Blog do Kenard – Notícias e Análises

30 de março de 2011 às 10h35min

Flávio Dino ainda resta
como única opção viável

Flávio Dino ainda é opção

Pelas conversas de bastidores e pelas mensagens postadas no twitter (estas pelo presidente do PCdoB de São Luís, Márcio Jerry), podem-se fazer algumas conjecturas a respeito de uma possível candidatura de Flávio Dino a prefeito de São Luís.

Em primeiro lugar: não está descartada, em hipótese alguma, a candidatura de Dino. Não ser candidato é que é uma possibilidade. Ponto.

Quer gostem ou não, Flávio Dino é hoje o grande herdeiro do espólio da oposição. Não vencer as eleições (2008-2010) não lhe arranhou a imagem em nada. Ao contrário: deu-lhe maior visibilidade e cacife.

Por exemplo: O candidato A disputa a eleição de prefeito com o candidato B. Ganha o candidato A e não faz uma administração pelo menos razoável. Na próxima eleição o eleitor tende a votar em quem? Claro, o primeiro nome que lhe vem é o do candidato B. É o óbvio da política.

Certo, uma nova derrota pode embolar o meio de campo em 2014. Mas, para tanto, o novo teste há que vir. Além do mais, sem o mandato de deputado federal (muito bem exercido, diga-se) e sem a Prefeitura de São Luís (em suas mãos ou de um aliado) fica deveras difícil fazer política de olho num cargo mais difícil de disputar como o de governador, convenhamos.

O presidente do PCdoB de São Luís, Márcio Jerry, aponta nomes como os de Bira do Pindaré (PT), Eliziane Gama (PPS), Marcelo Tavares (PSB) e até Moacir Feitosa (PDT) como sendo bons para a disputa com o prefeito João Castelo (PSDB).

Nada contra nenhum deles. Mas algumas considerações precisam ser feitas. Vamos por etapas.

Engana-se quem aposta na fragilidade total de Castelo. Nas piores situações ele nunca teve menos de 30% do eleitorado de São Luís, em qualquer circunstância ou disputa. É fato.

Ninguém também pode afirmar que não há mais tempo para reverter os índices negativos que a prefeitura vem colecionando com a administração Castelo. Estamos a um ano e sete meses da disputa. Acreditar só no pior seria ingenuidade.

Há outro fator a levar em conta. Os que se encontram no poder estadual não estão amarrados. Alguém há de dizer: mas Roseana Sarney e Castelo encontram-se em baixa. É verdade, mas nada que não possa ser revertido. Depende só deles. E eles contam com o cofre, é sempre bom lembrar.

Em resumo: com todo o respeito aos nomes citados pelo presidente do PCdoB de São Luís, nenhum tem ainda bagagem para uma disputa desse porte, sobretudo estando na oposição no âmbito municipal e estadual.

Flávio Dino ainda resta como a opção mais viável, apesar do que isso possa representar de positivo ou negativo para 2014.

29 de março de 2011 às 12h39min

TSE recebe recurso contra diplomação de Roseana

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu recurso contra a diplomação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e de seu vice, Washington Oliveira (PT), no Maranhão.

A ação foi impetrada pelo deputado estadual pelo PRTB José Maria da Silva Fontinele, que pede a realização de nova eleição no Estado. Conforme a petição, Roseana e Oliveira teriam utilizado, indevidamente, meios de comunicação social para sua reeleição.

No recurso, Fontinele acusa a governadora e seu vice de obter votos de maneira ilícita, de abuso do poder dos meios de comunicações, e utilização direta e indireta da estrutura da Administração Pública, em vários locais como escolas e ambulâncias.

Outro ponto abordado no recurso diz respeito ao fato de a governadora ter tomado posse em abril de 2009, sem se afastar para a reeleição, “desta forma ela estaria inelegível”, sustenta Fontinele.

Com informações da Folha.com

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29 de março de 2011 às 08h59min

Grupo de Luis Fernando derrotou
Ricardo Murad por duas vezes

A queda de braço no Governo Roseana Sarney não inclui somente a disputa pelo tutu. Alguns membros da família Sarney acham que Roseana Sarney está levando ao pé da letra o “governo de minha vida”. Dizem que o governo está sendo o governo da vida dela, mas querem que seja da vida deles também. Os desentendimentos por grana ficam para o próximo post.

Por agora, fiquemos com a reorganização no grupo por conta da sucessão em 2014. A batalha tem passado despercebida, mas existe. Aos detalhes.

Roseana Sarney e o marido Jorge Murad trabalham com a perspectiva de que em 2014 o candidato venha a ser o ex-prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando. Tanto que ele assumiu a chefia da Casa Civil neste quarto mandato da filha de Sarney.

O cunhado e secretário de Saúde, Ricardo Murad, não vê com bons olhos a opção preferencial por Luís Fernando. Isso lhe nubla as pretensões. Luís Fernando é, no panorama geriátrico da política maranhense, um jovem.

Como não pode suceder Roseana Sarney por conta do parentesco, não interessa a Ricardo Murad um governador com toda uma vida pela frente (pelo menos em tese). Assim Murad acaricia a opção Edison Lobão. O atual ministro de Minas e Energia tem 74 anos (terá 75 em 5 de dezembro). Em 2014, Lobão terá 78 anos, no caso de eleger-se terminaria o mandato com 82 anos.  

Queda de braço – O projeto de Luis Fernando vem de longe e conta com o auxilio luxuoso do conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE) Edmar Cutrim. Os dois são aliados políticos de boas datas. Quando Luis Fernando foi disputar a reeleição, o escolhido para ser o vice foi Gil Cutrim, filho do conselheiro. O jovem Cutrim é agora o prefeito de São José de Ribamar, com a saída de Luis Fernando para a Casa Civil.

Na outra ponta o então poderoso secretário de Saúde Ricardo Murad se movia. Com a reeleição da cunhada e a sua própria de deputado estadual, decidiu disputar a presidência da Assembléia Legislativa do Maranhão. Antes tratou de fazer o substituto na Saúde.   

Ninguém no Maranhão imaginou que o projeto de Murad viesse a dar errado. Já próximo da eleição, Murad agia como o novo presidente da AL. Mas havia uma pedra no meio do caminho. Ele não sabia que iria tropeçar feio nela. E até aqui os jornalistas que cobrem a área de política sequer sonham como se deu. Não um, mas dois tropeços.

Um chamado, uma chamada – O deputado Arnaldo Melo sempre sonhou com a Presidência da Assembléia Legislativa. Mas todos os seus movimentos nunca foram muito longe. Disputar com Ricardo Murad, então, nem passava pelos seus planos. Por duas razões: 1) o ímpeto politicamente agressivo de Murad e 2) todos tinham que a candidatura era abençoada pelo Palácio dos Leões e Melo desejava tudo, menos se incompatibilizar com o governo.

Porém, Arnaldo Melo recebeu um chamado para ir à casa do conselheiro Edmar Cutrim. Ali lhe foi dito que poderia disputar a presidência da Assembléia Legislativa. Melo não acreditava no que ouvia. Governista, ponderou que não poderia peitar o Governo do Estado.

Quando os argumentos não bastaram para convencer o temeroso Arnaldo Melo, Edmar Cutrim pegou o celular e fez uma chamada, sem dizer para quem estava ligando. Pegou o celular e passou para Arnaldo Melo.

Depois disso, Arnaldo Melo decidiu-se pela candidatura. Também não era para menos, quem falara com ele, do outro lado da ligação, era nada mais, nada menos que Fernando Sarney, irmão da governadora. Melo sabia agora que não estaria peitando o governo.

O resto foram as táticas, como a de levar todos os deputados que toparam a empreitada para uma fazenda afastada, onde ficaram incomunicáveis. A idéia também não foi de Arnaldo Melo.

Coube a Ricardo Murad a vexatória decisão de retirar a candidatura. A eleição garantida virara pó.

Mas, como dito acima, uma nova pedra surgiria no caminho de Murad. E um novo vexame.

Outra parte do projeto de Ricardo Murad era fazer do prefeito de São João dos Patos, José Márcio, presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Então surgiu a candidatura de Júnior Marreca, prefeito de Itapecuru. Marreca não conseguiria voar com as próprias asas, como todos sabiam.

O candidato de Ricardo Murad seguiu os passos do mentor: acabou por retirar a candidatura. Mais uma vitória do grupo de Luis Fernando, tendo nos bastidores o conselheiro Cutrim. Não é à toa que o 1º. Vice-presidente da Famem é o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim.

Até aqui o grupo vem colecionando vitórias. Luis Fernando trabalha para viabilizar o desejo de Roseana e de Jorginho de vê-lo governador. Edmar Cutrim corre por conta própria na tentativa de chegar ao final da corrida como vice. Anotem. A dupla promete.

P.S: O leitor interessado pode recorrer aos arquivos do blog para ler “De como Ricardo Murad dançou para Arnaldo Melo” (09/02), “É preciso ter olhos para ver” (18/02) e “A traição da família Sarney a Ricardo Murad” (21/02). Os três textos são, por assim dizer, esboços feitos no calor da hora deste texto de agora, feito a partir de fontes seguras e que não costumam me falhar.

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28 de março de 2011 às 12h55min

Os Sarney na sinuca de bico a partir de 2012

O leitor sabe que não sou rotineiramente otimista. Mas estou otimista por razões concretas. Vamos a elas.

Tenho dito que a política maranhense está circunscrita, no âmbito das lideranças, ao geriatrismo. Isso não é maléfico por conta da idade, mas por obra do currículo dessa turma.  

Bom, o cacique mais pernicioso aos interesses do Maranhão e do Brasil chama-se José Sarney. Aos 80 anos, pelos sinais exteriores de saúde, podia-se imaginar que o velho oligarca ainda tentaria mais uma eleição.

Bom, a eleição de 2010 para governador e senador no Amapá proporciona a ele restrita ou nenhuma possibilidade. Por lá, venceram as eleições os Capiberibe: o filho governa o Estado, o pai chegou ao Senado e a mãe ganhou uma cadeira na Câmara. Eles se encontravam na  por conta de manobras políticas de todos conhecidas.

É fato: Sarney não se elegerá pelo Amapá ainda que a vaca tussa. No Maranhão ele não arrisca o vexame, sobretudo no fim da carreira.   

Fora do poder, Sarney não terá como manipular o Governo Federal e as togas amigas. Sua sobrevivência política tinha esses dois pólos como alavanca.

No Maranhão a filha dileta não poderá mais tentar a reeleição. Os quadros do clube do oligarca minguaram. Se para a filha vencer em 2010 foram precisos ilícitos de toda ordem (inclusive encontra-se sob suspeita a manipulação das maquinas de votação), a eleição de um mero aliado conta com muitos percalços.

No outro lado, há uma oposição que desde 2008 apresenta-se com discurso e pratica novos. Essa oposição tem no ex-deputado federal Flávio Dino sua liderança mais expressiva. Ele “perdeu” (assim, entre aspas) a eleição de 2010 por meros 2.800 votos. Não foi pouco, acrescente-se.

Se já em 2012 essa oposição mostrar despojamento, coerência e altivez o primeiro passo para 2014 estará dado. 2012 é 2014, se é que me entendem. As vaidades pessoais devem ceder ao projeto de mudanças do Maranhão. O Maranhão deve ser o centro aglutinador da oposição responsável. Isso será cobrado, não tenham dúvidas.

Por fim, no lado governista os primeiros passos já foram dados. O grupo do chefe da Casa Civil, Luís Fernando, começou a mexer as pedras do xadrez político. Ricardo Murad foi a primeira vitima do grupo interessado na sucessão de Roseana Sarney.

É aguardar.

P.S: Por falar no grupo político de Luiz Fernando, adianto que amanhã o blog estará imperdível. Vou contar como se deram os primeiros passos para o fortalecimento do chefe da Casa Civil, que resultou em duas vexatórias derrotas de Ricardo Murad. Amanhã, não percam.

23 de março de 2011 às 11h51min

Sarney, a biografia encomendada

Eu não acredito em biografia autorizada, para começo de conversa. Alguém autoriza que se digam verdades incômodas a seu respeito? Nunca.

Bom, se o biografado é Sarney, a coisa piora. O sonho de Sarney é limpar a qualquer custo a biografia, esquecido de que não há borracha que apague o passado. O passado não se reinventa.

Portanto, a biografia autorizada de Sarney assinada pela jornalista Regina Echeverria não é autorizada, é encomendada.

Há no livro alguma linha a respeito do uso de informação privilegiada pelo senador do Amapá? Claro que não. Do contrário Echeverria teria de contar como Sarney sacou os milhões do Banco Santos antes da intervenção do Banco Central. Teria de contar também como Sarney tenta tomar as terras de um homem simples na cidade de Santo Amaro (MA) por conta da informação de que por lá pode ser encontrado gás.

Na biografia encomendada ninguém vai encontrar as relações do velho oligarca com togas amigas, sempre aptas a lhe favorecer, seja no TRE do Maranhão, no TSE ou no Superior Tribunal de Justiça.

O leitor de banalidades encontrará no livro um bom prato. Já o leitor informado e exigente não precisa abri-lo: na biografia encomendada não consta a historinha macabra de 1994, quando Sarney inventou um morto, Reis Pacheco, na tentativa de barrar o avanço do então oposicionista Epitácio Cafeteira na disputa com Roseana Sarney pelo Governo do Maranhão. O morto estava vivinho no Pará.

No livro alguém irá encontrar a imoral distribuição de canais de TV e rádio para segurar Sarney por cinco anos na cadeira de presidente da República? E a história dos milhões enviados à Suíça numa maleta que sumiu? E as traquinagens do filho Fernando Sarney?

Nada disso está na biografia encomendada.

Por enquanto, Honoráveis Bandidos, o livro do jornalista Palmério Dória, ainda é a melhor introdução à biografia do Sarney real.

Leia post mais abaixo a respeito da biografia surreal, a encomendada.

18 de março de 2011 às 09h48min

Professores reafirmam greve no Maranhão

Os professores da rede estadual do Maranhão estão em greve desde o dia 1º deste mês. Eles não reivindicam somente aumento salarial. Querem melhores condições para a Educação no Maranhão, uma das piores do Brasil.

O Governo Roseana Sarney não aceita as reivindicações e nega-se a discutir as questões com os professores. Inclusive, foi a Justiça que, como era de esperar, decretou a greve ilegal.

Os professores, no entanto, mostram disposição de prosseguir na luta.

Abaixo, Nota Oficial do Sindicato dos Professores, lançada após a greve ser decretada ilegal:

NOTA OFICIAL

Diante de notícias informando que o desembargador Marcelo Carvalho determinou a abusividade da greve dos educadores públicos do Maranhão, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) vem a público para:

1-Informar que oficialmente a entidade não foi notificada da decisão judicial e, assim sendo, a greve continua sem prejuízo para os profissionais da educação;

2-Comunicar que em última instância quem decidirá a continuidade ou interrupção do movimento grevista é a categoria reunida em assembleia geral, como determinam o Estatuto desta entidade, e que estas serão realizadas entre os dias 23 e 25 deste mês;

3-Relembrar que o direito à greve está previsto na Constituição Federal e que o Sinproesemma buscará o caminho da Justiça para reverter a decisão dada em caráter liminar (provisória) e de forma monocrática;

4-Reafirmar a legitimidade do nosso movimento paredista, pois desde 2009, nós, educadores (professores, especialistas e funcionários de escolas), estamos empenhados na definição, aprovação e aplicação do Estatuto do Educador, necessário ao reconhecimento e valorização do profissional, que pode dar ao ensino público a qualidade que a sociedade maranhense exige e paga por ela;

5-Afirmar que buscar na Justiça a decretação da abusividade de nossa greve é mais uma demonstração de que o governo Roseana Sarney (PMDB/PT) não está interessado nem no diálogo nem na solução dos problemas da educação pública, pois busca o confronto com os educadores, foge do debate na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, impede a realização de audiência pública sobre a questão e se escora em caríssima e mentirosa campanha de mídia;

6-Reafirmar que os educadores e educadoras maranhenses, representados pelo Sinproesemma, estão abertos à negociação e ao diálogo, mas não recuarão diante das ameaças, chantagens e repressão vindas do governo do Estado e continuarão em greve até que o Poder Executivo se disponha a negociar e atender as reivindicações dos trabalhadores.

Educação pública de qualidade só com o estatuto aprovado e o educador valorizado.

A greve continua! Estatuto já!

São Luís, 17 de março de 2011

Sinproesemma
Gestão Unidade pra Lutar

15 de março de 2011 às 11h43min

Roseana faz piada com vítimas das enchentes

Todos os anos sabemos quais os rios maranhenses que irão transbordar, em quais municípios e até que casas serão atingidas. E nada é feito para acabar com o desastre anunciado.

Bom, não era feito. Roseana Sarney, no quarto mandato, decidiu pôr o pingo nos ii (ou na chuva, o leitor decida) e uma pedra sobre o problema. E como é o governo da vida dela (nunca Roseana foi tão honesta, realmente é o governo da vida dela, da do povo não), o fará com inovação.

Leio que o Governo do Estado resolveu disponibilizar na internet uma página para orientar os maranhenses vítimas de catástrofes. No embalo – é o que se pode supor – do tsunami que atingiu o Japão. Só que aqui a catástrofe são as enchentes. As velhas enchentes cansadas de guerra.

Prova de que se trata de um governo virtual.

Não é difícil de imaginar, por exemplo, um ribeirinho de Pedreiras, ao ver a casa ser tragada pelas águas do rio, sentado no telhado, notebook no colo, a ler na página do governo como deve agir.

Parece-me que o governo erra só numa besteirinha: as vítimas das enchentes no máximo sabem assinar o nome e computador é algo que conhecem das propagandas na tevê.

Ou seja, antes de serem vítimas das enchentes, são vítimas sociais de governos que há 45 anos só roubam.

Roubar, eis aí um verbo que não é virtual.

15 de março de 2011 às 08h52min

Policiais também entram em greve no Maranhão

Os professores estão há mais de 10 dias em greve

Hoje os policiais civis do Maranhão fazem paralisação de advertência, com promessa de greve por tempo indeterminado a partir do dia 22 deste mês. A paralisação foi decidida em Assembleia Geral da categoria, realizada no último dia 1º. Os policiais param por conta da defasagem salarial da categoria.

Segundo Amon Jessen, presidente do Sindicato dos Policiais, desde setembro de 2009 os policiais estão com os salários congelados e há quase quatro anos com o auxílio alimentação atrasado. “Queremos com a paralisação valorizar a profissão do policial civil”.

Os policiais reivindicam 20% de aumento no salário, a correção da inflação dos últimos dois anos e aumento das gratificações que estão congeladas há mais de três anos.

O presidente do sindicato informa, ainda, que 30% da categoria irão continuar trabalhando nos serviços essenciais da segurança pública.

Professores – Há mais de dez dias em greve, os trabalhadores da educação estadual ainda não receberam do Governo Roseana Sarney nenhuma posição favorável às reivindicações da categoria, que motivaram a paralisação. Os educadores exigem a imediata implantação do Estatuto do Educador e do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que vêm sendo pleiteados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão – SINPROESEMMA, há cerca de dois anos.

2 de março de 2011 às 15h25min

O maracujá superdotado e o artigo do Sarney

O Maranhão sob Roseana Sarney acaba de produzir um espanto: o maracujá em forma de órgão sexual. O assunto rola pela internet, pós-espanto, na forma de riso.

Contam-me que um colunista social maranhense, ao ver a foto do maracujá-macho (assim a molecada o está chamando), teria dito:

- Meu Deus, é de verdade?

Outro colunista, este gaiato e nada social, pensou, mas não disse:

- Sim, mas ainda não é sabido se serve pelo menos para refresco.

A notícia ecoou no Senado. Sarney pensou em ligar para Roseana:

- Minha filha, como não me avisam de notícia tão alvissareira!

Pensou, mas não ligou. Depois das gravações de Fernandinho, o velho anda ressabiado.

Napoleão Sabóia ligou de Paris:

- Presidente, convoque uma coletiva. Mostre que o Maranhão tem agora uma agricultura superdotada. Ao mesmo tempo serve para abafar a notícia da greve dos professores.

Sarney passou a mão no bigode, pensou, pensou. Não, nada de coletiva. Passaria a imagem de oportunista, afinal a governadora é a filhinha.

Teve outra idéia. Chamou um assessor:

- Meu filho, escreva o artigo da Folha. Sobre o maracujá.

O assessor, meio sem graça:

- Sobre o maracujá?

Sarney, impaciente:

- Meu filho, o maracujá formidável do Maranhão. Veja a notícia na internet.

O assessor já ia saindo da sala, quando Sarney virou-se:

- Olhe, mas deixe o título comigo.

Sarney comandou a sessão no Senado inquieto. O maracujá não lhe saía da cabeça. Ou melhor, o título.

Na sexta-feira a Folha publicaria o artigo de Sarney com o título:

“Roseana sabe o que faz”.

P.S: Inspirado nos toques humorados do amigo Palmério Dória no twitter, resolvi retomar as minicrônicas humoradas que tanto sucesso fizeram no jornal Diário da Manhã.

2 de março de 2011 às 11h50min

Corrupção faz funcionários da Seduc ficarem sem salários

Eis o que envia o leitor do blog e funcionário da Secretaria de Educação do Maranhão, Aurélio:

Caro jornalista, trabalho na área de engenharia da Secretaria de Educação do Estado e como dezenas de outros servidores da engenharia e setor jurídico, estou com os meus vencimentos atrasados há 3 meses. Acontece que recebemos por meio da FAPEMA, e após as denúncias de fovorecimento de apadrinhados políticos, resolveram suspender todos os contratos e pagamentos que a FAPEMA tinha com a SEDUC, o que está causando um prejuízo muito grande aos pais e mães de familia que realmente trabalham na Sec, de Educação. Procuramos a FAPEMA e foi passado que não tem nem perspectiva de pagamento dos salários atrasado. Já estamos pensando em paralização das atividades, o que, junto com a greve dos professores, trará um grande transtorno na educação do estado.

Comentário do blog: Este realmente será o governo da vida de Roseana. Se nos outros o povo ficou a ver navios, neste então…