Blog do Kenard – Notícias e Análises

26 de dezembro de 2011 às 21h43min

Os canalhas da famiglia Sarney não piscam antes de mentir

Estou de férias, como sabem os leitores do blog, e assim queria permanecer. Acontece que um leitor enviou um comentário-aviso que merece resposta. Sobretudo porque confirma o que digo há muito: no Maranhão não se faz jornalismo, faz-se intriga, sempre pendurado num galho dos governos estadual e/ou municipal, ou em algum órgão ou secretaria de governo. O resultado é a mais crua picaretagem.

Pois bem, o leitor enviou a foto de um grupo do PPS reunido num café da Capital. Era antevéspera de Natal. A reunião, amistosíssima, era para jogar conversa fora, ao redor de um vinho amigo. Naturalmente que esse grupo não ficou ali a falar só da lua. Claro que a política esteve no meio.

Bom, segundo o leitor, foi o suficiente para um jornalista amestrado  (dos 256 mil que vivem no bolso da famiglia Sarney) ver trama. O amestrado tratou de dizer que o PPS segue numa guerra interna. Vejam só, os cretinos a soldo não podem ver texto ou saber de uma conversa amistosa sem enxergar capim. E logo tratam de baixar a cabeça.

Como inventou a tal guerra interna, não poderia deixar de inventar que ali havia só castelista (adeptos do prefeito João Castelo). E tratou de inventar também uma vítima: a deputada Eliziane Gama (PPS). O cretino logo cravou que a deputada não fora convidada e que por isso tramavam contra ela. Por quê? Porque ela não aparece na foto.

Só que alguém avisou que se tratava da mais deslavada mentira. O amestrado, então, disse que convidaram a deputada para o final da conversa, assim ela não apareceria na foto. Só um obtuso e que leva dinheiro por fora do governo Roseana Sarney (mas esconde isso dos leitores) poderia descer tanto.

Eis a verdade que o energúmeno a soldo distorceu.

O grupo se encontrou para se confraternizar. Como todos estão de uma forma ou de outra ligados à política, natural que a política não estivesse ausente. Por exemplo: o assunto que mais tomou o tempo do grupo foi outro energúmeno chamado Sarney. Ali discutiu-se o artigo postado aqui no qual mostro que Sarney é um político e um escritor medíocre. Portanto, não foi Eliziane Gama, mas um dos patrões do analfabeto o tema central.

A deputada Eliziane Gama foi chamada para a conversa. Só que chegou atrasada. Como haveria uma reunião com os pré-candidatos do PPS a vereador na sede do partido, ela, o deputado Simplício e o presidente do partido, Paulo Matos, tiveram de sair para recepcioná-los. Os dois últimos voltaram para a confraternização, menos a deputada. Pronto, aí está a trama e a guerra interna. Não, não se trata de cretinice, mas de coisa de vagabundo mesmo.

Mas completemos a desconstrução da canalhice. Dos que aparecem na foto, somente dois são declaradamente castelistas: o secretário Othelino Neto e o suplente de vereador Batista (coisa que nenhum dos dois esconde, diga-se).

A canalha sempre tenta desqualificar o presidente do PPS Paulo Matos. Bem, impossível esperar atitude digna dessa gente. Como esperar que eles contem a verdade, se a verdade depõe contra os patrões deles?

Vou contar a posição do PPS na eleição de 2010. E isso já desmoraliza a canalha.

Em 2010 a famiglia Sarney propôs ao PPS o seguinte: o partido teria dinheiro para a campanha de governador e receberia a secretaria de Administração no governo Roseana. Por quê? Por medo do candidato Flávio Dino (PCdoB). Sem o PPS não haveria candidatura de Flávio Dino. Vejam: o PPS precisaria ter candidatura própria ou apoiar Jackson Lago, porque a oligarquia achava fácil ganhar de Jackson.

E o que fez Paulo Matos? Simplesmente recusou o convite da oligarquia Sarney. Inteligentemente, o partido, seguindo a estratégia de Paulo Matos, decidiu não apoiar a candidatura de Jackson Lago (PDT), com quem o partido sempre esteve coligado. Por quê? Porque as possibilidades de segundo turno estariam anuladas. É esse Paulo Matos que gente sem escrúpulo tenta rebaixar.

Só mais um detalhe: desinformado a soldo, eu não estou na foto como jornalista, mas sim como membro da Executiva Estadual do partido (ou, da cúpula, como você prefere).

PS: Os políticos dessa oposição que aí está podem ser frouxos, cretinos ou vagabundos, eu não. Eles podem, como o frouxo do Marcelo Tavares (PSB), chamar canalhas de independentes. Eu não tenho motivo algum para ser pusilânime. Não deixo vagabundagem passar em branco. E, se preciso for, digo onde os safados sem escrúpulos recebem dinheiro. 

 

 

 

22 de dezembro de 2011 às 06h24min

Presidente da Assembleia do Maranhão deveria ser cassado
e obrigado a devolver cada centavo aos cofres públicos

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo, na segunda-feira assumiu um ilícito da tribuna. Ao ser pilhado nomeando Airton Abreu, antigo homem de Fernando Sarney, para um cargo que não exercerá, disse isto:

Eu quero dizer aos senhores deputados, que é verdadeira a nomeação do Doutor Airton Abreu feita por mim, e publicado no Diário desta Casa agora em novembro, não como funcionário fantasma, mas como cidadão maranhense, que está atravessando uma das fases mais difíceis da vida, com uma cirurgia que não teve êxito e que esta em fase de tratamentos alternativos, com acupuntura, fisioterapias e outros para se recuperar. E isto realmente é algo que nós não podemos aceitar”.

“Nomeei por questão humanitária e por questão de justiça. Enquanto eu for Presidente e ele estiver precisando de ajuda para tratamento de saúde nós daremos, a não ser que ele peça para ser exonerado novamente como fez da outra vez”….

O doutor Arnaldo Melo assume o ilícito atual e confessa outro anterior.

Doutor Melo, se você quer fazer caridade, trate de meter a mão no bolso, no seu, bem entendido; não no meu e no de milhões de contribuintes. Lamento que Airton Abreu esteja com problemas de saúde, sinceramente. Acontece que a Assembleia Legislativa não é Previdência Social. Ao confessar um crime contra o patrimônio público, você deveria ter o mandato cassado e ser obrigado a devolver cada centavo aos cofres públicos.

Este blog foi o único a publicar como se deu a eleição de Arnaldo Melo para a Presidência da Assembleia Legislativa. Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney, já agia como presidente eleito antes da eleição. Foi quando Melo foi convocado às pressas para uma reunião. Ali disseram-lhe para se candidatar. Arnaldo Melo disse que Murad já estava praticamente eleito e que não iria comprar briga com o governo.

Conversa vai, medo vem, passaram um celular para Arnaldo Melo. No outro lado da linha encontrava-se nada mais, nada menos do que Fernando Sarney, que tratou de tranquilizá-lo. Com o aval, Melo perdeu o medo e lançou a candidatura que… Saiu vitoriosa. Ricardo Murad retirou a candidatura quando viu que entrara no barco errado e que o capitão era Fernando Sarney.

Eleito, qual foi a primeira providência de Arnaldo Melo? Entregar a Comunicação da Assembleia Legislativa a Fernando Sarney. Este agradeceu e apresentou o nome: Dulce Brito, do Sistema Mirante de Comunicação (de propriedade da famiglia Sarney).

Eis que agora o caridoso Arnaldo Melo emprega como funcionário fantasma Airton Abreu, antigo homem de Fernando Sarney, atualmente com problemas financeiros e de saúde. Coincidências oligárquicas.

Até aqui a OAB-MA não se pronunciou, o Ministério Público não se pronunciou e os deputados, como esperado, puseram o rabo entre as pernas.

Tudo isso confirma o artigo “A longevidade de Sarney no poder é proporcional à mediocridade do maranhense”, que o leitor pode rever aqui.

PS: Os 256 mil blogues da famiglia Sarney, ávidos em apontar o dedo para a oposição, mantiveram silêncio tumular: zzzzzzzzz.

20 de dezembro de 2011 às 15h11min

O ambiente ficou irrespirável

Escrevi aqui, no domingo, artigo em que mostrava que a longevidade de Sarney no poder era proporcional à mediocridade do maranhense. Pois é, por mais que alguns façam beicinho, é uma verdade inquestionável.

Já disse aqui, por exemplo, que o Maranhão tem mais blogues de política que Brasília, a capital política do Brasil. E apontei a promiscuidade que rola.

Repito à exaustão que a ética jornalística se resume ao seguinte: o jornalista e o meio de comunicação podem ter lado, desde que digam com todas as letras aos leitores. Estes decidem se continuam a lê-los ou não. Mais: ter lado não quer dizer esconder notícias ou distorcê-las em favor do lado escolhido. Nada mais.

Mas é justo o que não se observa. A imprensa escrita maranhense que sempre viveu de um toma-lá-dá-cá abjeto deu as armas aos blogueiros. Blog no Maranhão virou uma quitanda desqualificada, digo desqualificada porque a maioria dos quitandeiros não é desqualificada.

O ambiente dos blogues ficou irrespirável.

Claro que mais dia, menos dia a coisa não irá acabar bem. Escreve-se, por exemplo, que há deputado estadual corno. Que deputado sicrano foi visto numa boate de prostitutas. Que a mulher de fulano vive fora da linha e por aí vai. Por muito menos já se matou jornalista no Maranhão. Reparem: não estou a dizer que a saída para a infâmia e a baixaria seja uma bala. Alerto para o pior causado pelo pior.

Jornalistas e meios de comunicação deveriam evitar, por estas bandas, a relação promíscua com os poderes públicos e com parlamentares. Repito: não é à toa que um sujeito medíocre como Sarney há 46 anos manda no Maranhão. Não era para menos, convenhamos.

Meios de comunicação, impressos ou não, não são para vender matérias, seja para elogiar, seja para divulgar, seja para esconder os fatos. Como dizia há muito Milôr Fernandes, isso pode ser armazém de secos & molhados; jornalismo, jamais.

 

 

 

18 de dezembro de 2011 às 21h36min

Sobrinho quer R$ 20 mi por parte
de ilha da Família Sarney

Sobrinho teme represália dos Sarney

Por Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

Um sobrinho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu colocar à venda, por R$ 20,2 milhões, parte da ilha de Curupu, uma paradisíaca propriedade do clã maranhense, com acesso pelos municípios de São José de Ribamar e Raposa, este a 20 quilômetros do centro de São Luís, a capital do Estado.

O radialista Gustavo da Rocha Macieira, sobrinho do casal José Sarney e Marly Macieira Sarney, quer vender 12,5% da ilha, que, segundo ele, possui um total de 16 milhões de metros quadrados.

O Estado foi informado do caso na última quarta-feira por uma pessoa próxima a Macieira, que ontem confirmou que nos próximos dias pretende publicar anúncios nos veículos de maior circulação do País. O local é um dos símbolos do poderio econômico da família Sarney. Trata-se, na verdade, de um complexo formado por três ilhas – sendo Curupu a maior –, que abriga mansões dos filhos do presidente do Senado e conta em sua área com manguezais e até um conjunto de dunas que fariam parte dos famosos lençóis maranhenses.

“Tem gado que nunca viu gente, selvagens, criação de carneiros de raça, excelente para pesca. A praia virgem tem uma extensão de oito quilômetros. É um espetáculo”, afirma o radialista, que justifica a iniciativa de venda também pelo fato de se manter distante da família.

“Eu preciso me capitalizar e não tenho nenhum vínculo lá com o Maranhão, nenhum negócio com a família. Então não tenho interesse em manter uma propriedade dessas.”

O radialista, que trabalha na Espanha e em Portugal, diz que comprou sua parte do pai, Cláudio Macieira, já falecido. A ilha pertencia ao pai de dona Marly, Carlos de Pádua Macieira e seus irmãos, todos médicos.

O casal Sarney doou 75% da propriedade aos três filhos – Roseana, Fernando e Sarney Filho. Os outros 12,5% pertencem ao espólio de Roberto de Pádua Macieira, outro irmão da dona Marly, que é a inventariante.

Independência. Macieira disse que há dois meses procurou, “por delicadeza” o tio em Brasília para informá-lo da decisão de colocar à venda parte do imóvel. “Ele me disse que (os filhos) Roseana ou Fernando entrariam em contato comigo. Aguardei por mais de um mês, mas não tive retorno. Aí fiz a comunicação como manda a lei através do cartório, dando a preferência de compra a cada um dos herdeiros e ao espólio do Roberto, irmão do meu pai, falecido recentemente. Esperei os 30 dias como manda a lei. Eles não se manifestaram”, afirmou. “Agora eu estou livre para vender para quem eu quiser.”

Ele enxerga na atitude uma certa soberba dos políticos do Maranhão. “Como as pessoas costumam fazer muitos pedidos a eles, acho que jogaram com a possibilidade de eu usar esse recurso. Só que eu como meu pai, sou totalmente independente. Não tenho nenhuma ligação com cargo público, nem pretendo ter, não sou empreiteiro”, destacou.

“Acredito que eles não se manifestaram, (porque) é aquela coisa: venha a nós… Acho que acharam que eu não levaria à cabo. Ou venderia por um preço que eles resolvessem impor.”

Macieira afirma também que está ciente de que sua iniciativa poderá gerar represálias. Ele relata que contratou um corretor em São Luís e ele teve dificuldades em anunciar no jornal O Estado do Maranhão, que pertence ao grupo de comunicação da família Sarney.

O anúncio, conforme o radialista, foi publicado, mas as imagens das casas e imóveis da ilha foram vetadas. “Isso é censura”, protestou. “É uma forma de represália.”

‘Fora da realidade’. Para o sobrinho de Sarney, o “acesso a muito poder”, gera “esse padrão de comportamento”. “A pessoa fica fora da realidade, ela acha que tem poder sobre determinadas situações, e onde ela não tem. Ela é um cidadão como eu, como o senhor, como o seu João da Silva da esquina, no que se refere a direitos e deveres.”

Segundo o radialista, a parte que lhe pertence na propriedade representa “fração ideal” da propriedade, o que significa que inclui porcentuais também dos imóveis.

Macieira acredita que o terreno deverá atrair empresários interessados em investir em resorts ou condomínios na região da baía de São Marcos. Ele não informou se já há interessados.

Procurado ontem pelo Estado, o presidente do Senado disse, por meio de sua assessoria, que não iria comentar o assunto. Sarney confirmou que Gustavo Macieira é seu sobrinho.

17 de dezembro de 2011 às 13h46min

A longevidade de Sarney no poder é
proporcional à mediocridade do maranhense

A longevidade de Sarney no poder é proporcional à mediocridade do maranhense.

Nesses 46 anos de mando (é disso que se trata, afinal estamos falando de uma oligarquia) nada, absolutamente nada de brilhante surgiu na oposição. E olha que não precisava de muito para obscurecer o obtuso Sarney. Não é à toa que sempre que pensam estar desclassificando-o, na verdade estão emprestando a Sarney uma inteligência e uma sagacidade de que ele nunca foi portador. Quem vive no escuro acredita piamente que palito de fósforo aceso é estrela.

A frase inicial no mínimo causa desconforto. Ela foge do tatibitate das teses fantasiosas e cheias de piedade e autopiedade. E não restringe a discussão aos políticos ou a quem procura um mandato. Esses estão incluídos na palavra maranhense da frase, que apanha todos a contrapelo.

Sarney não é o autor da mediocridade maranhense (ele é medíocre até para isso). A mediocridade maranhense é que lhe deu tutano e seiva. Sarney é a criatura, se é que me entendem.

Daí não estar distante da verdade dizer que nesses 46 anos surgiram mais candidatos a Sarney do que homens decididos a encerrar com um ciclo de mediocridade intelectual, econômica e política. Um bestialógico da era Sarney não pode eixar de fora a asnice do maranhense em geral, eis a verdade.

Os Sarney prevalecem porque os maranhenses são da mesma linhagem. E não me puxem da gaveta de lágrimas a conversa de que eles vencem eleições porque compram votos. Seria o único caso no mundo de corrupção apenas com a figura do corruptor, não é verdade? Ou então: “Sarney se apossou de todo o aparelho de Estado, da polícia ao Judiciário”. Bacana, mas quem dá vida ao aparelho de Estado é gente ou é asno (sei, boa parte é asno, mas não convém à conversa agora)?  É holandês ou é maranhense?

Ninguém está a dizer (ter de explicar isso já diz tudo) que Sarney e seus asseclas não têm culpa no cartório. Têm a perder de vista. Aqui a conversa tem outro eixo. É a longevidade do poder. Longevidades exigem cúmplices, direta ou indiretamente. Espanta que não estarreça que essa longevidade não carrega um único sinal de brilho. Espanta ainda mais que seus opositores não vejam isso. Sarney foi, é e morrerá sendo um político menor, essa a extrema agonia que ele carrega. Daí a a tentativa desesperada (de náufrago) de dar brilho à biografia por meio da literatura. Sabedor de que não ficará como político, a não ser por aspectos negativos, tenta a todo custo firmar-se como intelectual e escritor. Desgraçadamente, também aí falha, estrondosamente. Não há nem a necessidade de puxar os artigos que comete na imprensa, que mais parecem ter sido escritos por Dilma Rousseff, tamanha é a confusão de ideias e o massacre do idioma.

Peguem Lula. Lula é analfabeto por opção, mas ninguém lhe nega a astúcia e o traquejo político. Perto de Lula, Sarney perde ainda mais em estatura. Lula proclama coisas absurdas, mas o faz com a simplicidade de uma lavadeira. Sarney, por sua vez, tenta dar pompa à estultice de que é proprietário. Aparentar ser o que não é resulta em ridículo. A cafonice aflora. Sarney é o mais cafona dos políticos que já sentaram na cadeira de presidente do Brasil.

Alguém há de dizer que não são apenas os maranhenses os únicos cúmplices da longevidade de Sarney. Porque há a longevidade federal, digamos assim. Nada mais equivocado. O poder federal de Sarney é, primeiramente, proveniente do poder estadual. Basta saber que ele não foi eleito presidente da República pelos brasileiros. Outro há de puxar o Amapá. Certo, existe o Amapá, mas ali ele não manda e desmanda há 46 anos. Hoje sabe-se que as chances de vir a se reeleger senador pelo Amapá são exíguas. Um capítulo à parte, portanto.

Como explicar, por exemplo, as sucessivas vitórias de Roseana Sarney, a filha sinhazinha do coronel? A compra de votos e os ilícitos não explicam nada por si. Não é à toa que Roseana Sarney seja dos filhos a que mais se parece com o pai. Roseana não responde de chofre nem ao mais elementar dos cálculos. Se lhe perguntarem quanto é 4 vezes 9 ela muda de conversa. É de causar espécie que não tenha enveredado pela literatice. O Maranhão inteiro é sabedor de que ela é filha de Sarney. Como ainda votam nela? Prova de que o antissarneísmo do maranhense tem muito de proselitismo. Sem falar no sarneísmo da oposição, isto é, na incapacidade de estar acima de Sarney politicamente. Sarney e oposição medem ombro na mediocridade. Difícil achar um vencedor nesse quesito. Não é sem explicação que, por exemplo, grande parte venda o voto.

Enquanto a oposição tiver Sarney como paradigma, não estará fazendo outra coisa a não ser exercitar a inveja. Coisa que jamais rendeu voto ou transformou a realidade. Gera, no máximo, fofoca, coisa em que o maranhense é craque. O povo? Bem, de um lado não tem culpa quando não enxerga opção. Mas isso pouco ou nada explica. Do contrário Sarney não teria tamanha longevidade no poder.

PS: Nem bem acabei de postar o artigo e Sarney resolveu fazer homenagem póstuma a Joãosinho Trinta.  Será que ninguém na famiglia tem coragem de dizer: “Sarney, larga essa mania de obrar crônicas”? Certamente devem gostar.

Já na abertura Sarney comete isto:

“Gonçalves Dias, na Canção do Exílio, dizia que “nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá”. Mas temos também nossos Joões que cantam sem sabiá. Agora, desaparece mais um deles, Joãosinho Trinta, o carnavalesco, o homem de talento, de originalidade e imaginação, sendo uma referência na cultura popular brasileira, onde cantava e fazia multidões cantarem”.

Bom, fiquei com uma vontade danada de comprar um CD de Joãosinho Trinta, o cantor sem sabiá. “Mas temos também nossos Joões que cantam sem sabiá”. Frase inacreditável, sobretudo se se pensa na que a antecede.

E logo depois isto:

“Joãosinho nasceu João, tinha um Clemente, depois um Jorge, também de santo festeiro no Tambor de Mina no meio e, finalmente Trinta, que lhe marca o renome”.

Que diabos Sarney quis dizer com isso? No futuro é capaz de passar por hermético. Mas hoje sabemos: é a confusão mental a autora dessa frase cabeluda.

Poderia seguir apontando as bobagens pseudopoéticas de Sarney. Mas é domingo e o sol me aguarda lá fora. Deixemos Sarney na escuridão devida.

Só para encerrar: isso é uma homenagem póstuma? Nunca um morto foi tão maltratado. E em português ruim embrulhado por ideias confusas e estapafúrdias.

 

 

 

 

 

 

14 de dezembro de 2011 às 19h37min

Adversários de Flávio Dino comeram manga com febre
ou estão tirando carta de seguro

Agora os adversários espalham que Flávio Dino (PCdoB), presidente da Embratur, está tramando a queda do ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB), para tomar-lhe o lugar.

Afirmam, por exemplo, que logo, logo vão estourar matérias nos meios de comunicação mais importante do país contra Vieira.

Vamos aos fatos (que se sustentam na mais pura lógica):

1) Esses denunciantes devem, como se dizia antigamente, ter comido manga com febre. Alguém consegue imaginar o faminto PMDB abrindo mão de um ministério? E logo para o nanico PCdoB? Sei, ninguém consegue viajar nessa maionese;

2) Desde quando Flávio Dino, do Partido Comunista do Brasil, passou a ter força nos mais importantes meios de comunicação do país, que muito acertadamente são anticomunistas? Também sei, vocês devem estar rolando de rir (eu também).

De onde, então, surgiu a incomensurável bobagem?

Eis meu palpite. Gastão Vieira começou a sentir que não ultrapassa a reforma prometida pela presidente Dilma Rousseff, e já prepara uma saída. Não sem antes aproveitar para queimar aquele que é considerado o principal concorrente ao Governo do Maranhão em 2014. Ou, anotem esta, Gastão ficou sabendo que a imprensa séria anda no seu calcanhar e a qualquer momento alguma coisa nebulosa pode emergir. Foi assim, não se esqueçam, quando o octogenário e puro Pedro Novais (PMDB) foi torrado no cargo por conta de inúmeros ilícitos. Pois é, também diziam que eram coisas de Flávio Dino. Como se Flávio Dino tivesse empurrado a mão de Novais para dentro do cofre público.

Aguardemos o desenrolar dessa história do Esquema Sarney.

12 de dezembro de 2011 às 15h17min

PCdoB comporta-se como um galo sem esporão.
Mais pusilânime não poderia ser

O fim de semana foi marcado por tolices a serviço da famiglia Sarney incomensuráveis. E os envolvidos não ficam atrás: mostrar que são igualmente idiotas. Vamos ver.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) precisa fazer tratamento de saúde. Então, como precisa acontecer, resolveu tirar licença. Acontece que o suplente é Othelino Neto (PPS), indiscutivelmente aliado do prefeito João Castelo (PSDB).

Foi o suficiente para verem chifre em cavalo. Flávio Dino (PCdoB) estaria provando que se aliou ao prefeito de São Luís. E os blogueiros da famiglia Sarney resolveram cobrar a imaginária aliança. Como Flávio Dino pode se aliar a Castelo? Isso é um absurdo! Dino só pode ser aliado de quem a famiglia Sarney e seus blogueiros amestrados escolhem! Ponto final.

Vamos por parte.

Aí o PCdoB, num gesto de profunda pusilanimidade, resolve soltar 356 mil notas oficiais: “Nunca! Jamais estaremos com Castelo! Somos e sempre seremos oposição ao tucano! Perguntem ao bispo, ao pastor, aos vizinhos, aos empresários e ao pipoqueiro da esquina. Todos dirão: Não, nunca, jamais o PCdoB esteve ou estará com o PSDB de Castelo!”.

Bem, um partido que se deixa pautar por blogueiros da famiglia Sarney não merece o meu respeito. O PCdoB caiu na vala comum. Carrega um bússola sem ponteiro. Deixa-se patrulhar pelo Oeste, a direita mais atrasada do país, quando deveria ter um norte. Com isso atira em 2014 e vai ao cinema.

A questão é: quando Sarney foi um político coerente? Desde 2006 agarrou-se a Cafeteira, a quem denunciou como assassino, inventando um morto, Reis Pacheco, que estava vivíssimo. Mmou nas tetas da ditadura militar por 21 anos. Quando viu que o barco fazia água, pulou para o PMDB e para o lado de Tancredo Neves. Foi um presidente medíocre (alguém aí lembra da inflação mensal da época?) e provinciano. Collor, na campanha presidencial, dizia que iria, se eleito, prendê-lo e o chamava de ladrão dia sim e dia sim. Não consta que tenha feito oposição a Collor. Lula também o chamava de ladrão abertamente. O que aconteceu? Aliou-se a Lula sem qualquer cerimônia.

Por que, então, o PCdoB precisa prestar esclarecimentos de algo que não existe?

Até onde é sabido, Castelo é adversário do Esquema Sarney, que o ataca todos os dias nos meios de comunicação da famiglia, inclusive tenta derrubá-lo da prefeitura. Caso houvesse um acordo entre Flávio Dino e Castelo seria algo profundamente natural. Ambos estão no campo de combate à oligarquia Sarney.

Portanto, que os blogueiros do Esquema Sarney tentem patrulhar o prefeito e o PCdoB está dentro do roteiro. Ridículo é o PCdoB acovardar-se a cada manhã, como se fosse um galo sem esporão. Ou é um galo sem esporão?

5 de dezembro de 2011 às 11h22min

O vice-governador quer um PT que só olhe pra frente.
Bom, os burros de carroça também são obrigados a fazer isso

Washington Luiz, o vice-governador do Maranhão, divulgou nota no sábado em que rebate declarações do deputad federal Domingos Dutra, que pediu a saída do partido do governo Roseana Sarney.
A nota segue a desfaçatez do PT hegemônico, aquele do chefe de quadrilha, segundo o Ministério Público, Zé Dirceu, o Che Guevara sem tiro.
Tratei, como é de meu feitio, de responder (não faço a defesa de Dutra, ele já é bem grandinho. Não podia deixar passar em branco é essa pérola de oportunismo, para dizer o menos). A nota está dividida em 13 itens (PT=13, coisas de má poesia). Comento intem por item. Sim, tive engulhos, pelo conteúdo e pelo espancamento do idioma. Mas deixemos de lado, pelo menos o espancamento do idioma.
Acompanhem, vale a pena. Os trechos da nota vão de itálico; eu vou de azul:

O PT que olha para frente

1. Desde que o PT do Maranhão decidiu pela aliança com o PMDB, numa estratégia que contou o apoio da Direção Nacional do partido, do ex-presidente Lula e da atual presidenta Dilma Rousseff, temos vivido uma lamentável crise interna que é pública e notória.

Comentário do Blog: Como é que é? O PT do Maranhão decidiu pela aliança com o PMDB da oligarquia Sarney e contou com o apoio da Direção Nacional, de Lula e de Dilma?
Lamento dizer, comandante Washington, mas você está faltando com a verdade. O PT do Maranhão recusou democraticamente, pelo voto, a aliança com a oligarquia Sarney. Você e seu grupo perderam. Então a Direção Nacional e o colega de infância de Jesus, conhecido como Lula, trataram de jogar no lixo a decisão. Os pelegos do partido trataram de dar “Vivas” e assumiram o que sempre desejaram: ser parte da oligarquia Sarney. Então não venha com essa conversa fiada de que o PT do Maranhão decidiu e recebeu o apoio da Nacional e do pilantra do Lula. Nada disso.

2. Fui eleito vice-governador, junto com a governadora Roseana Sarney, com o objetivo de colocar toda a minha experiência e prática de militante de esquerda à disposição de um governo eleito pelo voto popular.

Comentário do Blog: Eleito pelo voto popular? Roseana Sarney foi recusada pelos ricos e pela classe média? O “voto popular” foi comprado por convênios ilícitos com as prefeituras do interior, o que já está questionado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Numa coisa concordamos: só mesmo sendo de esquerda para estar “à disposição” de Roseana Sarney. Como sabemos, desde 2002 a esquerda chegou ao poder. E a corrupção, a mentira e a desfaçatez disseram amém.

3. Nunca tive e não tenho a intenção de trabalhar isoladamente, pelo contrário, tenho a consciência de que necessito do meu partido, o PT, assim como o apoio dos movimentos sociais para ajudar na superação das mazelas socioeconômicas do nosso estado que, diga-se de passagem, são mazelas historicamente enfrentadas por todos os estados do Nordeste.

Comentário do Blog: Falei em desfaçatez no comentário anterior e Washington Luiz me confirma ao dizer que as mazelas do Maranhão são as mesmas “historicamente enfrentadas por todos os estados do Nordeste”. Entendi. Os Sarney não têm culpa no cartório. Ainda bem. Eu já estava preocupado. Seria uma injustiça culpar uma família que manda no Maranhão há 46 anos! Como diz a minha mãe de 91 anos, formiga quando quer se perder cria asas. Petista quando se rende a corruptos – sei, não se trata de nenhuma novidade – é capaz de tirar leite de pedra.

4. Não fui eleito vice-governador para conspirar contra a governadora Roseana Sarney ou contra o governo o qual o PT integra. Não é do meu perfil político montar estruturas paralelas de poder para constranger a chefe do poder executivo, como fez, por exemplo, o então vice-prefeito de São Luis, Domingos Dutra, que em menos de dois anos de aliança com o PDT, do saudoso Jackson Lago, iniciou uma jornada desesperada para inviabilizar politicamente o ex-prefeito da capital.

Comentário do Blog: Quem é o maluco que acredita numa conspiração de Washington contra Roseana Sarney? Se existe deve ser internado urgentemente. Sim, porque é maluco de rasgar dinheiro. Ou de atirar pedra na lua. Washington é Roseana Sarney, Roseana Sarney é Washington. Sem tirar nem pôr.

Mas gostei mesmo da pilantragem do “saudoso Jackson Lago”. Washington amava Jackson e eu e o Maranhão inteiro não sabíamos. Vejam só.
5.Por falta de conhecimento ou má fé, o deputado afirma que o Governo do Maranhão não dialoga com os movimentos sociais, com a Igreja etc. Isso não é verdade!

Resposta do Blog: Como? O deputado disse essa blasfêmia? Por favor, Dutra. Tenha a santa paciência. O Governo do Maranhão dialoga até com policiais militares. Ou você não viu que eles tiveram suas reivindicações prontamente atendidas e por isso não fizeram greve alguma? Mas vamos dar uma de malucos e imaginar que os PMs fizessem greve. Você imagina, Dutra, que os tais movimentos sociais (seja o que isso queira dizer), como, por exemplo, os Quilombolas e o MST, dariam apoio aos PMs? Segundo Washington Luiz, NUNCA!
Deputado Dutra, claro que estou fazendo troça (nem precisava dizer, mas estamos no Maranhão analfabeto dos Sarney e de Washington). Os policiais militares fizeram greve e o esquerdista Washington, sempre à disposição de Roseana Sarney, sumiu. Escafedeu-se. Ainda pensei em cantar: “Volta, Arlindo Orlando”. Esperto, escondeu-se para não ficar contra os policiais e não ferir os brios da patroa, desculpem, quero dizer, da governadora. É a esquerda tartaruga: esconde a cabeça para fingir que não sabe o que se passa lá fora, no mundo real.
Ah, o MST e os Quilombos foram ao acampamento dos PMs prestar solidariedade.

6. A governadora Roseana Sarney tem confiado a mim as principais agendas sociais do seu governo. Estamos trabalhando na implantação, por exemplo, do programa Maranhão Sem Miséria, do Água para Todos, das ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), sem falar nas constantes reuniões de trabalho com os quilombolas, indígenas, sindicalistas, sem-terras, Comissão de Erradicação ao Trabalho Escravo (Coetrae), entre muitos outros setores organizados da sociedade.

Comentário do Blog: Ih, rapaz, a coisa complicou. Washington tem se reunido constantemente com os Quilombolas e os Sem-Terra? Das duas uma: ou Washington está mentindo mais uma vez, ou os Quilombolas e os Sem-Terra o traíram. Porque ambos estavam contra a oligarquia e a favor dos policiais em greve.
Com qual das opções, leitores, vocês ficam?

7. São várias entidades dos movimentos sociais e lideranças populares que procuram o governo através do Vice-Governadoria. Todos confiam na nossa relação histórica com os movimentos sociais e sabem que não medimos esforços para manter um relacionamento respeitoso com todas as organizações da sociedade civil que desejam interlocução com o governo Roseana Sarney. Foi assim durante a greve dos professores e mais recentemente na greve dos policiais e bombeiros militares.

Comentário do Blog: Alguém aí tem uma foto de Washington Vice Luiz no pátio da Assembleia Legislativa do Maranhão a dialogar com os grevistas da PM? Ou uma foto de Washington Vice Luiz na mesa de acordo da OAB-MA? Se tiverem, podem enviar. 
Não fosse Roseana Sarney uma senhora mimada e prepotente e a greve da PM não teria existido. Eles procuraram o governo e foram prontamente desconsiderados. Por que Washington não tratou de fazer o acordo que a sua patroa, quero dizer, a governadora, se negou a fazer? Por que não tentou convencê-la a fazê-lo?
Resposta: simples, Roseana Sarney e Washington Luiz fazem um governo atrasado, retrógrado e prepotente, que desconhece as palavras diálogo e acordo. Só isso.

8. Não vemos quaisquer motivos para o PT deixar o atual governo, até porque a governadora e seu grupo político têm sido aliados leais à presidenta Dilma, que tem avançado ainda mais nas políticas sociais do país iniciadas pelo presidente Lula.

Comentário do Blog: Hehehe, só rindo mesmo. A oligarquia Sarney é leal à presidente Dilma Rousseff? Não sabia do lado piadista de Washington Luiz. Os leitores viram a lealdade de Sarney quando atrapalhou a votação da DRU por pura chantagem. E a razão para a chantagem? Leia mais abaixo, Washington. Este blog deu um banho ao mostrar os bastidores da greve da PM. Mas como sei que a leitura não está entre as preferências dos petistas, esclareço: Roseana Sarney, essa senhora mimada a quem você diz estar sempre à disposição, queria usar a força para sufocar a greve dos PMs. Dilma Rousseff em nenhum momento topou a parada. Então o oligarca tratou de atrapalhar a votação da DRU. Era a chantagem. Dilma, em quem não votei e por quem não morro de amores, recusou e orientou para que houvesse o acordo. Você chama a isso de lealdade?
Sei que vou pedir demais a um petista, mas vamos lá. Por que não dizer a verdade? E qual a verdade? Você e seu grupo não deixam o governo porque não querem perder a boquinha. Nada a ver com lealdade (que lealdade não existe, você sabe muito bem, afinal não é nenhum inocente) dos Sarney a Dilma.
A famiglia Sarney ama o poder (e a grana adivinda do). Assim foram leiais à ditadura militar por 21 anos. Quando viram o barco fazer água, transferiram a “lealdade” a Tancredo Neves e ao PMDB. Nem a Collor, que todos os dias ia à televisão chamar Sarney de ladrão e que prometia prendê-lo se fosse eleito presidente, foram desleais. Veio Fernando Henrique Cardoso e foram “leais” por oito anos. Quando viram que Lula venceria (e Lula também chamava Sarney de ladrão), mudaram mais uma vez de “lealdade”. E assim é agora com Dilma, embora esta pareça não ser muito chegada a eles.
É essa a “lealdade” que agora você elogia?

9. Os discursos incendiários do deputado Domingos Dutra não contribuem em nada para fazer as mudanças que o Maranhão precisa. Faz parte da história e do comportamento do parlamentar apostar no “quanto pior melhor”. Esse é o seu princípio político.

Comentário do Blog: Quais, então, as coisas que contribuem para as mudanças? A rendição mais vexatória? O projeto mesquinho pessoal? A picaretagem? Ou seria a roubalheira na Secretaria de Educação?

10. Ao contrário do pessimismo do deputado Domingos Dutra, estou trabalhando intensamente, enquanto vice-governador e dirigente do PT, para repactuar o partido no nosso estado.

Comentário do Blog: Taí uma coisa de que gosto muito: as palavras ocas usadas pelos petistas crentes que nos enganam. Repactuar é uma delas. No sentido usado por Washington não quer dizer nada. Como se repactua algo que nunca foi pactuado?
Antes de o PT ser tirado à força de Flávio Dino, não consta que um dia houve um pacto no PT. O grupo de Washington e o do deputado Dutra nunca leram na mesma cartilha. Quando chegou a hora de decidir democraticamente se o PT apoiaria Flávio Dino ou Roseana sarney, não houve pacto. Como falar, agora, de repactuamento?
Palavras ocas, para enganar trouxas.

11. Tenho conversado com companheiros de todas as correntes políticas do PT. São petistas que não desejam mais viver no passado, que não querem ver o PT destruído pelo canibalismo interno, coisa que só interessa aos propósitos políticos e eleitorais do deputado Dutra.

Comentário do Blog: O PT maranhense sempre foi contra a oligarquia Sarney. Pelo que diz Washington, esse é o passado, que deve ser jogado na lata de lixo. Petista que quer o bem do PT deve, portanto, aliar-se aos Sarney. Isso é ser moderno. A modernidade é o presente. Não qualquer presente. Mas o presente de Washington e de uns poucos pendurados em cargos no governo Roseana Sarney.
Não deixem de reparar: Dutra não pode ter “propósitos eleitorais”. Nada disso. Mas Washington Luiz pode. Aliar-se à oligarquia Sarney para virar vice-governador não é projeto pessoal e muito menos “propósito eleitoral”.
Resta a pergunta: se o “propósito eleitoral” não incluir ilícito ou rendição a corruptos, ainda assim é algo reprovável?
Com a palavra o vice eleito pelo “voto popular”.

12. Vamos seguir firme no nosso ideal de ajudar a transformar o Maranhão. Estamos num governo de coalizão e temos a consciência das contradições que existem nesse processo. Apostamos numa aliança que é chancelada, repito, pela Direção Nacional do PT, pelo ex-presidente Lula e pela presidenta Dilma, e continuaremos nela até onde percebermos que é possível continuar.

Comentário do Blog: Primeiro é importante ressaltar que o PT nacional não quis “transformar” o Brasil com Fernando Henrique Cardoso (neoliberal, ora vejam!), mas vem apostando na mudança com o mais longevo oligarca (neoesquerdista, por certo!). No Maranhão do cearense Washington o “ideal de transformação” só pode se dar com a Roseana Sarney, a filha do oligarca. Muito comovente.
Mas, ainda mais comovente, é a insegurança de Washington. Ele não diz: Nós decidimos que só haverá mudança com aliança com Roseana Sarney. Ele sempre faz uso da muleta “chancela da Direção Nacional, do ex-presidente Lula e da presidente Dilma”.
Mas se o leitor é inteligente (e a maioria de meus leitores o é), vai reparar que não se trata bem de insegurança. É um álibi. Amanhâ, quando as pessoas decentes cobrarem de Washington e seu bando a adesão à oligarquia Sarney, responderão com a cara de pau de sempre: “Fomos lamber os pés dos Sarney porque somos homens e mulheres de partido, e assim o partido queria”.
E os decentes responderão: “Mentira. Vocês foram porque quiseram, afinal a maioria (ESCREVAMOS EM LETRAS GRANDES: A MAIORIA!)decidiu pelo voto apoiar a candidatura de Flávio Dino. Se vocês não tivessem se rendido de maneira asquerosa, o analfabeto do Lula não teria imposto a candidatura de Roseana ao PT. Ou pelo menos teria imensas dificuldades”.

13. Finalmente, conclamo todos os petistas para unirmos força na necessária e urgente repactuação do PT no Maranhão. Repactuar o partido não é somente um desejo do vice-governador, mas de todos os companheiros que não agüentam mais ficar presos aos discursos raivosos, de ódio e de ressentimentos. É hora de olhar para frente.

Comentário do Blog: Mais uma vez o “esquerdista” e “sempre à disposição de Roseana Sarney” Washington Luiz acaba se entregando (embora não seja essa a intenção). “Discursos raivosos, de ódio e de ressentimentos” são os discursos contra a oligarquia Sarney. Certamente Washington considera discurso de amor os discursos de rebaixamento à oligarquia. Muito interessante. A desfaçatez e a picaretagem são tão óbvias que nem preciso descer a detalhes, não é mesmo?
Encerro com o seguinte: achei linda a poesia de para-choque de caminhão – como se trata do PT, Washington, ou o(s) analfabeto(s) que o orienta(m), dividiu a nota em 13 pontos. Muito singelo. Emílio Ayoub, o poeta dos muros, não faria melhor.
Ah, antes que me esqueça. Washington e quem lhe ajuda a rabiscar notas precisam aprender que olhar pra frente não quer dizer, necessariamente, inteligência ou motivo de orgulho. Afinal, o burro de carroça usa antolhos justo para só olhar para a frente.

3 de dezembro de 2011 às 09h10min

Roseana Sarney queria a mão de ferro do Governo Federal.
Dilma optou pelo acordo com os grevistas

SARNEY TENTOU CHANTAGEM NO SENADO

OS BASTIDORES DA DERROTA DA OLIGARQUIA

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MOSTROU-SE PUSILÂNIME

O acordo que pôs fim à greve dos policiais militares representou a primeira e acachapante derrota do governo Roseana Sarney.

A greve dos policiais militares do Maranhão começou como crônica de uma greve anunciada. Os militares sentaram na mesa do governo e apresentaram suas reivindicações. A governadora Roseana Sarney ignorou solenemente, confiada na proibição de greve. Primeiro cálculo equivocado. O resto veio por conta da arrogância. Tanto que Roseana Sarney até o último minuto relutou em aceitar o acordo, mesmo quando este já estava selado.

Ressalte-se o papel importante da OAB-MA na costura do acordo. Mas uma força ainda mais importante agiu para o fim da greve, sem que até aqui alguém soubesse: a presidente Dilma Rousseff. A presidente foi informada o tempo inteiro do que se passava. E quis o diálogo e o acordo. Também preocupada com isto: o Maranhão não poderia, com a greve, servir de exemplo para o resto do país.

Roseana Sarney, ao contrário, queria a mão pesada do Governo Federal impondo a derrota aos grevistas. O pai e presidente do Senado, José Sarney, como sempre deixou-se levar pelo beicinho da filha governadora. Ambos não obtiveram o que queriam: o Governo Dilma insistia no acordo.

Sarney tratou de agir com o método que o caracteriza. Tratou de atrapalhar a votação da DRU (Desvinculação de Receitas da União). Parlamentares governistas e da oposição não entenderam nada. A imprensa nacional chegou – pasmem!- a falar em “cochilo do Sarney” (reveja aqui). Era, na verdade, a velha chantagem do cacique que representa o Amapá no Senado. Mas nem assim o Governo Federal optou pela mão de ferro contra os grevistas.

Garoto de recado – Papel ridículo fez o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo. Suas ações tinham como intento desmoralizar os grevistas. Primeiro, quando decidiu pelo fim das sessões (os grevistas estavam acampados no pátio da Assembleia). Depois, quando anunciou a volta dos trabalhos para a próxima segunda-feira, “sem a presença dos militares na área da Assembleia”. Era a subserviência aliada à irresponsabilidade. Como Arnaldo Melo iria tirar os grevistas do pátio da Assembleia? Com o uso da força? iria transformar o pátio em campo de batalha?

O fim da greve por meio de acordo representou uma derrota estonteante da oligarquia Sarney. Já para Arnaldo Melo foi uma página negra: todos agora sabem de sua pusilanimidade. Prova de que no Maranhão todos os poderes estão podres.

 

 

28 de novembro de 2011 às 22h20min

Fora Roseana Sarney: amanhã tem passeata pela
saída da filha do coronel Sarney do governo

Em setembro de 2010 estudantes fizeram o "Fora Roseana Sarney"

Será realizada na tarde de amanhã, terça-feira, a passeata Fora Roseana Sarney. Os manifestantes sairão da porta da Assembleia Legislativa do Maranhão às 15h.

O movimento exige a saída da filha do coronel Sarney do governo por conta do caos no Maranhão. Roseana voltou a governar o Maranhão em 2009, quando togas amigas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afastaram o governador Jackson Lago (PDT).

De lá para cá, setores como Saúde, Educação e Segurança afundaram completamente. A Saúde foi entregue ao cunhado Ricardo Murad, cujos projetos megalomaníacos fazem água por todos os lados (sem falar na corrupção, investigada pelo Ministério Público, na contratação de construtoras sem licitação, que depois acabaram sendo grandes doadoras da campanha de Roseana em 2010). A Educação inicialmente foi entregue a um petista. As denúncias de corrupção surgiam a cada manhã, a tal ponto que até Roseana Sarney (imaginem!) achou por bem demiti-lo. O Estado amarga os piores índices de analfabetismo do país. A Segurança foi entregue ao policial federal Aloísio. Segundo consta, ele ganhou o cargo como prêmio por repassar a Fernando Sarney informações sigilosas da PF que iriam resultar na prisão de… Fernando Sarney. Resultado: a greve dos Policiais Militares, que já dura cinco dias. O Maranhão está entregue aos bandidos.

O blog junta-se aos maranhenses cansados da corrupção e da incompetência da oligarquia Sarney, representada pela filha mimada Roseana Sarney.

Não deixem de participar. Convidem os amigos. Juntem-se aos que querem o bem do Maranhão.

Repito: passeata amanhã, com saída às 15h da porta da Assembleia Legislativa.

FORA ROSEANA SARNEY.