O coronel Sarney se considera inteligente e todo o resto uma massa de idiotas. Em primeiro lugar, Sarney não é inteligente, é um espertalhão demodée, digamos assim.
Como não tem justificativa para o atraso e a miséria do Maranhão sob a oligarquia que comanda há 45 anos, tenta procurar explicações incabíveis e patéticas fora do Estado.
Nas linhas tortas que escreve na Folha (os donos do jornal jamais conseguirão explicar a razão para a escolha de cronista tão criminoso: toda sexta-feira ele atira no idioma e no bom senso), voltou ao tom apelativo.
Diz a sério que “as coisas que acontecem no Brasil fora do eixo São Paulo-Rio têm quase sempre uma repercussão marginal. Não são devidamente comemoradas como brasileiras”. Uma injustiça, convenhamos. Sarney achou pouca a repercussão do Caso Lunus, no qual estavam envolvidos o genro Jorge Murad e a dileta filha e governadora Roseana Sarney? O que não dava, tenha paciência, era para comemorar.
Não faz muito o filho Fernando Sarney, a nora e a neta foram investigados pela Polícia Federal. Fernando acabou indiciado por uma série de crimes, entre os quais lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Todos viraram notícia no território brasileiro. Sarney queria o quê? Comemorações?
Nem bem o Brasil se refazia das estripulias de Fernando Sarney com o dinheiro federal e lá surgiu a denúncia de que o genro e a filha eram suspeitos de lavar dinheiro. A imprensa prontamente noticiou. A denúncia, é verdade, não foi devidamente comemorada como brasileira. Era demais.
Mas o que o coronel tem em mente é a reserva de gás descoberta no Maranhão. Só que todos os meios de comunicação divulgaram a descoberta que nada tem a ver com ele e a filha governadora do TSE. E aí está a mágoa do velho coronel. Ele queria ser louvado em prosa e verso pela imprensa como o responsável pelo gás que existe no Maranhão (como o atual patrão Lula, Sarney se acredita Deus. Certo que numa escala menor: Lula se acredita Deus do Universo e Sarney, do Maranhão). Um acinte, digamos logo, à Inteligência das pessoas do eixo Rio-São Paulo. E aos maranhenses decentes, acrescente-se.
No artigo em questão, Sarney apela para o preconceito. O nordestino é vítima do preconceito do eixo Rio-São Paulo. Naturalmente quer nos convencer de que a miséria do Maranhão, por exemplo, é culpa do preconceito. O eixo Rio-São Paulo não quer enxergar que o Maranhão é um Estado de índices sociais nórdicos.
Sarney seria ridículo se não fosse patético e culpado pela miséria que atribui ao preconceito.
Cada vez mais fica explicitada a razão pela qual a filha do coronel Sarney tirou na marra o PT da coligação com Flávio Dino. Nunca é demais lembrar: com o apoio de Lula, amigo de ditadores e colega do oligarca Sarney.
Quem assistiu a entrevista do candidato a governador Flávio Dino na TV Mirante, da famiglia Sarney, entendeu o ato de força que diminuiu a coligação “Muda Maranhão”.
Em cinco minutos, o tempo da entrevista, respondeu às perguntas sem tatibitate, sem chutar o traseiro do idioma, sem populismo de Sinhazinha, sem o vazio programático de Roseana Sarney. Mostrou que conhece os problemas do Estado. Melhor: sabe como encaminhar as soluções.
E não deixou de registrar, por várias vezes, a questão de governar com honestidade, aplicando um jeb de esquerda na famiglia que manda no Maranhão há 45 anos.
Enquanto isso, Sinhazinha segue cantando e cozinhando no horário eleitoral. Invencionices do marqueteiro do mensalão Duda Mendonça.
Como já escrevi, Roseana Sarney mente até quando canta e cozinha no horário eleitoral.
Roseana Sarney quer pegar carona na descoberta de gás em Capinzal do Norte, que nada tem a ver com ela, com a famiglia ou com o Governo do Estado.
Mas não é de estranhar. O pai, coronel Sarney, diz a sério que descobriu o Maranhão. Teria vindo bater nas costas do Maranhão, que ainda não era Maranhão e ele assim batizou, por conta de ventos imprudentes. Ele, na verdade, procurava o caminho para as Índias numa balsa precária.
A filha, para não negar o DNA, mente descaradamente no horário eleitoral na tevê e agora tomou para si a empresa de Eike Batista, que descobriu gás em Capinzal do Norte. Neste último caso pode até ser verdade, afinal todas as empresas para se instalar no Maranhão precisam abrir a sociedade para alguém da família. Quem sabe a famiglia já não tem um pé dentro da empresa de Eike Batista!
Quando se trata de Roseana Sarney, concordo com o Ricardo Murad ex-cunhado, ex-amigo e desafeto contundente (este foi abduzido e puseram um ET no lugar, que passou a fazer o que condenava):
Assisti aos programas de tevê dos três principais candidatos a governador do Maranhão.
O da filha de Sarney, com quase 10 minutos, apresentou mais do mesmo: imagens de um Maranhão de filme, onde tudo é lindo e risonho. A realidade maranhense passa longe dessas imagens. E as mentiras de sempre da famiglia: Sarney numa balsa precária procurava o caminho das Índias e, por conta dos ventos, chegou por aqui. Pensou em batizar o lugar como Terra de Santo Sarney, mas a cara de poucos amigos dos índios mudou-lhe a ideia. Que fosse Maranhão, vá lá, pouco importava. A terra ia ser da famiglia mesmo. E tudo floresceu. Sarney plantou as palmeiras, convocou os sabiás, deu aulas de poesia, folclore e construção civil aos nativos. Escondeu o jogo quando os índios perguntaram como fariam para ter dinheiro não declarado no exterior.
Esse o programa de Roseana Sarney: um mar de mentiras tendo ao fundo imagens de uma irrealidade.
O programa de Flávio Dino, o menor entre os três mais importantes candidatos a governador, pouco mais de dois minutos, optou por ter o candidato a dizer a razão para ser candidato a governador. Flávio Dino aproveitou de maneira razoável o tempo para fazer a crítica social da oligarquia Sarney e mostrar que o Maranhão pode ser diferente.
Já o programa de Jackson Lago – pouco mais de três minutos – foi eficiente. A ideia da apresentadora com a trena – fita métrica – a mostrar que Jackson foi eleito para quatro anos de mandato e lhe roubaram o tempo, é um achado. Ao diminuir o tamanho da trena mostrou que Jackson fez muito em tão pouco tempo (com imagens das obras e números das realizações) e para dizer o tempo da oligarquia mostrou que a trena toda aberta era ainda pequena. Realmente, um achado.
O camelô Lula não cansa. Na Avenida Paulista faz discursos para nababos, sente-se um deles. Em rádios do Nordeste, como acabou de fazer, discursa como se fosse Robin Hood:
“Só no gogó não dá. Tem que colocar o pé no barro. Esse Brasil não é a Avenida Paulista. Isso eu sei que incomoda. A elite política do Nordeste vive uma vida de nababo sem ter cuidado corretamente de seus Estados”.
Quem não é trouxa sabe que tudo não passa de mentira. Lula tornou os ricos mais ricos, os banqueiros que o digam.
Ele está há sete anos governando com Fernando Collor, que, até onde a vista alcança, não é da Avenida Paulista, é um nababo que não cuidou corretamente de Alagoas. Ao contrário, jogou uma pá de cal no que sobrara de decente no Estado.
Ele chama Sarney de homem incomum. Sarney e a família vivem sob suspeita de ter dinheiro não declarado no exterior, mas isso não os transforma em membros da Avenida Paulista.
Lula gravou mensagem para a campanha de Roseana Sarney onde afirma que com ela os maranhenses terão uma vida melhor e comida no prato. Sarney e a família são nababos que não só não cuidaram do Estado como o transformaram num dos piores do país.
De que elite política do Nordeste Lula fala?
Simples, do senador Tasso Jereissati. Não consta que Jereissati tenha destruído o Ceará. Os cearenses, depois de Tasso Jereissati, vivem melhor que os alagoanos de Collor e os maranhenses dos Sarney.
Mas as escolhas de Lula dizem quem é Lula. As escolhas de Lula são Lula.
Em 2009 a revista Veja, a partir de dados do Banco Central recolhidos por auditores e pela Polícia Federal, mostrou que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), tinha dinheiro em contas abertas fora do Brasil. Toda a movimentação era controlada por Vera Lúcia Rodrigues, secretária de Edemar Cid Ferreira, banqueiro e controlador do Banco Santos, além de amigo íntimo de Sarney.
Papeis encontrados no arquivo do Banco Santos e obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo – incluindo relatório confidencial da instituição – indicam que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e seu marido, Jorge Murad, simularam um empréstimo de 4,5 milhões de reais para resgatar 1,5 milhão de dólares que possuíam no exterior. A operação foi montada legalmente no Brasil, com prazo de seis anos, dizem os documentos. O empréstimo, porém, foi pago por meio de um banco suíço cinco dias depois da liberação dos recursos no Brasil.
O casal, que sempre foi sócio em negócios nebulosos à sombra do poder, volta às manchetes. É um novo caso Lunus com indícios não menos graves. Como no escândalo que derreteu a então candidata à Presidência da República, agora a filha do coronel Sarney veste-se de Maluf e diz que não sabe de nada.
Como não sabe de nada se nos documentos há a assinatura dela? A assinatura foi psicografada? Até onde é sabido, de manhã Roseana Sarney acende uma vela numa igreja católica e de tarde assume seu lado umbandista em Codó, no terreiro de Bita do Barão. Seria uma novidade as suas relações com o espiritismo.
O certo é que vai se confirmando que a famiglia tem, sim, dinheiro em contas abertas no exterior. Primeiro foram as denúncias contra Sarney. Depois contra o operador Fernando Sarney. Agora foi a vez da governadora do TSE. Ressalte-se: ter dinheiro no exterior não é crime, desde que o dinheiro tenha sido declarado à Receita Federal. Aí está o problema dos Sarney e dos Murad. O dinheiro deles lá fora não está declrado. O que leva a algumas hipóteses, entre elas, a de lavagem de dinheiro sujo.
É interessante observar as ligações dos Sarney e dos Murad com Edemar Santos Ferreira. Jorge Murad e Roseana Sarney são padrinhos de casamento do banqueiro falido. Roseana, inclusive, usava um cartão de crédito de Edemar, como dependente. Sarney, dias antes da intervenção no banco fraudulento, foi informado a tirar mais de dois milhões da conta que tinha no Banco Santos.
Impressiona como essa gente é insaciável. Há 45 anos mamam nas tetas da Viúva estadual e federal, recolheram milhões e milhões, mas não se saciam. É essa famiglia que agora gasta uma fortuna – naturalmente, não saída dos bolsos deles – para seguir no poder no Maranhão com a filha e o marido encrencados em escândalos que não podem negar.
Como dizia a charge, que ficou famosa na internet, da época dos escândalos no Senado:
A idéia era postar a entrevista uma parte por dia. A leitora Carolina Jansen deu-me idéia melhor: ela disse que seria melhor para o leitor do blog ver as três partes de maneira sequenciada. Concordei. Daí as três partes juntas.
Não há palavras no idioma para classificar o lulo-petismo. O lulo-petismo é inclassificável. Só a esquerda remunerada (portanto, não-esquerda) e uma determinada parte da classe média que carrega culpas imemoriais, sabe-se lá por quais problemas freudianos, e os muitíssimos ricos que ganham muito em quaisquer governos, inclusive no governo do ex-operário que prometia, quando na oposição, destruí-los, olham um Brasil nórdico nos dias atuais.
Em primeiro lugar, só analfabetos ou canalhas de berço proclamam que um período de relativa bonança na economia é fruto de um único governo. A partir do vice-presidente Sarney, os governos cometeram erros crassos, grotescos na economia. Sarney achou de laçar o boi no pasto, Collor fez um plano cretino (aplaudido pela esquerdista Maria da Conceição Tavares, que chegou a chorar em horário nobre na tevê) e confiscou a poupança dos brasileiros que justamente votaram nele.
No governo Itamar Franco nasce o Plano Real, criado por uma equipe de economistas sob a batuta do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Portanto, foram necessários todos os equívocos e cretinices anteriores para que o Plano Real nascesse, a partir de condições objetivas na sociedade brasileira. Ressalte-se que o PT foi contra o Plano Real, justo o plano que deu o famoso tiro na inflação e mudou a cara do país.
Mas não foram só Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso os responsáveis pelo país em que agora vivemos. Antes houve o movimento das Diretas Já, que levou milhões de brasileiros às ruas por liberdade, direito de votar e pelo fim da ditadura militar. O movimento não vingou – a ditadura estava no hospital, mas respirava ainda muito bem –, mas gerou o desejo de mudanças até em setores da sociedade até então anestesiados.
Veio a disputa pela presidência no Colégio Eleitoral. O Brasil que sonhava com liberdade e dias melhores torceu pela vitória de Tancredo Neves. O PT não só foi contra votar em Tancredo Neves como expulsou dois parlamentares que votaram pela liberdade.
Sem esse panorama, nunca teria havido o Plano Real, a vida que levamos agora e o PT, que sempre esteve contra as melhores ideias e o melhor caminho para o Brasil, jamais teria sonhado em chegar ao poder.
Chegou ao poder e logo tratou de negar novamente a história dessas lutas para se pôr, de maneira egocêntrica e doentia, como a única fotografia na parede. Como nos tempos crueis do stanilismo, faz de tudo para apagar as outras imagens da fotografia. O stalisnismo, sabiam os que o combatiam e souberam depois os que o aplaudiam mecanicamente, só gerou corrupção, o assassinato de milhões de adversários e décadas e décadas de atraso. O PT tem gerado a corrupção e, por enquanto, não tem sido vitorioso na implantação do partido único e no assassinato dos adversários. Por enquanto.
O PT se jacta de criador do Bolsa Família. Uma meia verdade, pior que uma mentira inteira. Foi no governo Fernando Henrique Cardoso que surgiram as tais bolsas, com outros nomes. O PT e Lula chamavam-nas de esmola. Para saber disso, basta ter memória ou arquivos. O governo Lula juntou todos esses programas de distribuição de renda sob um único nome e num único cartão. Nascia o Bolsa Família, que todos os canalhas negam ter nascido antes de Lula.
Uma das grandes medidas do governo Fernando Henrique Cardoso – e não precisa gostar ou amar o PSDB para saber disso, basta não ser canalha – foi a Lei de Responsabilidade Fiscal. Quem hoje diz que não foi um dos grandes passos contra a corrupção administrativa no Brasil? Ninguém, nem o PT que foi grotescamente contra na época.
O PT, sejamos justos, tem uma vantagem sobre quem lhe faz oposição. É uma máquina de criar infâmias jamais vistas no Brasil. Não pensa duas vezes antes de lançar mentiras contra adversários, expondo-os a ignomínias de sarjeta, mesmo ao custo de tratar esses adversários como amigos de berçário logo depois. Estão aí Sarney (chamado de ladrão por Lula) e Fernando Collor (chamado de corrupto e adversário do povo). Todos hoje recebem carinhos e beijos do homem que acredita ser Pedro Álvares Cabral. Um Pedro Álvares Cabral de clínica psiquiátrica, esclareça-se.
O que o lulo-petismo fez de diferente no poder?
Absolutamente nada. Tudo que negou antes tratou de fazer em dobro. Da corrupção às alianças espúrias.
Definitivamente, o PT é uma Arena – o partido de apoio à ditadura militar – piorada. Na Arena havia canalhas oportunistas e de direitona, mas havia homens dignos, capazes, como se viu de alguns depois, de reconhecer erros e de mudar de posição em defesa do Brasil.
Dilma Rousseff foi entrevistada ontem no Jornal Nacional. Hoje será Marina Silva e amanhã, José Serra.
No geral ficou-me o seguinte: perguntas mais ou menos esperadas, ela responde com a decoreba (o que faz lembrar o ator ginasiano, que decorava as falas, mas não sabia interpretá-las no palco), quando as perguntas fogem do roteiro Dilma volta a ser Dilma.
Nas questões econômicas aproveitou para dar chutes, jogando sempre a bola para fora do estádio. Por exemplo: voltou a jogar na cara dos brasileiros os números dos empregos criados. O diabo é que ninguém desmente.
Esses milhões de empregos não são somente de empregos novos, como quer o governo e aceitam a imprensa e a oposição. No governo, o lulo-petismo fez uma bem urdida investigação nas empresas, para detectar quem não tinha carteira de trabalho assinada. Nada de errado até aí. O problema escandaloso está em juntar na mesma planilha empregos criados e a exigência da assinatura da carteira de quem já estava empregado. Mas isso tem passado em branco. Eis aí uma excelente pauta para a imprensa responsável.
Mas o melhor da entrevista veio quando Bonner disse que antes o PT criticava Renan Calheiros, Collor de Melo, Jader Barbalho, Sarney e agora estava aliado a eles. E perguntou: o PT estava errado antes, ou está errado agora?
Pronto, a pergunta saíra do roteiro.
Dilma saiu-se com esta: não estava errado antes e nem agora, simplesmente o PT não tinha experiência.
Aí estão a Dilma e o PT legítimos. O PT criticava Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor de Melo e Sarney não por ver nessas figuras o que todo o brasileiro decente vê, mas por inexperiência.
Agora sabemos que quando Lula chamou Sarney de ladrão estava simplesmente exercitando a molecagem e a irresponsabilidade típicas do adolescente (de péssima criação, diga-se) sem experiência. O diabo é que Lula já tinha passado dos 40 e já era o sapo barbudo de Brizola.
Atenção, editoras: hora de publicar novas edições dos dicionários. O PT acaba de mudar o significado da palavra fisiologismo. Fisiologismo=maturidade.