho, Verde é o deputado que mais usou recursos da Câmara com atividades ligadas a seu mandato: R$ 166.781,22 em despesas como passagens aéreas, cota postal, combustíveis e divulgação do mandato. Reguffe parou nos R$ 4.200. Carlos Roberto (PSDB-SP) gastou ainda menos, mas assumiu o cargo apenas em 3 de maio, de acordo com o levantamento, que será publicado na íntegra na semana que vem.
A média de gastos é R$ 85,2 mil por deputado. Ou seja: enquanto Verde usou cerca de R$ 81 mil a mais que a média, Reguffe gastou R$ 81 mil a menos. O deputado do PRB também é o que mais utiliza a cota de divulgação do mandato. No período, aplicou R$ 114 mil em propaganda, autorizada pelas regras da Câmara.
O total gasto com a cota parlamentar pelos 567 políticos que já assumiram uma vaga de deputado em 2011 é de R$ 48,3 milhões, segundo dados disponíveis no site da Câmara até 1º de julho – o valor pode aumentar e outros deputados podem alcançar a marca de Verde, já que os parlamentares têm até três meses depois da data registrada na nota fiscal para relatar os gastos e, no caso da maioria deles, solicitar reembolso. As passagens aéreas, por exemplo, nem sempre indicam compra direta do deputado.
“Os elevados gastos com verbas indenizatórias não se justificam. Claro que os deputados precisam de alguma verba para o exercício do mandato, mas os montantes são exorbitantes. E são gastos com muita margem para a arbitrariedade, como ‘consultorias’ – ninguém sabe para quê servem essas consultorias”, afirma Fabiano Angélico, especialista em transparência governamental e pesquisador da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
“Além disso, há gastos desnecessários e redundantes, como a ‘divulgação do mandato’. O contribuinte não deveria financiar esse tipo de coisa, uma vez que a Câmara dos Deputados já tem uma enorme estrutura de comunicação institucional, que inclui TV Câmara, Rádio Câmara entre outros”, disse.
“Legais e indispensáveis”
Verde (PRB-MA) afirmou que seus gastos são legais e indispensáveis para a “consolidação” do trabalho que realiza. Ele disse que a disparidade entre ele e o deputado mais econômico é resultado de uma concepção. Ele disse que cada um “tem uma forma” de trabalhar. O deputado campeão de gastos alegou ter usado a cota para custear atividades em seu Estado e ações em frentes parlamentares.
“Coordeno aqui três frentes importantes: a Frente Parlamentar dos Aposentados, a Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e Aquicultura e a Frente Parlamentar em Defesa do Povo Garimpeiro”, disse ele ao UOL Notícias. As despesas com divulgação, segundo o deputado, são prioritárias porque permitem mostrar ao eleitorado o que está fazendo. Para ele, “não adianta simplesmente fazer o trabalho e o cidadão não conhecer”.
Sem divulgação, o deputado “passa por inoperante, por alguém que não faz o que se propôs a fazer”, afirmou. O deputado exemplificou o uso da verba da Câmara com a divulgação que fez (com outdoors, por exemplo), na legislatura anterior, sobre a aprovação de uma lei de sua autoria, que estabeleceu 30 de novembro como o Dia do Evangélico. Outro uso da verba é a produção de jornal informativo trimestral. “É um material de qualidade que chega às mãos do cidadão do Estado”, disse.
“A Câmara nos permite fazer isso [divulgação] e é bom, porque foi o que me projetou no meu Estado e me fez deixar de ser um dos deputados com menor número de votos para ser o terceiro mais votado no Estado. A população hoje conhece meu trabalho”, afirmou. Para Verde, a disparidade de gastos entre os deputados não deve se manter ao longo do ano, já que alguns colegas ainda não pediram reembolso de todas as despesas feitas.
Mesmo assim, Verde considera Reguffe um caso a parte. “Ele acha que [poucos gastos] são suficientes para o trabalho dele. Ele está aqui em Brasília, então não tem gasto com passagem aérea. A Rádio Câmara e a TV são muito ouvidas pela população do DF. Qual publicidade maior esta Casa pode dar para ele? Então ele tem uma gama de vantagens por morar aqui que podem levar a isso”, disse.
Reguffe evitou criticas ao colega, mas afirmou que a Câmara “custa muito mais do que deveria ao cidadão brasileiro e isso precisa mudar”. “Eu não sou melhor do que ninguém. Só estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que fiz com os meus eleitores. O mandato pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte. Não vou julgar os outros, mas acho que a população gostaria que esse dinheiro estivesse em outras áreas.”
O que é a cota?
A cota para exercício da atividade parlamentar é uma verba destinada pela Câmara para reembolsar os deputados por gastos decorrentes de seu trabalho. Inclui 12 categorias de gastos, de telefonia e alimentação a aluguel de carros e divulgação.
O valor máximo mensal da cota varia para cada Unidade da Federação (UF), de R$ 23 mil (para deputados do Distrito Federal) a R$ 34 mil (para deputados de Roraima), devido à cota aérea estabelecida pelas distâncias.
(Com informações do UOL)
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8 de julho de 2011 às 23h25min
Pubiquei a entrevista do senador Sarney ao jornal Correio Braziliense. Recebi vários comentários, devidamente jogados na lixeira. Tanto os puxa-sacos como os adversários usavam de palavras imprópias.
Discordar e ser de oposição não se confundem, no meu entender, com boçalidade. Como quem deseja agradar Sarney não precisa ser estúpido.
Minha intenção, ao publicar a entrevista, era provocar o debate. Parece que o maranhense no geral perdeu essa capacidade. Tanto que não fiz comentário. Publiquei a matéria na íntegra, de maneira seca, como se diz. Ao leitor ficaria as conclusões. Depois eu voltaria com meus comentários, coisa que farei agora.
Digo, de antemão: não suporto os oportunistas que viam em Sarney o demônio e passaram a mentir que o adoram por conta do governo Lula e do governo Dilma. Como acho abomináveis os que no governo Fernando Henrique não viam defeito em Sarney e, na oposição, começaram a passar a ideia falsa de que nunca concordaram ou apoiaram-no.
Abaixo ponho os trechos da entrevista e faço minhas considerações:
Adversários
Eu tenho absoluta incapacidade de ter ódio. Nunca tive inimigos. Nunca considerei as pessoas como adversárias. Não há um gesto meu, nem que eu tenha sido acusado, de eu ter erguido uma estátua à vingança.
Comentário do blog: Sarney aqui, não diz a verdade. Sempre que teve a oportunidade, tratou os adversários como inimigos, e os destruiu. Quando se aliou a adversários e a inimigos foi em benefício próprio. Exemplo dos exemplos: em 2004 Roseana Sarney disputou o primeiro mandato com o agora senador aliado Cafeteira. Sarney conseguiu uma edição da revista IstoÉ só para o Maranhão na qual Cafeteira aparecia como suspeito de mandar matar Reis Pacheco por conta de um acidente de carro em que morrera o sogro do ex-governador. Pacheco foi encontrado vivíssimo no Pará. Se isso não é jogo sujo ou vingança é o quê?
Pobreza
Há um erro muito grande quando dizem que o Maranhão é o estado mais pobre do Brasil. Pelo PIB, o Maranhão é o 14º estado do Brasil. Estamos na frente de Mato Grosso do Sul. Agora, a pobreza que dizem, os índices que dão ao Maranhão, é pelo IDH. O Brasil é a sétima economia do mundo e o IDH brasileiro é o 81°. Se formos considerar por isso, o Brasil é menor.
Comentário do blog: Sarney, para justificar a miséria do Maranhão, mete os pés pelas mãos. É claro que um estado ou um país pode ter um PIB fabuloso e ter uma população miserável. Uma coisa não nega a outra. O Brasil é a 7º economia do mundo. E daí? Tem uma das mais cruéis distribuição de renda, o que, entre outras mazelas, o faz ter o 81° IDH. Portanto, equivoca-se, em nome de defender-se e aos seus, absurdamente.
Jackson Lago
Tivemos um governo (do Jackson Lago, governador de 2007 a 2009, morto em abril deste ano) que foi contra e que achava que, para poder destruir o José Sarney, tinha que destruir o Maranhão. Então, ele investiu em destruir a imagem do Maranhão. E começou a diculgar esses índices todos a nível nacional. Foi uma campanha institucional. Aqui em Brasília, tivemos uma coisa inacreditável. Quando votamos o empréstimo do BID para o Maranhão, vimos outdoors dizendo: “Maranhão, o estado mais miserável do Brasil”. Foram feitos em Brasília.
Comentário do blog: Aqui o erro não me parece do Sarney, mas sim do jornalista e do jornal. Sarney não cita Jackson Lago, é o jornal que o faz entre parênteses. Quem é jornalista ou leitor atento de jornal sabe que estou com a razão. O erro do jornalista e do jornal é grotesco. Isso se passou no governo José Reinaldo Tavares. O governo queria um empréstimo, com o argumento de combater a pobreza, e desconfiou que Sarney barraria no Senado. O interessante é que bajuladores maranhenses puseram essa informação em destaque. Nem Sarney gostaria dessa bajulação, afinal a citação do nome de Jackson é do jornalista e do jornal, equivocadamente.
Política e diálogo
Não digo amarga, eu digo cruel. Tem um lado cruel, porque depois que Lenine (Vladimir Ilitch Lenin ou lenine, líder revolucionário russo, 1870 a 1924) disse que à política deveria se aplicar as artes da guerra, isso passou a predominar. A política deveria ser a arte do diálogo, de encontrar meios de conciliação, na qual o interesse público sobrepujasse tudo.
Comentário do blog: Sarney está certo. A política se transformou numa guerra imunda. Pena que ele traga o nome de Lênin ao palco e esqueça de dizer que no Brasil foi o PT a transformar isso em realidade. Realidade lamentável.
Eleição de Lula em 2002
Eu apoiei o Lula porque achava que era um avanço para o país. E fiquei feliz de, mesmo mais velho, ter a oportunidade de ver essa transformação pela qual o Brasil passou, de ver um operário na Presidência. E nós chegamos aos 100 anos com um operário no poder. Não poderia deixar de dar uma ajuda. E acho que fui dundamental naquele problema da eleição do Lula.
Comentário do blog: Claro que Sarney não apoiou Lula por considerá-lo um avanço. Do contrário não teria apoiado por duas vezes Fernando Henrique Cardoso justo contra Lula. Naquele momento havia um Sarney magoado com o caso Lunus, atribuído a Serra e a FHC, e um PT que precisava de apoios importantes de conservadores. Nada mais. Agora ninguém pode negar: naquele momento a declaração de apoio de Sarney foi importantíssima para a eleição de Lula.
Partidos e democracia representativa
O partido político é uma instituição que está em decadência, assim como a democracia representativa.
Comentário do blog: Sarney atribui a decadência dos partidos e da democracia representativa ao surgimento da internet. Discordo. A politicagem, o fim das fronteiras ideológicas (em nome de um pragmatismo de fundo de quintal) e corrupção causaram o cansaço. Portanto, não discordo do cansaço, discordo da ideia de que foi o surgimento da internet. A internet apenas possibilitou a democratização da crítica etc.
Ditadura Militar
Eu fui o único governador que protestou contra o AI-5. Protestei não, não apoiei. O único governador do Brasil. Cinco dias depois da revolução, todo mundo desertou com medo. Eu fui a tribuna e disse que ninguém cassaria mandato se não fosse da forma prevista pelas leis e pela Constituição o país. E dentro do período militar, nunca fui confortavelmente aceito pelos militares.
Comentário do blog: Aqui como em vários trechos da entrevista, Sarney demonstra uma vaidade que acaba por expô-lo negativamente. Sarney poderia dizer que não concordava com a ditadura militar, só que naquele momento não lhe sobrava outra alternativa. Seria um argumento razoável. Nem todas as pessoas têm ou devem ter a coragem de romper e perder cargos. Sarney venceu a eleição para governador no Maranhão com a luxuosa mão dos militares. Dizer que nunca foi confortavelmente aceito pelos militares está muito longe da verdade. Que militares que não gostavam do Sarney eram esses que sempre lhe deram apoio e o deixaram, por exemplo, dirigir o partido principal de apoio à ditadurta? A contradição é grosseira. E por pura vaidade.
PMDB
O PMDB não esteve sempre ligado ao poder. O PMDB sempre foi muito contra o poder, foi o partido da resistência. Foi doPMDB que saíram todos os outros partidos, e é por isso que permanece uma alma popular na figura do PMDB. Ele faz parte do imaginário como partido da luta, que enfrentou a ditadura e sustentou a transição democrática. Eu pertenço ao PMDB há mais de 25 anos. E não vou sair do PMDB. Só com a morte.
Comentário do blog: O que Sarney diz do PMDB está corretíssimo. O diabo é que ele diz tudo isso de uma forma que o inclui no PMDB da resistência que, na verdade, se chamava MDB. Nessa época Sarney pertencia ao partido da ditadura militar.
A História
Eu acho que sim, porque quando se desaparecerem as paixões, o que vai aparecer é o homem que sempre, nos momentos decisivos, optou por melhorar o país. Foi assim quando renunciei à Presidência do PDS, quando ajudei a transição democrática e entrei como presidente para ser deposto. Não tinha partido político que me apoiasse, vinha de uma dissidência, não conhecia o ministério que recebi, não tinha participado dos planos de governo, não tinha sustentação partidária dentro do Congresso. E os militares me olhavam com muita desconfiança, achando que tinha sido um homem que os tinha traído, passando para o outro lado. Mas consegui fazer a Constituinte, tive a coragem de fazer o Plano Cruzado, fiz o congelamento de preços e o congelamento do câmbio, que significou a primeira grande redistribuição de renda do país.
Comentário do blog: Não sei se foi algum bajulador de plantão ou se a ideia é do próprio Sarney. O certo é que ele começou a proclamar essas bobagens. Em primeiro lugar, ele não rompeu com o PDS por patriotismo nem correndo riscos amenos ou graves. A mudança de partido dava tranquilidade para a vitória de Tancredo Neves, isso é o próprio Sarney que o diz. Um absurdo lamentável: dizer que entrou para ser presidente para ser deposto. Por quem? O clima no Brasil era totalmente favorável à mudança desde a fundamental campanha pelas Diretas-Já. Sarney não tinha partido político que o apoiasse? Bom, eu sabia que ele tinha assumido no lugar de Tancredo Neves, no Brasil, e não na Suiça. O que não pode ser negado: Sarney não participou da escolha dos ministros nem da organização dos planos de governo. Mas aí a vaidade de Sarney o compromete: ele não consegue nunca dizer nós. Todos os erros e comprometimentos de seu governo não estão ligados a ele, mas a Constituinte foi ele quem fez. Cacete, ou Sarney não tem assessor, ou os assessores são apenas vacas de presépio.
Inflação de 80%
Ora, a inflação com correção monetária não é inflação. Eu mandei calcular em dólar, como se calcula o PIB, quanto foi a inflação no meu tempo. Foi de 17,4%. Qual foi a menor taxa de desemprego da história do Brasil? Foi no meu tempo. Tá aqui (apresenta livrocom tabela de números). Alguns vão se surpreender. Taxa de desemprego: 3,92%. O que significa isso? Significa que os aperários passaram a ter força, porque na hora em que não há desemprego, isso é quase pleno, eles passam a ter força. E essa força fez com que se criassem os sindicatos e fez com que Lula fosse candidato a presidente da República.
Comentário do blog: Calcular a inflação em dólar como se calcula o PIB é algo risível, não é coisa de quem foi presidente da República. Agora tomar para si a candidatura de Lula à presidência beira o irracional. Lula fez nome e fama durante a ditadura militar, nada a ver com o desemprego ou emprego pleno. Como sempre digo, a vaidade de Sarney o destrói mais do que os adversários. Essa declaração não tem classificação, tão absurda que é.
Aposentadoria
A gente não tem domínio sobre o corpo, então tenho que ser realista. Tenho de ter a noção de que já estou na parte final. Ninguém pensa que pode ser imortal. Só os da Academia Brasileira de Letras. Mas este será meu último mandato. Não concorrerei a uma eleição.
Comentário do blog: Em recente conversa com dois sarneístas recém-convertidos (e por interesses pessoais inclassificáveis), disse que Sarney não terá mais um mandato. E completei: por questões de idade e, ainda que não fosse por isso, por falta de espaço: no Maranhão jamais conseguirá se eleger a nada; no Amapá os adversários encontram-se no poder. Politicamente, esta é a mais importante declaração da entrevista. Mais importante: preocupado com a biografia como Sarney o é, sair da pol[itica agora seria a grande jogada. Ficaria como o político que a oposição não destronou.
Cargos
Olhe, eu não pedi um cargo à Presidência atual. E nos governos anteriores, nunca tive uma indicação pessoal para colocar um amigo num lugar. Eu sou apenas um homem de partido. E como homem de partido, sempre gostam de dizer que é o Sarney. É uma forma de denegrir minha imagem. Eu fiz uma vida política sem ser clientelista de cargos. Em lugar nenhum.
Comentário do blog: A declaração é tão absurda, que nem merece comentário mais longo. Lobão virou ministro, por exemplo, por conta do porte atlético? Por favor…
Conselho
Para presidente não se dá conselho, porque o presidente tem uma visão maior do que todos nós. E conselho e água benta só se dão a quem pede. Ela nunca me pediu.
Comentário do blog: Sarney não está longe da verdade, de jeito algum. Mas é um recado matreiro para Dilma.
Código Florestal
Há questões que extrapolam os governos para serem questões de consciência, o governo não tem a obrigação de impor. O Código não é uma questão de governo. É uma ideia sobre o meio ambiente. Não acredito que o governo tenha perdido nesse asasunto na Câmara.
Comentário do blog: Quando Flávio Dino, numa sexta-feira, teve o nome confirmado como presidente da Embratur no Diário Oficial da União, na segunda-feira Sarney tratou de dar entrevista em que se mostrava contrário ao sigilo nas licitações das obras da Copa. Antes de acabar a semana, já era favorável ao sigilo. Era só um recado malicioso para Dilma Rousseff. Se no caso do Código Florestal a declaração de Sarney não tiver o mesmo propósito, quer dizer que a maluquice de modificar o novo código aprovado na Câmara não tem chances.
Caso Lunus
Isso foi uma injustiça que fizeram com ela, uma armação tremenda, para não dizer uma crueldade.
Comentário do blog: A injustiça e a crueldade de que fala Sarney só não encontram justificativa na montanha de notas fotografadas pela pela PF e nas sete relações de doadores do dinheiro. Fora isso, ele toda a razão.
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