Blog do Kenard – Notícias e Análises

23 de outubro de 2010 às 11h09min

Lula diz que denúncia de fraude
de Dino é choro de derrotado

Depois de qualificar de ‘mentira descarada’ a reação do tucano José Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez de tudo ontem para evitar a imprensa. Seus seguranças chegaram a interpor uma van entre ele e os repórteres, para que não registrassem imagens de Lula.

Segundo assessores do presidente, ele se irritou com a reação de alguns petistas, que consideraram desmedida a forma como se referiu a Serra após a confusão no Rio. Lula se considera injustiçado, visto que teria atribuído a si a tarefa de liderar os militantes em favor da candidatura de Dilma Rousseff.

Ainda conforme seus auxiliares, Lula tem feito constantes mea-culpas por não ter levado Dilma à vitória no primeiro turno. Com essa dor de cotovelo, estaria se jogando de corpo e alma na disputa, como se fosse ele o candidato, e não a ex-ministra.

Nesse afã de vencer de qualquer jeito, Lula tem feito críticas à forma como Dilma se comportou no fim do primeiro turno. Para o presidente, ela deveria ser mais incisiva no combate à corrupção e deveria ter mostrado mais indignação ao responder sobre os escândalos envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra.

Conforme assessores, Lula está convencido de que fez o certo em relação ao episódio em que militantes petistas atiraram bolinha de papel e rolo de fita adesiva em Serra. Lula tem atribuído ao tucano a responsabilidade pelo clima de hostilidade. Para ele, Serra deu início a uma campanha movida pelo ódio.

Tem sobrado irritação para aliados até de outros partidos. Lula acha, por exemplo, que o deputado Flávio Dino (PC do B), derrotado por Roseana Sarney (PMDB) na disputa pelo governo do Maranhão, está se queixando à toa. Dino tem denunciado fraude na vitória de Roseana. Para Lula, é choro de derrotado, o que pode atrapalhar o trabalho de união no Maranhão em torno de Dilma.

(Com informações de o Estadão)

8 de outubro de 2010 às 10h31min

O milagre da multiplicação dos descontentes
deixou grogue o recordista de pesquisa

Por Augusto Nunes

Ainda atônito com o milagre da multiplicação dos descontentes, que transformou os 4% das pesquisas fabricadas em 54% dos votos válidos, o presidente Lula decidiu que, para avançar no segundo turno, o palanque de Dilma Rousseff precisa voltar a 2006. “Temos que tirar o foco do aborto e discutir a questão das privatizações”, ordenou o Mestre a seus devotos. A ideia só confirmou que um campeão nocauteado não deve tomar a iniciativa quando ainda está grogue. Antes que alvejasse José Serra com as invencionices forjadas há quatro anos para confundir o eleitorado e derrotar Geraldo Alckmin, foi devolvido à lona pela ofensiva da oposição.

Com o ânimo combatente que faltou no primeiro turno, Serra elogiou Fernando Henrique Cardoso, defendeu enfaticamente a abertura das telecomunicações e registrou que Lula, que teve oito anos para estatizar o que não deveria ter sido privatizado, leiloou dois bancos. Ao lado de Serra, o senador Aécio Neves deu o tom do segundo turno, como registra com o brilho habitual o colunista Ricardo Setti. Numa frase, resumiu o que Dilma ouvirá nos debates do segundo turno caso obedeça à ordem do chefe: “Se eles condenam as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular e jogue na lata de lixo mais próxima”, avisou Aécio.

“Temos que mostrar que existem dois projetos, e que um deles representa o passado”, disse Lula para justificar a retomada da lengalenga de 2006. As mudanças ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso, como atestam os números reproduzidos na seção Feira Livre, tornaram o Brasil bem mais moderno. O que lembra o tempo das cavernas é o país das estatais corrompidas, ineptas e aparelhadas que Lula preside. Nos últimos oito anos, a privatização foi substituída pelo arrendamento. Os Correios, por exemplo, estão arrendados ao PMDB. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal passaram ao controle do PT. A Eletrobrás foi anexada à capitania hereditária explorada pela Famiglia  Sarney.

As declarações de Serra e Aécio confirmam que os líderes do PSDB finalmente ajustaram o discurso à partitura composta por milhões de oposicionistas que enfrentam sem hesitações a Era da Mediocridade. Nos duelos com Dilma, Serra tem o dever de atacar primeiro. Em vez de esperar que a adversária lhe atribua a ideia de privatizar a Petrobras, por exemplo, o candidato tucano deve exigir que ela explique o arrendamento da empresa petroleira a um condomínio liderado pelo PT.

Em seguida, é só perguntar a Dilma se é verdade que pretende estatizar a telefonia. Se a Doutora em Nada disser que não, estará endossando as mudanças implantadas no governo de FHC. Se disser que sim, será condenada ao naufrágio nas urnas

24 de setembro de 2010 às 09h53min

Sanguessugas: 39 acusados por CPI são candidatos

Escândalo que envolveu o maior número de parlamentares em todas as legislaturas, a chamada máfia das ambulâncias resultou na abertura de processos de cassação contra 69 deputados e três senadores em 2006. Ninguém foi cassado. Mas apenas sete se mantêm no Congresso até hoje. Quatro anos depois, 39 dos 72 congressistas denunciados pela CPI dos Sanguessugas correm atrás agora de um novo mandato.

Entre os candidatos, 27 ainda têm contas a acertar com a Justiça Federal de Mato Grosso, onde tramita a maioria dos processos desencadeados pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. É o que revela levantamento feito pelo Congresso em Foco. De olho no voto do eleitor, eles respondem pelos crimes de quadrilha ou bando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na lista dos processados estão, por exemplo, os ex-deputados Nilton Capixaba (PTB-RO) e Cabo Júlio (PMDB-MG), que deixaram a Câmara com parecer do Conselho de Ética pela cassação de seus mandatos. A falta de prazo após a decisão do Conselho impediu a análise dos pareceres pelo Plenário antes do término da legislatura que acabou em 31 de janeiro de 2007.

Vereador em Belo Horizonte, Cabo Júlio foi o primeiro parlamentar condenado em primeira instância por envolvimento com a máfia das ambulâncias, em agosto do ano passado. O peemedebista – que em abril admitiu responsabilidade no caso – recorre da decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais.

Apontado pela CPI como um dos líderes do “braço político” do esquema de venda de emendas parlamentares e superfaturamento de ambulâncias, Nilton Capixaba foi acusado de receber R$ 631 mil do esquema, o segundo maior montante dentre todos os congressistas. De acordo com pesquisas locais, ele aparece na quarta colocação na disputa por uma vaga de deputado federal por Rondônia.

O Congresso Nacional é o principal objeto de desejo dos candidatos que tiveram o nome, de alguma forma, associado à máfia das ambulâncias: 24 buscam um mandato na Câmara dos Deputados e três, de senador. Outros dois disputam vaga de suplente de senador e dez concorrem a deputado estadual.

Nova chance

O Congresso em Foco procurou os ex-parlamentares denunciados pela CPI dos Sanguessugas que buscam um novo mandato. Entre os que retornaram o contato feito pela reportagem, o sentimento é de que o eleitor está disposto a lhes dar uma nova chance. Acusados de receber propina em troca de emendas para a compra de ambulâncias, todos alegam inocência e se dizem vítimas de denúncias caluniosas dos empresários Luiz Antônio Vedoin, Darci Vedoin e Ronildo Medeiros, sócios da Planam, empresa que encabeçava o esquema. Os empresários também respondem criminalmente à Justiça.

“Lamentavelmente no Brasil, a palavra de um marginal, corrupto ou ladrão vale mais do que a palavra de um representante do povo. Se o marginal acusa, não precisa provar nada. Para a mídia, tudo passa a ser verdade, e o representante do povo então tem que provar que é inocente. Há uma clara inversão do ônus da prova”, reclama a ex-deputada federal Edna Macedo (SP), candidata a deputada estadual pelo PSL.

Edna diz que está provando sua inocência na Justiça e que, em vez de enriquecer, empobreceu durante o mandato na Câmara. “Perante a Justiça estou provando a minha inocência até porque inexiste qualquer prova de meu enriquecimento ilícito. A bem da verdade, durante o meu mandato de deputada federal fiquei mais pobre e os membros da minha família também. Nunca ostentei sinais de riqueza”, afirma.

A candidata acrescenta que não tem motivos para se envergonhar. “Sou serva de Deus e tenho a consciência tranquila de que exerci o meu mandato com dignidade, honestidade e a acima de tudo com lealdade aos meus eleitores e amigos. Ando de cabeça erguida e pedindo voto a cada pessoa que encontro”, declara a ex-deputada, irmã do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e tia do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

“Denuncismo” e leviandade

De olho em uma nova cadeira na Câmara, Nilton Capixaba classifica como “levianas” as acusações de que teria participado da máfia das ambulâncias. Segundo ele, a confirmação de sua candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, por unanimidade, reforça sua idoneidade. Em mensagem enviada por sua assessoria, o ex-deputado critica a retomada do assunto pela reportagem.

“O candidato acredita que este episódio de denuncismo pode ter sido encomendado por adversários para tentar desestabilizar sua candidatura que está forte nos quatro cantos de Rondônia. Nilton Capixaba acredita na Justiça e tem certeza de que a população vai saber discernir este momento lamentável da política de Rondônia”.

Presidente do diretório estadual do PTB, Capixaba diz que apenas direcionava as emendas e que não podia, por isso, responder pela execução delas. “Vale ressaltar que o papel do parlamentar é simplesmente direcionar as emendas. Quem realiza a compra e a aquisição do objeto é a prefeitura e quem aprova os projetos para aquisição das ambulâncias é o Ministério da Saúde” destacou Nilton Capixaba.

Candidato a senador pelo PSC de Rondônia, Agnaldo Muniz também se diz vítima de perseguição política. “Provei minha inocência. Foi maracutaia do PMDB. Todas as testemunhas me inocentaram. A Polícia Federal diz que nada foi encontrado a meu respeito. O negócio é direcionado só para prejudicar minha campanha”, protesta o ex-deputado, que ainda responde a processo na Justiça Federal de Mato Grosso pelo caso.

“Precisava me afastar daquele rolo”

Coriolano Sales (BA) aguarda o desfecho do julgamento da Lei da Ficha Limpa para saber se poderá assumir o mandato caso seja eleito em outubro. Ele e Marcelino Fraga (PMDB-ES), hoje candidato a deputado estadual, foram os únicos a renunciar ao mandato às vésperas da abertura do processo de cassação no Conselho de Ética. Por causa disso, a candidatura dos dois está sendo contestada na Justiça eleitoral.

O ex-deputado baiano do PFL, que tenta retornar à Câmara pelo PSDB, diz que jamais teve contato com qualquer integrante da máfia das ambulâncias e que não se arrepende de ter renunciado, mesmo vendo que nenhum de seus colegas acusados foi cassado.

Coriolano afirma que não poderia “adivinhar” que a lei da ficha limpa, sancionada quatro anos depois, pudesse retroagir. Ele diz ter decidido deixar a Câmara à época para tentar assumir um mandato-tampão na prefeitura de Vitória da Conquista (BA). Segundo colocado na disputa municipal de 2004, Coriolano esperava ser convocado para substituir o então prefeito, cassado pela Justiça eleitoral. “Precisava me afastar daquele rolo”, lembra, em referência à máfia dos sanguessugas.

O candidato diz ter sofrido sérios prejuízos políticos com a denúncia, segundo ele, jamais provada. “Pago essa conta até hoje”, declarou Coriolano. O Congresso em Foco deixou recados no celular de Marcelino Fraga, mas não teve retorno.

Hora da colheita

De olho numa nova vaga na Câmara, Fernando Gonçalves (PTB-RJ) demonstra otimismo. “Quem planta o bem colhe o bem”, afirma o petebista, por meio de sua assessoria. Os auxiliares do candidato se dizem confiantes na eleição e na comprovação da inocência do chefe. “Ele não tem nada a ver com isso. O nome dele apareceu porque teve emenda. Mas quem faz licitação é a prefeitura. Quem manda pagar é o Ministério da Saúde”, acrescenta a assessoria de Gonçalves.

Candidato a deputado estadual pelo PRB, o atual vereador do Rio João Mendes de Jesus nega não só o envolvimento com a máfia das ambulâncias como também que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Ele nem aparece no horário eleitoral, não faz campanha. Candidatou-se por pressão do partido. Ele é candidato, sim, à reeleição de vereador em 2012”, informa a assessoria do ex-deputado.

O paraibano Carlos Dunga diz não se incomodar com as denúncias feitas pela CPI. “Estou tranquilo e pronto para responder o que for. Não tenho dúvida de que não tenho participação no fato. Essa demora no julgamento não me angustia”, afirma o ex-deputado, que é suplente do senador Cícero Lucena (PSDB-PB).

Julgamento das urnas

O ex-deputado Heleno Silva preferiu não se candidatar em 2006. Mas agora diz esperar que o povo de Sergipe lhe dê nova oportunidade de representá-lo na Câmara, porque acredita que não existe nada contra ele, apesar de o processo judicial ainda não ter acabado. “Eu acho que eu me devo uma nova chance”, diz Heleno, candidato a deputado federal pelo PRB. “Abri mão de concorrer ao mandato passado. Vou ter o julgamento das urnas, que é o mais importante que existe”.

Josué Bengtson, ex-deputado pelo Pará, destaca que sua candidatura foi registrada sem problemas pela Justiça Eleitoral. Ele afirma que preferiu não disputar nada há quatro anos, quando o episódio da CPI dos Sanguessugas estava em todos os noticiários. “Tomei a decisão naquela época porque “É uma coisa muito ruim você ter que fazer uma campanha explicando”, disse ele, de volta ao cenário político.

Agora, diz Bengtson, a disputa está bem mais difícil. Se antes o PTB precisava de 30 mil votos para eleger um deputado, cada um deve buscar ao menos 100 mil, nas contas do candidato. Tudo por causa da coligação com um número maior de partidos.

Bengtson e Heleno Silva não foram os únicos a não tentarem um novo mandato no calor das denúncias de 2006. Outros 22 denunciados pela CPI dos Sanguessugas não disputaram a eleição. Dos 50 que se arriscaram ir às urnas, apenas cinco se reelegeram: Wellington Roberto (PR-PB), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Pedro Henry (PP-MT), Wellington Fagundes (PR-MT) e João Magalhães (PMDB-MG).

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2 de agosto de 2010 às 18h22min

Blog do Kenard – O leitor com a palavra

É dando… Sábado, 31, o candidato a Deputado Estadual pelo PMDB Alberto Franco realizou o lançamento da sua candidatura no Lítero. Contam que havia por lá umas 3 mil pessoas. Leitor informa que boa parte dessa gente foi por conta da promessa de R$15,00. A maioria proveniente dos bairros Vila dos Nobres, Coroadinho, Bom Jesus e São Sebastião.

… Que não se recebe. O leitor conta ainda que  inúmeras pessoas ficaram sem receber os R$15,00. Esperaram até as 20h no escritório do deputado no Parque dos Nobres e ninguém apareceu para efetuar o pagamento.

É bala, amigo. A moda agora é pagar para o eleitor adesivar ou envelopar o carro. Leitor envia e-mail para contar que os candidatos a deputado Roberto Costa (PMDB) e Neto Evangelista (PSDB)não fazem cara feia na hora de espichar a grana. Costa estaria pagando RR$ 300,00 e mais meio tanque de gasolina para quem topar envelopar o carro com sua propaganda. Menos modesto, Neto estaria oferecendo R$ 500,00 para quem aceitar envelopar e R$ 300,00 para deixar pôr adesivos.

1 de agosto de 2010 às 08h30min

PMDB lidera impugnações com base na ficha limpa

Partido do vice de Dilma Rousseff teve 67 candidaturas contestadas.

Leia matéria completa clicando aqui em Congresso em Foco.

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29 de julho de 2010 às 11h44min

Dilma estará no palanque de Flávio Dino

Dilma irá ao palanque de Flávio

A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, no Maranhão participará do palanque de Roseana Sarney e de Flávio Dino, conforme o blog apurou com fonte petista de Brasília. A coordenação política da campanha decidiu que a candidata participará dos palanques dos aliados. Já o presidente Lula bateu o martelo: informou aos aliados que nos Estados escolherá pessoalmente em que palanque subir.

Tanto o PMDB de Roseana Sarney como o PCdoB de Flávio Dino são da base aliada do Governo Lula. Em 2008, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff esteve em São Luís no comício de encerramento da campanha de prefeito de Flávio Dino.

O único Estado em que há problemas é Alagoas. Lá disputam o governo os aliados Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor (PTB). A confusão por lá é tanta, que a sugestão da coordenação política da campanha é a seguinte: Dilma não ir ao Estado.

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28 de julho de 2010 às 18h20min

Lula negocia ministério
para favorecer Dilma

PT ofereceu ministério para peemedebista desistir de disputa no Paraná

No dia 30 de junho, o atual governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), anunciou que não concorreria a nenhum cargo nas próximas eleições. Estratégica, sua retirada ajudou o PT, o PDT e o PMDB a costurar uma aliança estadual. O senador Osmar Dias, do PDT, tornou-se candidato ao governo e acolherá Dilma Rousseff em seu palanque. Na disputa pelo Senado, os concorrentes da chapa passaram a ser o ex-governador Roberto Requião (de quem Pessuti foi vice) e a petista Gleisi Hoffmann. Só Pessuti pareceu não ganhar nada. VEJA.com apurou que não foi bem assim.

O governador ganhou uma promessa: a de que será ministro dos Esportes num eventual governo Dilma. Será um cargo de relevo nos próximos anos. O ministério vai tocar por boa parte das obras da próxima Copa do Mundo. Pessuti viajou na madrugada desta quarta-feira à África do Sul. Oficialmente, foi participar da celebridade de lançamento da Copa do Mundo de 2014, depois do encerramento da atual. Agora se sabe de outro motivo para a viagem: torcer por si próprio.

Costura – A retirada de Pessuti da campanha começou a ser costurada uma semana antes do anúncio.  O governador do Paraná teve longas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 22 de junho, ele e Osmar Dias se reuniram, de madrugada e em Brasília, com os presidentes nacionais do PT, José Eduardo Dutra, do PDT, Carlos Lupi, e do PMDB, Michel Temer. Foi um momento decisivo para o desenho da aliança que se consumaria mais tarde – causando inclusive um estrago nos planos do candidato presidencial tucano José Serra, que esperava contar com o apoio de Dias no Paraná.

Um dos que mais fizeram pressão para que Pessuti não disputasse nenhum cargo em 2010 foi Roberto Requião. Ele queria que Osmar Dias fosse candidato ao governo e não ao Senado – para facilitar sua própria campanha. Pessuti não engoliu a manobra. Esta semana, o governador começou a expurgar de sua administração os apadrinhados do ex-governador. Na terça-feira, confirmou que pediu a Lúcia Arruda, irmã de Requião, que entregasse o cargo de presidente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar).

Também foram demitidos o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e outros dois diretores da estatal, Paulo Marques (Diretor Administrativo Financeiro), e Lino Antonio de Campos Gomes (Diretor de Produção). Outro demitido foi o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Washington Rosa. Todos eram homens de Requião.

(Fernando Mello)

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28 de julho de 2010 às 16h51min

Site aponta favoritos ao Governo do Maranhão

O Congresso Em Foco publicou matéria em que aponta Flávio Dino, Jackson Lago e Roseana Sarney como os principais candidatos ao Governo do Maranhão. A relação segue abaixo, com o nome dos maranhenses em destaque.

Os principais candidatos a governador por partido:

PMDB – 12 – André Puccinelli (MS), Carlos Gaguim (TO), Confúcio Moura (RO), Geddel Vieria Lima (BA), Hélio Costa (MG), Iris Rezende (GO), Jarbas Vasconcelos (PE), José Fogaça (RS), José Maranhão (PB), Roseana Sarney (MA), Sérgio Cabral (RJ) e Silval Barbosa (MT)

 PSDB – 12 – Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Expedito Junior (RO), Geraldo Alckmin (SP), José de Anchieta Jr. (RR), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Marconi Perillo (GO), Sílvio Mendes (PI), Simão Jatene (PA), Téo Vilela (AL), Tião Bocalom (AC), Wilson Santos (MT)

PT – 9 – Agnelo Queiroz (DF), Aloizio Mercadante (SP), Eduardo Valverde (RO), Ideli Salvatti (SC), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tarso Genro (RS), Tião Viana (AC) e Zeca do PT (MS)

 PSB – 8 – Camilo Capiberibe (AP), Cid Gomes (CE), Eduardo Campos (PSB), Iberê Ferreira de Souza (RN), Mauro Mendes (MT), Renato Casagrande (ES), Ricardo Coutinho (PB) e Wilson Martins (PI)

DEM – 4 – João Alves (SE), Paulo Souto (BA), Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN)

 PDT – 4 – Carlos Eduardo Alves (RN), Jackson Lago (MA), Osmar Dias (PR) e Ronaldo Lessa (AL)

PTB – 3 – Fernando Collor (AL), João Vicente Claudinho (PTB) e Lucas Barreto (AP)

PP – 2 – Angela Amin (SC) e Neudo Campos (RR)

PR – 2 – Alfredo Nascimento (AM) e Lúcio Alcântara (CE)

PCdoB – 1 – Flávio Dino (MA)

PMN – 1 – Omar Aziz (AM)

PPS – 1 – João Cahulla (RO)

PSC – 1 – Joaquim Roriz (DF)

PV – 1 – Fernando Gabeira (RJ)

 (Informações do site Congresso em Foco)

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23 de julho de 2010 às 17h51min

PT na frigideira dos Sarney

Só os tolos não sabem que as denúncias a respeito de contratos altíssimos com dispensa de licitação na Secretaria de Educação do Maranhão saem dos intestinos do Governo Roseana Sarney (PMDB). O secretário é o petista Anselmo Raposo, que antes tinha um blog onde acendia os gravetos na esperança de um dia assar Sarney. Mudou de lado e mal sentou na cadeira de secretário e descobriu-se na frigideira dos Sarney.

Anselmo Raposo está sendo fritado sem azeite. E isso já começou a lhe inquietar.

Contam-me que depois de assinar os milionários contratos sem licitação, Raposo recolhe-se à solidão do gabinete a matutar sobre quem está por trás do vazamento das malfeitorias companheiras.

A Secretaria de Educação conta com um orçamento estratosférico. Entregar essa dinheirama para ser manipulada pelos petistas não agradou a 11 de 11 democratas e peemedebistas. Ainda que a recompensa de Roseana Sarney tenha sido o horário eleitoral do PT na televisão. Acreditam que a troca passou dos limites.

Então, de repente, não mais que de repente, o blog do Décio Sá mostrou que o companheiro educador fizera um contrato de mais de 17 milhões de reais sem licitação com um instituto, que institutos no Maranhão para esse tipo de negócio não faltam. O tal instituto levou logo de cara oito milhões de reais. Para complicar, o blog nada-companheiro ainda disse que o churrasqueiro convertido fora alertado pelo setor jurídico da secretaria a não fazer o negócio.

Foi o suficiente para pipocarem outras denúncias, todas de contratos altos não licitados.

Enquanto uns cuidavam da frigideira na cozinha, outros aliados de Roseana Sarney trataram de plantar a notícia de que Washington Luiz, o xerife do lulo-petismo no Maranhão, responsável por prender o PT ao PMDB, na semana seguinte iria renunciar ao cargo de vice-governador. Motivo: como João Alberto leva jeito de quem vai ter a candidatura ao Senado impugnada, queria de volta o cargo de vice. Os dois, Xerife e Carcará, renunciariam no mesmo dia. E nem bem a notícia foi soprada, já havia o novo nome para concorrer ao Senado.

O xerife e o churrasqueiro convertido não sabem no que se meteram. Ou por outra: sabem muito bem. Mas perder a estrela ou virar churrasco é nada perto da montanha de contratos.

18 de julho de 2010 às 12h06min

Washington: coligação me escolheu
para vice, não para deputado federal

Entrevistei há pouco o petista Washington Luiz, candidato a vice-governador na chapa de Roseana Sarney (PMDB).

Perguntei-lhe:

- É verdade que você renunciará no começo desta semana, e será apenas candidato a deputado federal?

E ele:

- Essa é uma conversa maluca, não existe nada disso. Sou candidato a vice e não a deputado federal.

A conversa que corria ontem dentro do PMDB e que acabou no blog do jornalista Luís Cardoso, dava conta de que o candidato a senador João Alberto (PMDB) dificilmente deixará de ter a candidatura impugnada por representar oficialmente a governadora em duas reuniões de governo. De outro lado, Washington Luiz estaria com problemas por não ter apresentado documento provando que se desincompatibilizara de cargo no CEFET. Daí a mudança.

Washington Luiz:

- O que houve foi o seguinte. Os advogados quando apresentaram minha documentação esqueceram-se de anexar o documento provando que eu me desincompatibilizara dentro do prazo, mais exatamente no dia 2 de junho. Mas isso já foi feito e não tenho problema algum para me candidatar.

Renovei a pergunta:

- Então você segue candidato a vice-governador?

E ele:

- Essa conversa não existe dentro de nossa coligação. A coligação foi feita e eu sou candidato a vice. A coligação não foi feita para eu sair candidato a deputado federal.

O que não conversamos, mas eu repasso agora aos leitores.

Os boatos saíram de dentro da coligação PT-PMDB. Mais: é profundamente estranho que João Alberto, político experiente, tenha cometido a ingenuidade de representar a governadora em reunião de governo. Pior: o governo publicar em seu site a matéria com foto de uma dessas reuniões. Pode ser que Roseana Sarney nada saiba a respeito, mas que aí tem, aí tem. Se vai gerar frutos, aí são outros quinhentos.

(Havia dito aos leitores que não postaria nada nos fins de semana, a não ser que a notícia fosse de extrema importância. É o caso)