8 de novembro de 2011 às 11h24min
Com o feriadão passado, autoridades maranhenses trataram de nos envergonhar, como sempre.
Roseana Sarney se afastou do governo e passou a bola ao vice Washington Luiz, que ficou dois dias no cargo e deu um passe curto ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo. Este último deu uma trivela e a bola foi parar no peito do presidente do Tribunal de Justiça, Jamil Gedeon.
O leitor desavisado há de imaginar que o governo é uma batata quente. Ninguém o segura por mais de dois dias.
Mas não é, meus caros. Há aí vaidade e promiscuidade.
A bola alcançou o presidente do TJ-MA como um agrado à vaidade. A ordem de Roseana Sarney era deixar Gedeon inaugurar um fórum em Caxias, terra natal do presidente do TJ. A ridícula, esdrúxula, promíscua e provinciana vaidade de ser governador no interior por um dia.
Por que promíscua?
Simples. Como um presidente de tribunal, depois desse mimo, vai convencer alguém de que o Tribunal de Justiça vai julgar com a imparcialidade exigida causas em que o Governo do Maranhão esteja envolvido?
Gedeon me fez lembrar do ridículo presidente da Câmara de Deputado Paz de Andrade. Numa viagem de Sarney ao exterior, ele assumiu a Presidência da República. Tratou de encher um avião de correligionários e tocou para Mombaça, sua terra natal.
O Maranhão é uma Mombaça despudorada.
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31 de outubro de 2011 às 14h44min
A presidente Dilma terá de escolher de duas listas tríplices dois nomes para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA).
Numa delas encontram-se os seguintes nomes: José Carlos Sousa e Silva, Valney Oliveira e Valdênio Caminha. É nesta que os olhos do Maranhão estão pregados. E por um óbvio e simples motivo: nela se encontra o nome de José Carlos Souza e Silva, homem de Sarney. Ele era o presidente da Fundação Sarney quando surgiram todos aqueles escândalos cabeludos de corrupção com patrocínios de dinheiro público.
Sarney trabalha desesperadamente nos bastidores para impor à presidente Dilma Rousseff a recondução do advogado José Carlos Sousa e Silva para o colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA). Sousa e Silva é da cota da OAB e, por ser jurista, depende da escolha através de votação do Tribunal de Justiça que encaminha a lista ao Tribunal Superior Eleitoral, que por sua vez submete o nome ao crivo presidencial.
O advogado José Carlos Sousa e Silva, que tinha assento no TRE-MA, é o relator do processo que o Ministério Público Eleitoral move contra a governadora Roseana Sarney, que pode terminar com a cassação do diploma de posse. Roseana teria exorbitado no abuso econômico nas eleições de 2010. Souza e Silva não alegou impedimento - imagina se o faria! – para relatar as investigações contra a filha de Sarney, seu padrinho político e ex-chefe na Fundação Sarney.
O grande Souza e Silva é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de corrupção. Coisa besta, não é verdade? No Maranhão dos Sarney isso não é folha corrida, é currículo.
Na gestão de José Carlos Sousa e Silva, a Fundação José Sarney foi acusada de desviar para empresas fantasmas e outras da família do presidente do Senado dinheiro da Petrobras repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. Até uma empregada doméstica “levou” dinheiro como pesquisadora, imagina!
Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, ao menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto.
Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, em 2009, mostrou que uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da famiglia Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício. A verba foi transferida em 2005 após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
A oposição maranhense precisa dar visibilidade nacional para mais essa jogada do coronel, sob pena de virar conivente.
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29 de outubro de 2011 às 10h01min
Chupa-cabra
A coluna Estado Maior, do jornal da famiglia Sarney, chupou mais uma vez – e certamente não será a última – notícia dada em primeira mão por este blog. Hoje disse que Flávio Dino (PCdoB), presidente da Embratur, era o preferido da presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Esporte. Pois é, o leitor pode ler em post mais abaixo a mesma notícia. Nenhum jornal ou jornalista do país sabia disso e só este blog havia noticiado.
PDT
Há um grupo do PDT que trabalha com a possibilidade de emplacar o vice se o candidato for Flávio Dino. Já há até a pessoa que desejam como vice: a médica Clay Lago, viúva do ex-governador Jackson Lago. À frente dessa ideia: Aziz Santos e Weverton Rocha. Anotem, a notícia é quetinha e em primeira mão.
Zzzzzzzz
Ninguém entende o silêncio do deputado Edivaldo Holanda (PTC) quando o assunto é a Prefeitura de São Luís. Realmente, não é para entender. Edivaldo Holanda deixou a suplência de deputado estadual e assumiu o mandato graças ao prefeito João Castelo (PSDB), que levou a deputada Graça Paz para o governo. Mais: Edivaldo ganhou o mandato com todos os cargos para preencher. Sortudo, não?
Licença
Roseana Sarney transformou o feriado em feriadão e pediu licença para tratar da saúde em São Paulo. Não vai fazer um mero check-up, como querem as notícias oficiais. Recentemente, a governadora sentiu-se mal no helicóptero que a levava para inauguração no interior do Estado. Ela chegou a vomitar. O problema não é simples, garante fonte ligada à governadora.
Madre Superiora
Sarney, mais conhecido pela turma do filho Fernando Sarney e pela PF como Madre Superiora, todos os dias ganha um artigo de repercussão nacional por conta da estatização da Fundação Coronel Sarney. Isso porque ele move montanhas para tentar limpar a biografia. Vai morrer sem conseguir. Por uma simples razão: a cada segunda-feira comete uma imoralidade.
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28 de outubro de 2011 às 21h05min
Leiam, a seguir, texto que comprova o amor de Sarney e de sua famiglia ao Maranhão. Eles nos envergonham a cada segunda-feira. Não há uma notícia sobre o Maranhão que nos envergonhe sem que um deles não esteja no meio. Vejam como o Brasil nos olha por conta deles:
(Reproduzido da coluna do jornalista Augusto Nunes)
Em 1990, para que a recém-criada Fundação José Sarney tivesse uma sede à altura do maranhense que acabara de deixar a Presidência, o governador João Alberto de Souza, agregado da Famiglia, doou ao patriarca o Convento das Mercês. Construído em meados do século 17 sob a supervisão do padre Antonio Vieira, a reliquía histórica e arquitetônica incrustada em São Luís abrigou a Ordem dos Mercedários até 1905, quando passou ao controle do governo estadual. Na semana passada, a abjeção consumada há 21 anos por João Alberto, hoje senador pelo PMDB, foi repetida em escalada ampliada pela governadora Roseana Sarney: controlada pela filha do presidente do Senado, a Assembleia Legislativa aprovou a estatização da Fundação José Sarney, rebatizada de Fundação da Memória Republicana Brasileira.
O Convento das Mercês já havia sido reincorporado ao patrimônio público em 2009, depois que a Justiça considerou ilegal a doação do prédio. Como a fundação está oficialmente extinta desde junho passado, foram estatizados, na prática, um rombo financeiro ainda por calcular, as despesas com a manutenção (R$ 60 mil por mês), pendências trabalhistas, suspeitas de desvios de verbas, um balaio de convênios irregulares, dois processos e o local assinalado por uma lápide onde Sarney pretende ser sepultado.
O patrimônio inclui “documentos históricos” relativos ao período em que Sarney foi presidente ─ atas de reuniões com ministros, pronunciamentos, entrevistas, anotações e outros papéis ─ obras de arte e uma biblioteca, além da estátua de bronze em tamanho natural que mostra Sarney lendo um livro num banco de jardim. Na justificativa do projeto, examinado e aprovado em menos de uma semana, Roseana capricha nos contorcionismos para transformar culpados em vítimas ─ e apresentar como gesto generoso mais uma prova da ganância dos donos da capitania hereditária.
“Lamentavelmente, a história da fundação tem sido marcada por constantes crises financeiras, haja vista que ela não dispõe de fontes públicas de financiamento para a sua manutenção, valendo-se, até agora, de assistemáticas contribuições de cidadãos e empresas privadas, insuficientes para custear o seu funcionamento”, choraminga um trecho do palavrório. “Isso é a perpetuação de um privilégio com dinheiro público”, replicou o deputado Marcelo Tavares (PSB-MA), líder da oposição na Assembleia. “Num estado tão carente como o Maranhão, estão socializando todos os custos e prejuízos desse absurdo”, completou Tavares.
Depois de devolvido ao patrimônio público, o Convento das Mercês continuou cedido à Fundação José Sarney, que em 1990 se comprometeu formalmente a cuidar do prédio. A promessa nunca foi cumprida, comprovam os numerosos sinais de deterioração e parte do edifício que ameaça virar ruína. Em 2010, arcos de sustentação no pátio interno tiveram que ser escorados com vigas de madeira. O acervo é castigado pelo mofo e pela humidade. Reflexo do quadro de abandono, o website da fundação está fora do ar e ninguém atende às chamadas telefônicas.
Em 2009, as contas atrasadas de água, luz e telefone somavam cerca de R$ 100 mil. No começo de 2010, o Ministério Público do Maranhão acionou o governo por ter feito dois repasses irregulares à fundação no valor de R$ 400 mil. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Contas da União acatou denúncia do Ministério Público Federal sobre o desvio de R$ 500 mil de uma verba de R$ 1,3 milhão proveniente de convênios firmados com a Petrobras. O esquema foi descoberto em 2009. Em nota, o governo do Maranhão jurou na semana passada que todas as dívidas foram quitadas. Também informou que não há data marcada para a abertura da instituição aos maranhenses que pagaram a conta.
Em vez de festejar sem ruído o socorro ilegal, Sarney resolveu provar que o errado está certo. “Vejo nessa reação, reunidos, todos aqueles defeitos que movem o ódio político: a inveja, a burrice e a ingratidão”, irritou-se. “É injusto esse debate de alguns idiotas sobre uma das maiores obras de amor e benemerência ao Maranhão que eu fiz: doar ao povo do Maranhão um patrimônio, que os outros presidentes venderam, do meu valioso arquivo de mais de um milhão de documentos, três mil peças de museu de obras de arte e uma biblioteca de mais de 30.000 livros, muitos raríssimos que acumulei ao longo de minha vida. E o fiz com grandeza, amor e desprendimento”.
Não foi por grandeza, amor e desprendimento que o senador ganhou da turma que comanda o apelido descoberto pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica. Virou Madre Superiora pelo que fez e desfez enquanto foi o dono do convento.
27 de outubro de 2011 às 22h33min
Quando, por conta do STF, ficou decidido que o ministro Orlando Silva cairia fora, escrevi aqui que achava que o substituto seria Aldo Rebelo. Como o ex-juiz federal e ex-deputado federal maranhense Flávio Dino, também do PCdoB, aparecia na lista de cotados, comentei:
“Leio que o presidente da Embratur e ex-deputado federal Flávio Dino, também do PCdoB, está entre os cotados para substituir Orlando Silva. É sabido do apreço de Dilma Rousseff por Flávio Dino (e a recíproca é verdadeira). Quando ainda na Casa Civil, Dilma veio ao último comício do então candidato Flávio Dino a prefeito de São Luís em 2008. Em 2010 Dilma torcia para que o PT maranhense estivesse com Dino e não com Roseana Sarney (PMDB). Aceitou a mudança pelo beiço, a contragosto, convencida por Lula e pelo PT de que era a estratégia certa. Ficou agradecida quando a campanha de Flávio Dino seguiu com seu apoio a ela (Dilma), apesar de tudo, inclusive no segundo turno. Tanto que no governo Lula Flávio Dino foi preterido por conta de Sarney, já no governo Dilma foi para a Embratur”.
Errei, porém, quando disse que minha intuição apontava que Aldo Rebelo era o preferido do Planalto, quer dizer, de Dilma Rousseff.
Hoje, quinta-feira, 27, conversei com uma fonte que me disse o seguinte:
- Você acertou quando disse que tudo indicava que seria Aldo Rebelo. Só que ali Aldo já era mesmo o nome. Antes, não. Antes sua análise de apreço mútuo entre Dilma e Flávio estava mais certa.
E esclareceu-me por telefone:
- A presidente Dilma Rousseff estava decidida por Flávio Dino. Tanto que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, havia confidenciado a algumas pessoas a preferência da presidente.
A fonte me disse ainda que um amigo seu (da fonte) estivera com Sarney (PMDB-AP) no auge da crise no Ministério do Esporte, quando o nome de Flávio Dino corria entre os cotados. A pessoa pediu a opinião de Sarney e ouviu que o ministério estava esvaziado e sem importância. Ou seja, sabendo que o ministério seguiria com o PCdoB e que a presidente tinha preferência por Dino, Sarney deu uma de raposa de fábula. As uvas estavam verdes, vocês me entendem.
Pois é, Flávio Dino, presidente da Embratur, perdeu o cargo de ministro do Esporte para o PCdoB. Por Dilma Rousseff ele estaria no cargo. Prova de que os comunistas do Brasil seguem idiotas. Flávio Dino ministro seria uma pedreira nas pretensões da oligarquia Sarney de fazer o sucessor de Roseana Sarney.
Prova de que Flávio Dino está no partido errado.
P.S: Reparem que Sarney fez de tudo para Flávio Dino não fazer parte do Governo Dilma. Quando Dilma já decidira que ele iria para a Embratur, Sarney no outro dia deu entrevista contra o sigilo das licitações para as obras da Copa do Mundo. Também sou contra, mas Sarney ali estava mandando recado, fazendo chantagem, coisa que faz com maestria. A imprensa nacional não se tocou. Eu escrevi aqui, o leitor pode procurar nos arquivos do blog.
27 de outubro de 2011 às 11h59min
A governadora Roseana Sarney (PMDB) vai tirar uma licença de dez dias, a partir de amanhã, sexta-feira, 28.
Fará check-up em São Paulo e deve aproveitar para fazer uma pequena cirurgia de correção no canal lacrimal.
Estivéssemos em outro Estado e nem seria notícia. Mas estamos no Maranhão da Revolução na Saúde, cantada em prosa e verso por Roseana Sarney e o secretário de Saúde, primeiro-cunhado Ricardo Murad, a peso de ouro nas propagandas da TV Mirante, de que ela, a governadora, é uma das sócias.
Aí, não dá para calar. É notícia.
Como é, minha senhora; como é, meu senhor, você não metem na cabeça do maranhense todos os dias que há uma revolução na saúde do Maranhão? Vocês não dizem todo o santo dia que estão criando 2 milhões de hospitais de alta qualidade para a população? Por que fazer check-up em São Paulo?
Sei, vocês sabem muito bem que não há revolução alguma na saúde! Há é superfaturamento, ausência de licitações e o retorno de dinheiro das construtoras para campanha eleitoral.
Certo, é que, ingênuo, eu precisava entender. Entendi!
26 de outubro de 2011 às 13h15min
Por pura intuição política, acredito que a presidente Dilma Rousseff e o PCdoB não consumem a mudançca no Ministério do Esporte ainda hoje. Por quê? Hoje o poilicial-denunciante das corrupções e ex-filiado ao PCdoB, João Dias, estará na Câmara dos Deputados. Qualquer mudança hoje pareceria motivada por ele. A política tem dessas.
Com isso não quero dizer que a saída não se consumará hoje. É só um palpite.
Leio que o presidente da Embratur e ex-deputado federal Flávio Dino, também do PCdoB, está entre os cotados para substituir Orlando Silva. É sabido do apreço de Dilma Rousseff por Flávio Dino (e a recíproca é verdadeira). Quando ainda na Casa Civil, Dilma veio ao último comício do então candidato Flávio Dino a prefeito de São Luís em 2008. Em 2010 Dilma torcia para que o PT maranhense estivesse com Dino e não com Roseana Sarney (PMDB). Aceitou a mudança pelo beiço a contragosto, mas foi convencida por Lula e pelo PT de que era a estratégia certa. Ficou agradecida quando a campanha de Flávio Dino seguiu com seu apoio a ela (Dilma), apesar de tudo, inclusive no segundo turno. Tanto que no governo Lula Flávio Dino foi preterido por conta de Sarney, já no governo Dilma foi para a Embratur.
Mas, de novo minha intuição diz que o Planalto prefere o deputado federal do PCdoB Aldo Rebelo. Aldo Rebelo enfrentou com dignidade e pulso todos os cretinos que são contra o novo Código Florestal. Algo nada fácil, os leitores sabem disso.
Cravo Aldo Rebelo. Vamos ver se estou certo.
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25 de outubro de 2011 às 12h24min
O coronel Sarney, senador do Amapá, ficou zangadinho com as denúncias Brasil afora da imoralidade consumada pela filha Roseana Sarney, que vai estatizar a fundação do papai. Escreveu um artigo furioso (naquele português que só ele conhece) no jornal da famiglia.
O coronel acredita que está fazendo um favor ao Maranhão ao receber dinheiro público para iluminar sua vaidade. Os maranhenses deveriam estar fazendo fila na porta da casa dele para agradecer.
Não coronel, pegue seus documentos e leve para casa e faça bom proveito. Por que não tratou de doá-los, já que são tão importantes, para a Universidade Federal do Maranhão? Não acredita na Universidade Federal? Doasse para a Universidade Estadual. Nem pensar, afinal sabe em que foi transformada a UEMA pela operosa filhinha. Pois que oferecesse as preciosidades à USP. Ou são tão insignificantes que a USP recusaria?
Há, ainda, uma solução fácil: chame as construtoras e empresas que se deram bem no tempo em que você foi presidente da República. Ou ainda: mande a Roseana chamar as construtoras que ganharam a construção dos 2.799 hospitais sem licitação para manter a fundação. Taí, uma boa pedida.
Duvido que qualquer desses esteja disposto a jogar dinheiro nas mãos de uma gente que tem o dinheiro por Deus.
A repercussão foi a pior possível. Daí o coronel fazer beicinho. Pior: chamou uma corriola de apaniguados para fazer a defesa do indefensável. Só gente desse calibre ousa aplaudir uma imoralidade.
Sarney prestou grandes serviços ao Brasil e ao Maranhão como presidente?
Ao Brasil deixou uma inflação espetacular, incomparável. Fez um governo corrupto (tenho quase uma sala inteira cheia de denúncias da época). No Maranhão não deixou nenhuma obra. Ops! Deixou: o Convento das Mercês, uma raridade que mandou restaurar para instalar a Fundação Zé Sarney. Com direito a uma tumba. A tumba da múmia, hehehe.
Quando todos estavam pensando que o coronel Sarney ia cair fora da política, voltou a ser senador, mas pelo Amapá, porque no Maranhão levaria uma surra humilhante.
Então foi sabatinado pela Folha de S. Paulo. Disse que não seria mais candidato a presidente de nada. Quando fechou a boca, estouraram as denúncias de corrupção do filho Fernando Sarney. A filha Roseana Sarney tinha uma denúncia sem fundamento no TSE para tomar o cargo do governador Jackson Lago.
Bom, Sarney tratou de se candidatar a presidente do Senado. Queria usar a influência do cargo para salvar o filho Fernando Sarney e devolver o governo à filhinha.
Eleito presidente do Senado, o Brasil voltou a lembrar da verdadeira estatura do Sarney: um ex-presidente da República (certo, ainda que graças às bactérias do Hospital de Base) que se presta ao papel de empregar pela janela e secretamente o namorado da neta. Papel ridículo, patético.
De qualquer pessoa, política ou não, que chega aos 80 anos espera-se comedimento, exemplo e dignidade. O que se pode esperar de um octogenário que assume tamanho cargo de importância na República para virar pajem de namorado de neta? Por favor, o coronel Sarney não merece uma fundação, merece um Museu dos Horrores.
24 de outubro de 2011 às 20h03min
No sábado, 15 de outubro, escrevi nas “Notas de Sábado”, duas notas a partir de comentário enviado por um leitor do blog.
Eis as notas:
Jorginho?
Outro leitor recomendou-me: procure saber do Ecodesign Calhau. E acrescentou: o empreendimento imobiliário tem cheiro de Jorginho Murad, o primeiro-damo.
Como assim?
Ele escreveu para o e-mail que mantenho para denúncias: robertokenard@bol.com.br. Escrevi-lhe de volta: quis a razão para ter “o cheiro”de Jorginho Roseana Murad. O leitor respondeu: “Tem como empresas participantes uma tal de Murad-Estrela e a Cantanhêde consultoria imobiliária”. Como nunca ouvi falar do Ecodesign Calhau, disse que vou pesquisar.
………………….
Bom, hoje o blog recebeu o comentário- explicação sobre o empreendimento Ecodesign Calhau, assinado por Marcos Gravitol. Por importante, achei melhor publicá-lo no espaço principal do blog. Segue abaixo:
Prezados participantes do Blog do KENARD,
Somos da empresa L&F Empreendimentos Sustentáveis. A L&F é a responsavel pela criação e lançamento do empreendimento ECODESIGN CALHAU, primeiro empreendimento ECO-SUSTENTÁVEL do Maranhão. Aportamos neste projeto tecnologia e design inovador, Fato que pode ser comprovado em visita ao nosso Stand, na Avenida dos Holandeses, Quintas do Calhau. A L&F é uma empresa Brasileira de know-how e expertise Espanhola.
As empresas comentadas em seu blog, parceiras da L&F, são contratadas para serviços especificos, onde o Escritorio de Isabela Murad e Milena Estrela foi o responsavel pela arquitetura de interiores e a empresa Cantanhede Consultoria Imobiliaria, para a venda do empreendimento e que atua juntamente com outras empresas de vendas no ECODESIGN.
Queremos aproveitar e convidar ao leitor do blog que fez o comentario para ele e aos outros leitores para visitarem o ECODESIGN e conhecerem o conceito deste empreendimento inovador em respeito a natureza e com nova proposta de moradia sustentavel.
Comentário do Blog: OK, está publicado o comentário com o destaque que nem foi pedido. Mas o leitor escreveu pedindo ao blog que averiguasse se o empreendimento tem algo a ver com Jorginho Murad, marido da governadora Roseana Sarney. O comentário passa ao largo do assunto. O signatário do blog ainda não teve tempo para ver se a suspeita do leitor tem algum fundamento. Promete, porém, verificar, afinal quando Roseana Sarney também era governadora Jorginho já esteve metido em empreendimento imobiliário, na cidade de Barreirinhas.
24 de outubro de 2011 às 14h27min
Quem será o candidato do Esquema Sarney ao Governo do Maranhão em 2014?

Luís Fernando
Há duas correntes dentro da famiglia, cada qual com um nome e um projeto.
Roseana Sarney (PMDB) trabalha para fazer de Luís Fernando, ex-prefeito de São José de Ribamar e Chefe da Casa Civil, o candidato à sua sucessão.

Ministro Lobão
Fernando Sarney e Sarney Filho (PV) trabalham para que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), seja o candidato. Como já escrevi aqui, se eleito, Lobão termina o mandato em 2018 com 82 anos. Ele, então, apoiaria o nome do deputado federal Sarney Filho a governador.
Roseana Sarney, segundo fontes ligadas à famiglia, não só trabalha pelo nome de Luís Fernando como tenta queimar o ministro Lobão para o pai, senador pelo Amapá José Sarney (PMDB). Diz ao pai que Lobão não é confiável, “é traidor”.
Fernando Sarney e o irmão Sarney Filho contam com as pesquisas eleitorais. Eles acreditam que Luís Fernando não conseguirá até lá emplacar bom porcentual de intenções de voto. Lobão sempre foi forte candidato, com largo apoio de prefeitos maranhenses.
Esse o quadro atual dentro da famiglia Sarney.
Quem prevalecerá?
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