11 de outubro de 2010 às 13h38min
Relatório de análise do processo de votação eletrônica encomendado pela Coligação “Muda Maranhão” (PCdoB, PPS e PSB) traz dados no mínimo suspeitos a respeito da eleição no Maranhão.
Foi constatada, por exemplo, incompatibilidade na ata de Geração de Mídia no que se refere aos Flash Cards (Flash Card é um cartão de memória eletrônico, que funciona como um pequeno disco rígido das Urnas). Na Ata da Cerimônia de GM encontra-se informação conflitante sobre a quantidade de Flash de Carga geradas.
Eis o que dizem os advogados da coligação na petição:
“A cerimônia se estendeu por 4 dias e a quantidade de Flash de Carga geradas aparece descrita no balancete diário, no balanço final e na tabela Distribuição de Mídias anexada à ata que explicita a destinação de cada Flash de Carga por município, Zona Eleitoral e Seção Eleitoral, com os seguintes valores :
no 1º dia : 257
no 2º dia : 238
no 3º dia : 236
no 4º dia : 200
total : 931
na tabela: 694 Flash de Carga com destino determinado
diferença: 237 Flash de Carga sem destino especificado
Destaque-se que as 694 Flash de Carga com destino determinado cobrem todas as 14.243 seções eleitorais não havendo explicação para quais seções seriam as 237 Flash de Carga geradas a mais e sem destino previsto”.
E mais:
“Já os arquivos de LOG das 30 máquinas usadas na Geração de Mídias registram a geração de 969 Flash de Carga sendo 8 delas com numeração duplicada.
A geração de Flash de Carga diferentes para seções eleitorais diferentes mas com mesma numeração é totalmente irregular pois, pelo projeto e especificação de segurança do sistema, deveria ser impossível este tipo de ocorrência”.
Urnas biométricas – Mas as suspeitas não param por aí. Nas urnas biométricas (em que o eleitor para votar usa como “documento” a digital) de Paço do Lumiar e Raposa, houve uma inversão da tendência da curva de abstenção. O Maranhão teve a mais alta abstenção do país, com 23,9% de ausência às urnas.
Acontece que Paço do Lumiar e Raposa tiveram, respectivamente, apenas 6,56% e 7,48% de abstenção, o que é incongruente com o percentual médio do Estado e de outras cidades em que a eleição se deu pelo sistema biométrico, tais como Capanema (PA) e Piripiri (PI), com percentuais de 10,78% e 12,04% de abstenção.
Nos dois municípios, houve 2.991 liberações do sistema biométrico pelos mesários. Ou seja, as máquinas não conseguiram fazer a leitura das digitais desses eleitores. Quando isso ocorre, o mesário faz uso de uma senha específica para permitir a votação por meio do sistema não-biométrico. O que causa estranheza: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que a média de tal ocorrência é abaixo de 1%, ao passo que em Paço do Lumiar e na Raposa a média foi de 6,3%.
Mais suspeitas – No relatório de análise do processo de votação eletrônica a que o blog teve acesso aparecessem mais casos suspeitos.
No levantamento de um número restrito de municípios, há, por exemplo, a constatação de que 18.719 votos foram registrados após as 17h20 e que o tempo entre os votos foi abaixo de 1 minuto. Nessas áreas a candidata Roseana Sarney obteve percentual acima de 55%.
Na apresentação da notícia de prática de possível irregularidade, os advogados da Coligação “Muda Maranhão” pedem a autuação de processo administrativo para esclarecimento e apuração dos fatos e realização de auditagem e perícia nas urnas utilizadas no 1º turno das eleições do Estado onde foram encontradas inconsistências.
7 de agosto de 2010 às 07h14min
Como prometido, reproduzo hoje a entrevista com Flávio Dino, postada aqui no dia 8 de junho. Na época foram entrevistados Jackson Lago (PDT), Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (PMDB). Todos eram ainda pré-candidatos. Reproduzo as entrevistas por instigação da leitora Amanda, como já expliquei ontem, ao postar outra vez a entrevista com Jackson Lago. A todos foram enviadas, por e-mail, sete perguntas.
Eis a entrevista:

Flávio Dino em caminhada no interior
É preciso proclamar a República no Maranhão
Pergunta – No primeiro mandato de deputado federal, e ainda sem concluí-lo, o senhor apareceu todo o tempo entre os quatro melhores deputados do país. O que faz alguém deixar um mandato assim avaliado e se lançar numa disputa incerta ao Governo do Maranhão?
Flávio Dino – Compromisso! Compromisso e um forte sentimento de que é necessário contribuir ainda mais para uma mudança efetiva na realidade maranhense. O Maranhão pode ser diferente, pode ser um estado em que haja justiça para todos, em que o desenvolvimento seja verdadeiro, assegurando condições de vida digna para toda a população. A disputa é de fato incerta, mas não apenas para mim. É incerta para todos os candidatos, uma vez que o povo é quem decidirá, em outubro. Tenho convicção de que é possível construir uma grande vitória política, que é possível vencer as eleições.
P – O senhor acredita que Roseana Sarney perde essa eleição, mesmo sabendo que o uso da máquina no Maranhão é acachapante e praticamente uma tradição?
FD – Essa é uma prática que precisa ser duramente combatida pela Justiça Eleitoral. A propósito, tenho dito que nós precisamos proclamar a república aqui no Maranhão, tamanha é a confusão que se faz entre público e privado. Acho que é possível vencer, portanto que é possível derrotar a governadora Roseana Sarney Murad nessa sua quarta disputa pelo governo do Maranhão. Ela representa um bloco político que não tem mais o que dizer, que não conseguiu criar uma alternativa consistente de progresso para o Maranhão. O sentimento de renovação e mudança irá prevalecer.
P – Petistas aliados seus em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Luís, mudaram de malas e bagagens para o lado da governadora Roseana Sarney em detrimento da aliança com o PCdoB. Que avaliação faz dessa mudança?
FD – É uma lamentável incoerência. Nossa aliança em 2008 era visando um projeto que não se esgotava numa eleição. Várias vezes conversamos com esses companheiros sobre a natureza estratégica de nossa aliança. É uma pena que hoje tenham optado por um poder decadente, abandonando a perspectiva de uma profunda mudança na política maranhense. Vivemos um momento agudo da nossa história, um momento em que é possível virar a página, escrever uma nova página, e esses companheiros a quem você se refere poderiam dar uma grande contribuição para o Maranhão acompanhar o Brasil em seu processo de desenvolvimento com justiça social.
P – Vamos supor que o PT nacional trate de invalidar a decisão da maioria petista que no Encontro de Táticas escolheu a aliança com o PCdoB. Petista na juventude e aliado não-fisiológico do Governo Lula na Câmara, o senhor tomaria que decisão?
FD – Não creio que o PT nacional irá cometer um ato contrário à lei, aos seus estatutos e à democracia interna. Mas se isso acontecer, se depender somente de mim seguirei adiante, porque a candidatura é resultado do anseio de forças vivas da sociedade, de partidos políticos como o PCdoB, meu partido, o PSB, da imensa maioria do próprio PT e dos movimentos sociais do Maranhão.
P – A campanha ainda nem começou e as baixarias contra o senhor já são visíveis, inclusive com apelações grotescas. Na campanha, como o senhor pretende encarar isso?
FD – Realmente estou impressionado com o nível de pânico e desorientação dos nossos adversários. Uma política de ódio, que nada traz de positivo. Lamento muito que isso ocorra. Na campanha para a prefeitura em 2008 apelaram para todo tipo de baixaria, mas não conseguiram conter o crescimento de nossa candidatura, que saiu de 4% no inicio da campanha e chegou ao final do segundo turno com 45% dos votos. O povo maranhense merece uma campanha limpa e repudiará atos de baixaria, creio nisso. Em vez de intrigas e fuxicos, propostas e debate sério; essa será a minha conduta.
P – Como o senhor analisa esse um ano de governo Roseana Sarney?
FD – São dez anos de governo Roseana Sarney e o mesmo modelo. Ou seja, muita mídia e poucas ações concretas, que mudem efetivamente a condição de vida dos milhões de maranhenses mais pobres. Lembro o senador Cafeteira fazendo essa crítica nos anos 90. Somos detentores dos piores indicadores sociais, mas não vemos nenhuma política pública que tenha como meta melhorar a condição social do nosso Estado. E não estou me referindo a um mero slogan, marketing, propaganda e publicidade; estou falando de um modelo de desenvolvimento para o nosso estado que priorize a justiça social e melhore a distribuição de renda em nosso estado, um novo modelo de desenvolvimento. Estou falando de um modelo de governo que não discrimine os municípios, pelo contrário, que dialogue com todos eles, independente de quem esteja à frente da prefeitura. Estou me referindo a um modelo de governo que inverta as prioridades. Isso significa dizer trabalhar para a excelência dos serviços públicos, a fim de que a população tenha acesso à educação, saúde, segurança, trabalho e renda.
P – Dá para dizer a primeira medida que o senhor tomaria se viesse a ser eleito governador?
FD – Posso apontar algumas atitudes que estarão presentes desde o primeiro dia do nosso governo. Combater duramente a corrupção. Saber ouvir o povo, com humildade. Entusiasmar e valorizar os servidores públicos e os empresários do Maranhão. Viajar permanentemente por todo o Estado para ficar próximo das comunidades. Priorizar as políticas sociais. Demonstrar diariamente aos pobres, aos pequenos, aos esquecidos, que eles têm no Palácio dos Leões um companheiro que conhece as leis e luta pelos seus direitos.
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29 de julho de 2010 às 11h44min

Dilma irá ao palanque de Flávio
A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, no Maranhão participará do palanque de Roseana Sarney e de Flávio Dino, conforme o blog apurou com fonte petista de Brasília. A coordenação política da campanha decidiu que a candidata participará dos palanques dos aliados. Já o presidente Lula bateu o martelo: informou aos aliados que nos Estados escolherá pessoalmente em que palanque subir.
Tanto o PMDB de Roseana Sarney como o PCdoB de Flávio Dino são da base aliada do Governo Lula. Em 2008, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff esteve em São Luís no comício de encerramento da campanha de prefeito de Flávio Dino.
O único Estado em que há problemas é Alagoas. Lá disputam o governo os aliados Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor (PTB). A confusão por lá é tanta, que a sugestão da coordenação política da campanha é a seguinte: Dilma não ir ao Estado.
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28 de julho de 2010 às 16h51min
O Congresso Em Foco publicou matéria em que aponta Flávio Dino, Jackson Lago e Roseana Sarney como os principais candidatos ao Governo do Maranhão. A relação segue abaixo, com o nome dos maranhenses em destaque.
Os principais candidatos a governador por partido:
PMDB – 12 – André Puccinelli (MS), Carlos Gaguim (TO), Confúcio Moura (RO), Geddel Vieria Lima (BA), Hélio Costa (MG), Iris Rezende (GO), Jarbas Vasconcelos (PE), José Fogaça (RS), José Maranhão (PB), Roseana Sarney (MA), Sérgio Cabral (RJ) e Silval Barbosa (MT)
PSDB – 12 – Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Expedito Junior (RO), Geraldo Alckmin (SP), José de Anchieta Jr. (RR), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Marconi Perillo (GO), Sílvio Mendes (PI), Simão Jatene (PA), Téo Vilela (AL), Tião Bocalom (AC), Wilson Santos (MT)
PT – 9 – Agnelo Queiroz (DF), Aloizio Mercadante (SP), Eduardo Valverde (RO), Ideli Salvatti (SC), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tarso Genro (RS), Tião Viana (AC) e Zeca do PT (MS)
PSB – 8 – Camilo Capiberibe (AP), Cid Gomes (CE), Eduardo Campos (PSB), Iberê Ferreira de Souza (RN), Mauro Mendes (MT), Renato Casagrande (ES), Ricardo Coutinho (PB) e Wilson Martins (PI)
DEM – 4 – João Alves (SE), Paulo Souto (BA), Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN)
PDT – 4 – Carlos Eduardo Alves (RN), Jackson Lago (MA), Osmar Dias (PR) e Ronaldo Lessa (AL)
PTB – 3 – Fernando Collor (AL), João Vicente Claudinho (PTB) e Lucas Barreto (AP)
PP – 2 – Angela Amin (SC) e Neudo Campos (RR)
PR – 2 – Alfredo Nascimento (AM) e Lúcio Alcântara (CE)
PCdoB – 1 – Flávio Dino (MA)
PMN – 1 – Omar Aziz (AM)
PPS – 1 – João Cahulla (RO)
PSC – 1 – Joaquim Roriz (DF)
PV – 1 – Fernando Gabeira (RJ)
(Informações do site Congresso em Foco)
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26 de julho de 2010 às 15h39min
Em reunião com lideranças políticas e empresariais de Sítio Novo, na manhã de domingo (25), o candidato ao Senado pelo Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB), criticou o domínio político da família Sarney no Maranhão e afirmou que o Estado deseja mudança. Zé Reinaldo estava acompanhado de Flávio Dino, (PCdoB) candidato a governador, e Miosótis Lúcio, (PPS) candidata a vice pela coligação Muda Maranhão.
Vinte dias após o início da campanha, o ex-governador disse acreditar que os maranhenses estão querendo renovação política e destacou a receptividade com que é recebida a comitiva em todas as cidades do interior do Estado. “Estamos numa caminhada decisiva para o Maranhão, que pensávamos ter conseguido em 2006. Mas agora temos uma coisa muito forte a nosso favor, o sentimento do povo. Nunca vi simpatia tão grande a um candidato a governador como tenho testemunhado em todos os municípios acompanhando o Flávio”, disse.
Durante a fala, Zé Reinaldo citou também a contradição social no Estado, que apresenta uma das melhores condições de desenvolvimento, no entanto, possui índices reprováveis. “Somos o 13º eleitorado do Brasil e aqui os candidatos à Presidência não vêm ou quando vêm é rapidamente. Por quê? Porque tudo está contaminado pela família Sarney”.
Humberto Nascimento, militante do PCdoB na cidade, também ressaltou essa disparidade. “O Maranhão é um Estado que tem potencial altíssimo, mas possui os piores índices de saúde, desenvolvimento humano, educação, infraestrutura. A solução para isso está em Flávio Dino”, recomendou.
O empresário e ex-candidato a prefeito pelo PPS, João Pequiá, afirmou que “Zé Reinaldo é uma pessoa que admiro muito. É daqueles que não promete, cumpre. E isso que estamos precisando, por estarmos órfãos de políticos que tenham responsabilidade com nosso município”, ressaltou.
Durante a ida a Sítio Novo, a comitiva fez questão de prestar uma última homenagem ao ex-prefeito da cidade, Raimundo Nascimento, falecido na manhã de domingo. Eles foram até o velório onde se solidarizaram com os familiares do ex-prefeito.
Caminhada
A onda vermelha também tomou conta da cidade de Jenipapo dos Vieiras. Percorrendo as principais ruas do Centro da cidade, os candidatos cumprimentaram a população. Pelo percurso, Zé Reinaldo sentiu muitas demonstrações de carinho e declarações de voto. A lavradora Maria da Conceição de Jesus, 66, foi uma delas. “Estou com ele sim. A gente quer mudança, meu voto é do Zé”, afirmou. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Itaipava do Grajaú, através do presidente da instituição, o professor Roniere, também esteve presente na caminhada e demonstrou apoio ao candidato ao Senado.
(Com informações da assessoria de imprensa)
25 de julho de 2010 às 13h15min
Ao ler o resultado da pesquisa realizada pela Escutec, deparei-me com um dado interessante.
Na pesquisa espontânea (aquela em que não é apresentado nenhum nome de candidato ao entrevistado) 38,1% dos eleitores aparecem indecisos.
É um número alto.
A soma do percentual de Jackson Lago (25,8%) com o percentual de Flávio Dino (16,8%) é 42,6%.
Ou seja, por 4,5% o número de indecisos não empata com a soma de Jackson e Flávio.
Bom, aqui os números querem nos dizer algo. Dizem, por exemplo, que Jackson Lago precisa conquistar apenas 4,2% desses 38,1% de indecisos e aguardar que Flávio Dino conquiste 3,2% também desses 38,1% de indecisos. Isso levaria a disputa para o segundo turno.
Como o leitor pode observar, não são percentuais do outro mundo que os dois oposicionistas precisam alcançar para tornar o segundo turno realidade.
Isso numa leitura em que o quadro siga, no lado da oposição, favorável a Jackson Lago (PDT).
É evidente que Flávio Dino (PCdoB) guarda consigo uma série de vantagens. A campanha ainda não foi para a televisão e para o rádio. Coisa importante no Maranhão, como já escrevi. E ele já aparece com 16,8%, número nada desprezível. Ou seja, o quadro pode virar e Dino se transformar no principal personagem.
Mas aí são outros quinhentos.
11 de julho de 2010 às 20h39min

Seis quilômetros de carros enfileirados
Seis quilômetros de carros enfileirados e decorados com bandeiras, adesivos e tocando os jingles da campanha. Era assim que estava a primeira carreata realizada por Flávio Dino em São Luís. A atividade é parte da campanha de Flávio Dino ao governo do Estado e foi, como todas as ações realizadas desde o início da campanha, marcada por forte adesão popular.
“Ficamos muito felizes em constatar a adesão da população à nossa campanha e ao sentimento de mudança que queremos representar. É mais uma ação que demonstra, cada vez mais, que a nossa caminhada está no rumo certo”, avaliou Flávio Dino ao final da carreata.
A candidata a vice-governadora, Miosótis Lúcio, ressaltou a presença dos militantes e lideranças partidárias na carreata. “O PCdoB, o PPS, o PSB e os petistas que estão conosco estão levando cada vez mais longe essa mensagem de renovação do Maranhão, que é o que o povo quer. O resultado são manifestações de apoio como essa que estamos vendo hoje”.
Trajeto

Flávio Dino e a candidata a vice
Além de Flávio Dino e Miosótis Lúcio, participaram da carreata o candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares, e diversos candidatos a deputado estadual e federal, petistas e movimentos sociais. Pouco depois das 10h, a carreata saiu da Praça Maria Aragão. De lá, foi à Camboa, passou pela Alemanha, Maranhão Novo, Vinhais, Cohama, Olho D’Agua e pelas praias do Calhau e da Ponta D’Areia.
A população respondeu com acenos e sinais de positivo à passagem do desfile. A carreata foi a primeira da campanha e a segunda atividade de Flávio Dino em São Luís. Nos últimos dois dias, ele estave no interior do Estado, na região tocantina e no Vale do Pindaré.
(Com informações da assessoria do candidato)
1 de julho de 2010 às 02h50min

Flávio prega a renovação
Com apoio do PSB e do PPS, o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) será candidato ao Governo do Maranhão. Seu nome foi homologado ontem durante convenção estadual do PCdoB realizada no auditório Fernando Falcão. No mesmo ato, foram confirmadas as candidaturas do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e do advogado e historiador Adonilson Lima (PCdoB) ao Senado Federal. Flávio Dino terá como vice a psicóloga e professora Miosótis Lúcio (PPS). O senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) representou a direção nacional do partido comunista.

Auditório estava lotado
Lideranças políticas de diversas regiões do Estado, representantes dos três partidos coligados, petistas, membros dos movimentos sociais e de entidades como a CUT e a FETAEMA estiveram presentes, fazendo da convenção um ato de grande representatividade. Hoje, quinta-feira, Flávio Dino concederá entrevista coletiva, às 10h, no Grand Hotel São Luís, para apresentar a chapa completa e os principais pontos do seu programa de governo.
Ao discursar, José Reinaldo disse que a candidatura de Flávio Dino representa a renovação política. “Esse modo de governo só levou à pobreza e à miséria”, afirmou José Reinaldo. Quem também criticou duramente o atual modelo de administração do governo maranhense foi o deputado federal Domingo Dutra (PT). Disse que “os petistas que não se venderam estão com Flávio Dino” e vão levá-lo ao segundo turno e à vitória nas eleições de outubro. O vice-presidente estadual do PT, Augusto Lobato, garantiu que a maioria dos petistas apóia Flávio Dino.
A psicóloga e professora, companheira de Flávio Dino na chapa, Miosótis Lúcio foi aplaudida quando disse que iria “trabalhar arduamente para fazer de Flávio Dino governador do Maranhão”. “Foi aqui (na convenção do PCdoB) que sempre quis estar”, garantiu. A candidata a vice-governadora disse que é preciso construir o Maranhão de igualdades e de oportunidades para todos. “Nós vamos construir um grande Estado”, afirmou.
Flávio Dino conclamou o povo a ser um porta-voz de sua campanha em cada canto do Estado. “Nós queremos e sabemos como fazer diferente e para isso precisamos de todos vocês”, conclamou Dino para depois criticar os modelos de desenvolvimento implementados no Maranhão. “Não queremos somente um Maranhão da propaganda, pois até agora, o que se vê é um estado de propagandas de projetos grandiosos e fantasiosos como modelo de desenvolvimento do nosso Estado”, criticou. “O Pólo de Confecções de Rosário, por exemplo, é o símbolo de um Maranhão que não queremos”, disse sob aplausos. Para Flávio Dino, o projeto que os une é aquele que “não aceita que um Estado tão rico seja o mais pobre do Brasil”. Flávio Dino disse não ter dúvidas de que sairá vitorioso das eleições de outubro. Garantiu que ao assumir o Palácio dos Leões vai governar para os pobres, para aqueles que não aparecem nas propagandas, para milhares de anônimos que não têm acesso à educação, saúde, emprego, moradia.
Flávio Dino concluiu o discurso, afirmando da alegria de ter como companheira de chapa uma mulher. “Vou concluir dizendo da minha alegria e do meu orgulho de ter a companheira Miosótis Lúcio, que representará a sensibilidade, a sabedoria, a força e a coragem que as mulheres têm”, disse.
(Com informações da assessoria do candidato)
24 de junho de 2010 às 23h30min
Depois da rápida análise a respeito da candidatura de Roseana Sarney e do grupo ligado a Jackson Lago, comento a candidatura de Flávio Dino. Segue abaixo.
Uma coisa ninguém nega: nas últimas quatro décadas, não surgiu no Maranhão nenhum político com o cacife de Flávio Dino (PCdoB). Goste-se dele ou não.
Tem sensibilidade social, vem do movimento estudantil universitário de esquerda, construiu boa carreira no Judiciário, como deputado federal apagou todos os maranhenses seus antecessores e contemporâneos, tem larga formação cultural e bom traquejo político.
Petista na adolescência, pensou em ser candidato a deputado federal pelo PT. Mas, lúcido, viu aquilo não se trata de um balaio de gatos, mas um ninho de cobras. Optou pelo PCdoB, partido que não lhe tolheria a carreira política.
Até aqui dá para entender.
Acontece que a escolha pelo PCdoB comporta também outra escolha: pertencer à base aliada do Governo Lula. Bem aqui nascem os problemas e as contradições da escolha de Flávio Dino.
Se o PT maranhense é essa coisa sem pé nem cabeça, o PT nacional tem agravantes levadas ao cubo: tem mensaleiros, carregadores de dinheiro em cueca, aloprados querendo comprar dossiês, o aparelhamento do Estado, a medíocre política externa (sempre ao lado de ditadores e salafrários). Para não falar no enriquecimento do Lulinha, no operador dos porões da República Zé Dirceu. E no glorioso monumento à ignorância chamado Dilma Rousseff.
Flávio Dino e aliados (por um lado até dá para entender, quando se observa um PSDB subalterno aos índices de popularidade de Lula) se defendem, por exemplo, das inúmeras canalhices do PT nacional sempre defendo o lulo-petismo. E brigam para mostrar que o melhor para Dilma Rousseff é o PCdoB.
Eis o calcanhar de Aquiles de Flávio Dino.
Dino e aliados ainda não descobriram que Lula não é o rei da cocada preta no Maranhão. Basta analisar com propriedade o que tem sido o Maranhão nessas quase cinco décadas. Por isso mesmo, um discurso contra Lula em todo o Brasil é uma temeridade, menos aqui.
Não canso de dizer: por estar ligado ao lulo-petismo, a candidatura de Flávio Dino tem contradições insanáveis.
Afora as qualidades citadas inicialmente, pesa a favor de Dino a vontade de 60% da população maranhense que deseja mudanças.
Daí ele ter virado inimigo público número 1.
12 de junho de 2010 às 13h57min
Colho esta pérola no sítio de O Vermelho, o jornal do PCdoB:
“Para Domingos Dutra, a decisão do PT nacional representa uma contradição política com o governo do presidente Lula, que está democratizando o Brasil e, no Maranhão, eterniza uma oligarquia de 40 anos, em detrimento dos aliados históricos do PT, como PSB e PCdoB”.
Colho e reproduzo para que o leitor entenda que tenho razão, desde que venho escrevendo sobre as contradições do PCdoB, do PSB e de parte do PT que apóia Flávio Dino.
O Diretório Nacional do PT mudou o apoio do PT maranhense, mas o lulo-petismo não tem culpa, não tem culpa o presidente Lula, que ordenou a mudança. Nada disso. Sarney é o demônio. Por favor, assim estão a ferir a nossa inteligência.
A decisão do PT nacional não “representa uma contradição política com o governo do presidente Lula”, como quer o deputado petista Domingos Dutra. A decisão, ao contrário, expõe as tripas do lulo-petismo. É o lulo-petismo em carne e osso.
Nem vou entrar na questão estapafúrdia de que o governo Lula já democratizando o Brasil. Contra piadas não há respostas.
Prossegue atual a análise que fiz no meu ex-blog: PCdoB, PSB e o grupo petista que apóia Flávio Dino estão presos numa teia: a teia do lulo-petismo. Isso gerou uma contradição insanável.
Não valem, também, as queixas ao PT nacional. O PT nacional continua o mesmo de quando Lula assumiu pela primeira vez a Presidência da República. Não mudou um milímetro. É o PT do Mensalão, dos aloprados do dossiê de 2006, que aparelhou a máquina administrativa da República, dos dólares na cueca e da súbita mudança de escala econômica da companheirada. E nem estou citando o escândalo do enriquecimento do Lulinha, filho do Guia Internacional dos Povos.
A contradição está em fazer parte da base aliada. E, repito, é insanável.