27 de janeiro de 2012 às 11h45min
O blog fez a denúncia há mais ou menos um mês, com todos os dados da irregularidades da sempre irregular Construtora Franere. A construção é um absurdo em todos os aspectos, a começar pelo folder que anuncia a venda dos apartamentos. Logo depois o blog publicou a resposta do prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, às denúncias feitas aqui. O leitor pode ler tudo nos arquivos do blog.
Leia a boa notícia:
O juiz da 1ª Vara do município de São José de Ribamar, Marcelo José Amado Libério, em decisão expedida na última terça-feira (24), determinou que a construtora Franere – Comércio, Construções e Imobiliária Ltda – suspenda todo e qualquer serviço de engenharia e edificação da obra de construção do empreendimento Costa do Araçagy Condomínio Clube, localizado no bairro Araçagy, no município de São José de Ribamar.
A decisão atendeu a uma ação cautelar, movida pela prefeitura ribamarense, que tem como objetivo, além de manter a ordem urbanística da cidade, zelar pelo cumprimento das leis municipais, em especial a lei de uso e ocupação do solo urbano de São José de Ribamar, e pela preservação do meio ambiente desta área do município.
Além de suspender o alvará de construção da obra, expedido irregularmente pelo município de Paço do Lumiar, o juiz determinou a retirada de todo material de construção e máquinas da área e arbitrou multa diária, no valor de R$ 10 mil, caso a construtora, num prazo de dez dias, não cumpra a determinação judicial.
Numa ação de total desrespeito à legislação municipal de São José de Ribamar, a Franere, em parceria com a empresa Tenda, iniciou, no ano passado, o processo de vendas de apartamentos no condomínio Costa do Araçagy Condomínio Clube. A construtora, de forma totalmente irregular, iniciou o processo de vendas, com ampla divulgação na mídia local, de posse de um alvará de construção expedido pelo município de Paço do Lumiar.
No entanto, o Araçagy, um dos mais belos pólos turísticos da Grande Ilha, é um bairro que pertence ao território do município de São José de Ribamar, fato que é de conhecimento público e que, inclusive, foi atestado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioecônomicos e Cartográficos (IMESC) em laudos emitidos ano passado, como também a Corregedoria Geral de Justiça, em seu provimento nº 05/2006, determinou que todos os imóveis situados naquela localidade sejam registrados em São José de Ribamar. Neste sentido, o juiz Márcio Castro Brandão, no ano passado, em ação de nunciação de obra nova movida pela prefeitura ribamarense, determinou a realização de perícia técnica para identificar a localização correta do empreendimento. O resultado foi que o imóvel, indiscutivelmente, se localiza em São José de Ribamar.
Além de não possuir alvará de construção expedido pelo município de São José de Ribamar, a Franere ignorou totalmente a lei de uso e ocupação do solo urbano do município, que autoriza a construção de edificações de, no máximo, seis andares. O Costa Araçagy, conforme o projeto divulgado pela construtora, possuirá onze torres, cada uma com 13 andares.
Outra situação grave é o fato do projeto de construção do condomínio não possuir estação de tratamento de esgoto, o que poderá ocasionar sérios danos ambientais aos moradores do Araçagy, Praia do Meio e localidades vizinhas.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em 2011, a suspensão de uma liminar, concedida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão em favor da Franere, que reconhecia o alvará de construção expedido irregularmente pelo município de Paço do Lumiar.
No ano passado, é importante ressaltar, a 2ª Promotoria de Justiça de São José de Ribamar ingressou com uma Ação Civil Pública contra Franere em decorrência de irregularidades cometidas na regularização e construção do empreendimento imobiliário Costa do Araçagy Condomínio Clube.
Na ação, o promotor Carlos Henrique Brasil Teles de Menezes fez alegações iguais às propostas pela prefeitura ribamarense, na ação cautelar movida contra a construtora, e pediu, ainda, a condenação da Franere para devolver os valores integrais, devidamente corrigidos, aos compradores dos imóveis do empreendimento irregular, bem como pagar multa no valor equivalente a 5% de cada uma das unidades residenciais ou comerciais integrante do empreendimento Costa do Araçagy.
Fonte: ASSCOM PMSJR
10 de janeiro de 2012 às 20h33min
A paupérrima cidade de Paço do Lumiar é governada pela prefeita Bia Venâncio. Bia Venâncio é posta para fora do cargo a cada segunda-feira, para a cada terça-feira retornar ao cargo. É o milagre do Judiciário maranhense.

Bia abraçada a Adriano Sarney
O deputado Domingos Dutra (PT) não acredita nesse tipo de milagre. Em pronunciamento duro, reproduzido aqui na íntegra (o leitor pode procurar nos arquivos do blog, é fácil de encontrar), Dutra afirmou que por trás desse vai-e-vem de Bia Venâncio, cujo governo é uma bagunça e no qual a corrupção é a norma, estaria o dedo do deputado Sarney Filho (PV).
Pois bem, em novembro do ano passado, fonte que não costuma falhar me ligou e disse o seguinte:
- Trate de apurar. Adriano Cordeiro Sarney, filho de Sarney Filho, será candidato a prefeito de Paço do Lumiar.
Com tantas ocupações, acabei por deixar de lado a informação. Não procurei apurar.
Hoje, outra fonte me liga:
- Sabe da última? O filho de Sarney Filho será candidato a prefeito de Paço do Lumiar.
A primeira fonte, como sempre, estava certíssima. E o pronunciamento do deputado federal Domingos Dutra ganha em veracidade.
Adriano é aquele neto de Sarney que, nas denúncias contra o Senado, na época dos atos secretos, apareceu como operador de empréstimos consignados. O leitor pode relembrar o caso aqui no G1.
PS: Uma terceira fonte acaba de ligar (23h14) para dizer que na verdade Adriano será candidato a vice na chapa de Bia Venâncio. Bom, temos agora duas versões: a primeira (de duas fontes) diz que o filho de Sarney Filho será candidato a prefeito; e a segunda, que afirma que será candidato a vice. Vamos aguardar para ver quem tem razão.
10 de dezembro de 2011 às 20h03min
Assim que surgiu o jornal Diário da Manhã, escrevi editorial no qual dizia que o Maranhão era uma Terra de Ninguém. Uma terra desolada.
Eu estava, na época, voltando de uma temporada de sete anos fora do Estado. Não que o resto do país seja uma maravilha. É que por aqui tudo é pior. Temos uma classe política desclassificada (com as exceções costumeiras), um poder Judiciário suspeitíssimo e por aí vai.
Nesta Terra de Ninguém chegou Marcos Regadas. Aboletou-se em Imperatriz, vindo do Ceará puxando a cachorrinha (reparem bem, não sou contra quem chega a um lugar puxando a cachorrinha e, por esforços próprios, vence). Por ali começou a construir coisas tão pequenas que ninguém jamais imaginaria que viria a ser um milionário, dono de helicóptero etc.
Então veio para São Luís. Aqui, da noite para o dia, fez fortuna. Virou o cara. Entre parênteses, registre-se: subiu na escala econômica, não nos modos. Mas não se pode negar que, mesmo com a escassa escolaridade e a escassa cultura, tem tino. Rapidamente descobriu que o Maranhão é uma Terra de Ninguém. Descobriu que por aqui todos os poderes são podres e tratou de tirar vantagem.
Recentemente, em companhia da Gafisa, ali, no Calhau, por trás do Barramar, pegou uma reserva, a última, de babaçu e transformou numa deserto. A Secretaria de Meio Ambiente fez que não viu nada. O Ministério Público do Meio Ambiente também não viu nada. Os picaretas de ONGs que são contra o novo Código Florestal não viram nada. Os deputados, esses, então, ajoelharam-se (para não variar).
Sei por experiência, não por ouvir dizer. Minha casa era logo ali ao lado, no Quintas do Calhau. Quando a reserva virou um deserto, minha casa e a dos vizinhos receberam de gaviões a papagaios. Todo o tipo de ave que o leitor possa imaginar voou para as nossas casas. Estavam perdidas. Não tinham onde ficar.
O resultado é conhecido: a obra está com o prazo de entrega vencido há um ano. Acabou de ser multada em 600 mil reais pelo Procon. Quem comprou os apartamentos na planta encontra-se no prejuízo e já fez manifestações contra as duas empresas. O acabamento é de décima qualidade e tudo o mais não corresponde ao que foi oferecido no momento na venda.
A piada vem agora. Na época do desmatamento, Marcos Regadas, dono da Franere, foi chamado a comparecer na Assembleia Legislativa do Maranhão. E o que aconteceu? Desmoralizou deputados, o Ministério Público do Meio Ambiente, o Govrno Jackson Lago, que não viu nada errado na obra e quem mais o leitor possa imaginar.
Ou seja, desmoralizou a turma inteira de corpo presente. Como? Disse que na época que decidiu construir o condomínio de apartamentos, o governo não disse que havia nada de errado, o Ministério Público do Meio Ambiente não disse que havia nada de errado, os deputados não disseram que havia algo de errado e por aí foi.
Pois bem, a Franere decidiu construir um condomínio gigantesco no bairro de melhor condição de vida: o Araçagy. Chama-se Costa do Araçagy Condomínio Clube. O projeto compreende 14 prédios de 13 andares. Acontece que o Araçagy é domínio da cidade de São José de Ribamar. Ali, depois que Luís Fernando virou prefeito, as coisas mudaram da água para o vinho.
Como, então, construir prédios de 13 andares numa área onde só é permitido prédio de três andares? Simples: a Franere tratou de tirar a licença na cidade vizinha de Paço do Lumiar. Aí já começava a picaretagem. A Prefeitura de Ribamar, então entrou na Justiça. E o que aconteceu? Em março deste ano o ministro e presidente do STJ, Ari Pargendler, concedeu liminar à Prefeitura de São José de Ribamar no sentido de suspender, até o julgamento do mérito da questão, as obras do Costa do Araçagy Condomínio Clube. Sim, o condomínio que a Franere faz em parceria com a Tenda, de Minas Gerais.
Não sei como, mas o condomínio está a todo vapor. Ainda não está pronto, mas qualquer autoridade responsável (isso existe, no Maranhão, além da pronta ação da Prefeitura de Ribamar?) pode perceber os estragos antes que a obra esteja pronta. Do lado direito da Avenida Atlântica, que dá acesso à praia do Araçagy, o movimento de caçambas parece infinito. Nenhuma das caçambas segue as regras: todas passam em alta velocidade e sem cobrir a terra que carregam. A poeira forma imensas nuvens nas ruas e causa estragos nas casas. O Araçagy perdeu a tranquilidade e caminha para perder a qualidade de vida de que tanto se orgulhava.
Os moradores acho que cansaram de fazer até denúncia para a polícia. De nada adianta. No outro dia as caçambas passam carregando barro sem estarem cobertas. Imaginem o inferno que isso significa.
A Franere tem todos os motivos para se orgulhar de calar a boca de deputados, governo, Ministério Público e de alguns desembargadores do TJ Maranhão. Mas a Prefeitura de Ribamar, que lutou bravamente contra mais essa ação deletéria da Franere, não pode silenciar. Sob o custo de de também ser considerada cúmplice de mais este crime do cearense Marcos Regadas.
Vamos acompanhar, a partir de agora, o que vai acontecer.
Só para o leitor ter uma ideia, a Caema, a companhia de água e esgotos do Maranhão, assim se pronunciou, em documento, a respeito do empreendimento: o sistema público de esgoto não tem como atender obra de tamanha magnitude, além do caos no trânsito que o condomínio provocará na região.
E o que disse a Prefeitura de Ribamar?
Isto:
“Do jeito que está projetado, o empreendimento Costa do Araçagy Condomínio Clube é uma verdadeira bomba-relógio ambiental, urbanística e tributária”.
O leitor do blog sabe que não sou a favor daqueles ambientalistas de ocasião (estou sendo parcimonioso), que montam ONGs para ganhar dinheiro público e atrapalhar a sobrevivência do homem. Aqui o caso é totalmente diferente. Trata-se de mais uma picaretagem ambiciosa da Franere, a começar pela escolha de Paço do Lumiar, que tem uma prefeitura acusada de corrupção 24 horas, ter sido escolhida para registrar o empreendimento que nada tem a ver com a cidade.
Nesse caso, cabe ao poder público coibir a ação de aventureiros, que só prejudicam o cidadão que paga impostos. Até aqui, o cidadão de bem só encontra motivos para elogiar a ex-administração de Luís Fernando. Mesmos elogios que sobram para o atual prefeito de Ribamar, Gil Cutrim, que segue a postura do antecessor.
Está na hora de mostrar à Franere que no Maranhão o dinheiro não pode tudo.
Postado em
Política, por Roberto Kenard
Assuntos:
Araçagy,
Costa do Aaraçagy Condomínio Clube,
Franere,
Gil Cutrim,
Jackson Lago,
Luís Fernando,
Marcos Regadas,
Ministério Público do Meio Ambiente,
Paço do Lumiar,
São José de Ribamar
11 de outubro de 2011 às 14h26min
Contrato era destinado à construção de sistema de abastecimento de água
O Ministério Público Federal denunciou o prefeito de Paço do Lumiar (MA), Gilberto Silva da Cunha Santos Aroso, por não prestar contas no prazo estipulado em convênio firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no ano de 2006, visando à construção de sistema de abastecimento de água no município.
O contrato foi celebrado no mandato anterior, mas devido a inúmeras prorrogações de vigência, a gestão de Gilberto Aroso ficou responsável pela apresentação das contas, que deveriam ter sido prestadas até julho de 2009. Ao término desse período, o prefeito, alegando situação de emergência no município, pediu a prorrogação do prazo por mais 90 dias. No entanto, vencido esse tempo, o denunciado não fez a prestação de contas.
De acordo com o MPF, deixar de cumprir a obrigação legal relativamente à prestação de contas, no tempo estipulado em convênio, confugira crime de responsabilidade, previsto no Decreto-lei 201/67 e punível com pena de detenção, de três meses a três anos.
A denúncia aguarda recebimento pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Com informações da assessoria de comunicação do MPF.
PS: Estive afastado hoje. Desculpem-me. Culpa da internet.
24 de agosto de 2010 às 13h53min
Que a famiglia Sarney não deixa passar nem cargo de R$ 1.700,00, todos no Maranhão e no Brasil já sabiam. A coleção de escândalos no Senado foi a mera confirmação dessa tara por dinheiro público.
Agora o jornalista Luís Cardoso (confira aqui WWW.luiscardoso.com.br) mostra que a famiglia não faz cara feia quando se trata de dinheiro público: pode ser federal, estadual ou municipal.
Cardoso acaba de publicar no blog a folha de pessoal da paupérrima cidade de Paço do Lumiar. Por lá estão pendurados, sem pôr os pés na cidade, talvez nem saibam onde fica, a irmã de Sarney e outros bichos da famiglia.
Também recebem sem trabalhar socialites, empresários, políticos fracassados e uma fauna de dar medo em cobra. Todos amigos da famiglia.
Depois Roseana Sarney vai para a televisão mentir que quer desenvolver o Maranhão. Quer desenvolver a política de Mateus, aquele que tem por lema primeiro os meus.
P.S: Contam-me que o operador Fernando Sarney anda cheio de moral (logo ele, o marido promíscuo que tem filhos por tudo quanto é lado) a falar de quem bebe ou deixa de beber. Sei, conforme a Polícia Federal, que Fernando Sarney não se interessa por literatura, mas por dinheiro federal, mas não custa mostrar-lhe uns versos de Manuel Bandeira de 1925:
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Siga o blog no twitter.